Cold in July [2014]

20069

Jim Mickle está a dar passos acertados para no futuro ser um realizador de referência, se os seus primeiros 3 filmes estiveram relacionados com o género de terror [Mulberry St , Stake Land e o remake do filme mexicano We are What we Are] neste filme dá um volta enorme e e vira-se para um thriller pesado, a roçar os meandros dos neo-noirs dos anos 80.

Cold in July conta-nos a história de Richard Dane[Michael C. Hall o eterno Dexter] ele por acidente mata um assaltante que se encontrava dentro de casa dele. No dia do funeral do assaltante encontra-se com Russel [Sam Shepard] que “avisa-o” que tenciona-se  vingar-se da morte do seu único filho. O filme sofre um pequeno twist  e descobrimos que afinal o filho de Russel não está morto como previsto, com ajuda do amigo de Russel, Jim Bob [Don Johnson] vão ao encontro de respostas que ninguém estava preparado para obter.

O filme é carregado as costas pelas 3 personagens, o ambiente dos anos 80 encontra-se durante todo o filme, desde os ambientes escuros com jogos de cores a fazer lembrar Argento ou mesmo o mítico John Carpenter até aos sintetizadores usados na banda sonora, até ao trauma dos “snuff movies” que tanto estivaram na moda nesses anos correntes.

Mickle consegue construir um filme interessante, e mostra-se eficaz em realizar este filme sem recorrer aos clichés dos filmes de terror, onde até agora estava a fazer carreira.

Curioso para saber qual será o seu próximo passo, aqui estarei para falar sobre o mesmo.

 

Perfect Blue [1997]

Perfect Blue encaixa-se perfeitamente na minha ideia que os filmes de anime são para adultos[sim até mesmo os do Miyazaki tem mensagens que por vezes duvido que algumas pessoas lá cheguem se não tiverem uma faixa etária mais elevada], e as séries para crianças/jovens. A história é simples Mima deixa o grupo  CHAM, a fim de prosseguir o seu sonho como actriz. Mima começa por fazer papeis mínimos mas aos poucos vai ganhado o seu espaço no mundo do cinema, principalmente depois de fazer uma cena em que é violada. Este filme usa um argumento que já se viu em muitos filmes, a dupla personalidade da personagem principal que nos deixa confusos em saber o que é verdade e mentira, se tudo não passa de uma ilusão ou estamos mesmo a viver a realidade, agarra-nos no principio ao fim e não tem tempos mortos, se não fosse a parte final em que entramos numa cena demasiado irrealista o filme estaria perto de ser perfeito.

Para fãs de thrillers psicológicos e como li por ai de filmes do mestre Alfred Hitchcock, Perfect Blue não desilude.

Nota: 7.5/10