[VN#6] Blood Feast (1963)

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Vamos então ao número 6! Blood Feast chegou-me as mãos pela distribuidora Something Weird Video  mais um negócio da china feito pelo ebay. Todo contente por ter visto no bluray.com que é o filme estava desbloqueado em região B meto o filme na minha playstation 3 e fico arder pois o filme não funciona na mesma. E aqui então entra a magia da Internet e encontro exatamente a minha versão para download. Puff solução encontrada e filme visto.

Blood Feast era o filme mais antigo na mítica lista dos nasties britânicos, mais precisamente 1963! Ainda hoje não consigo encontrar nenhuma informação do seu lançamento por alguma editora britânica, mas facilmente podemos encontra-lo no youtube, é o chamado sinais dos tempos.

Herschell Gordon Lewis é o responsável por este filme, e existem muitas pessoas que o consideram o pai dos filmes gore, ele foi talvez o primeiro a ter a coragem de usa sangue aos litros, e penso que se pode aplicar esse rótulo sem qualquer margem para dúvida pois todas as cenas em que existem mortes, Lewis não hesitou a usar litros de liquido vermelho.

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A história do filme é bem interessante, um psicopata aterroriza uma pequena cidade matando mulheres indefesas de forma bem violenta e retira-lhes sempre uma parte do corpo, a ideia dele? Praticar um ritual para ressuscitar a deusa Isthar.

O filme não tenta manter qualquer suspense pois da-nos a conhecer o assassino logo nos primeiros minutos, assim sendo ficamos só com um longa onde as mortes e a violência são o prato principal. Vamos acompanhado a investigação policial e raparigas em biquíni que acredito que fizeram furor nos drive ins da altura.

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O filme teve direito a uma sequela em 2002 esse sei que foi lançado pela Arrow. Violento e um pouco misógino, Lewis acaba por levar o filme a bom porto, e foi inteligente em não arrastar o mesmo.

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A banda portuguesa Dementia 13 lançou em 2013 um EP baseado em filmes de terror de culto, entre eles contava uma música baseada neste filme [Feasting on Your Blood ]

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Subconscious Cruelty [2000]

Poster 1

História: Não tem nenhum nenhum fio condutor, que se possa chamar história. São 4 curtas sem qualquer ligação entre elas.

Pseudo-Review: Fiquei mesmo na dúvida se havia de falar de este filme, pois ultimamente andamos a ser bombardeados por filmes “choques” que o único objectivo e enjoar/chocar ou provocar nauseas ao espectadores. Temos exemplos recentes como o Serbian Movie , The Human Centipede (First Sequence) e até me arrisco a colocar um filme que já tive oportunidade de falar por aqui Excision(de uma maneira mais soft), e temos este filme de 2002 realizado por Karim Hussain.

As quatro histórias só tem em comum uma coisa gore e violência extrema, admito que aos primeiros 5 minutos da primeira história pensei que ia estar perante um filme interessante e diferente do que estou habituado a ver, o uso da câmara com grandes planos, as cores a fazer lembrar os conhecidos filmes “art house”.Mas passado algum tempo o filme perde-se totalmente, a segunda história fala sobre uma paixão de um irmão pela sua irmã, os pensamentos filosóficos e os longos monologo tem por um lado um certo interesse, mas termina de um forma abrupta com o parto “forçado” usando então os elementos “choque” onde o sangue e a violência imperam sendo assim no final não nos lembramos de mais nada. A terceira história é ridícula demais nem merece qualquer comentário da minha parte, ou por outro lado provavelmente não “alcancei” a ideia que o realizador queria transmitir e não tenho problemas em admitir tal coisa, pois não sou nem de perto nem de longe um crítico de cinema, simplesmente gosto de partilhar as minhas ideias e filmes que vejo.A quarta e última história talvez seja a mais chocante de todo o filme, usa uma personagem que supostamente seria a representação de Jesus Cristo, a ser violado(pelas próprias tripas), rasgado, comido por 3 vampiras (?), o que levanta sempre uma questão. A facilidade com que se usa e abusa da religião católica para o choque e a apreensão em fazer o mesmo com a religião muçulmana, fica só este apontamento pois não tenho qualquer ligação a nenhuma delas.
Em jeito de conclusão o filme é desinteressante, é 1h20 de espectáculo gratuito de sangue, e órgãos desfeitos, com alguns toques de Art House que podia salvar o mesmo infelizmente esses momentos nem chegam a 5m do filme.

Nota: 5/10