Open Windows [2014]

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O género de terror em 2014 teve em alta, muita oferta mas nem sempre com qualidade. Já falei sobre os filmes que mais ansiava ver neste novo ano, agora sobram aqueles que as expectativas eram baixas mas a curiosidade era elevada.

Open Windows é um filme de Nacho Vigalondo um realizador espanhol que começou a ganhar o seu protagonismo com curtas metragens, a sua primeira longa foi o delicioso Los cronocrímenes um filme sobre viagens no tempo, após esse sucesso volta um pouco as curtas lança pelo meio o Extraterrestrial um filme pouco compreendido pelo grande público. Finalmente com uma produção espanhola-americana apresenta-nos “Open Windows”.

Open Windows tem tudo para ser a tábua de salvação para o já morto “found footage” em vez de termos uma câmara que treme a qualquer momento temos aqui um acesso as novas tecnologias que podem ser facilmente pirateadas, desde portáteis, telemóveis ou mesmo câmaras de segurança, elementos mais “seguros” que podem dar “asas” a esse estilo, algo que eu espero que não aconteça, mas isso deve-se ao meu ódio de estimação pelo “found footage”.

Este filme tinha tudo para ser um boa surpresa, os primeiros 30 minutos passam-se num ápice, percebemos os perigos que os fãs mais “fieis” podem causar aos seu ídolos, como percebemos que a curiosidade doentia que por vezes temos sobre as estrelas de filmes ou de qualquer outro meio pode-se tornar demasiado perigosa.

O problema de Open Windows é mesmo a confusão de argumento, a ideia era sem dúvida original e brilhante mas acaba por ser perder na tentativa de surpreender o espectador, só nos últimos 15m temos pelo menos 3 tentativas de”twists” que acabam por tirar todo o ritmo ao filme.

Open Windows esteve na edição de este ano do Motelx 2014, Nacho Vigalondo mostra a sua versatilidade em fazer qualquer género de cinema, mas espero que não se volte a precipitar no seu próximo filme, por vezes um maior orçamento trás mais problemas que vantagens.

[Especial Motelx 2014] Honeymoon [2014]

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Sinopse: “Os recém-casados Paul e Bea viajam até um lago remoto, para aí passarem a sua lua-de-mel. Uma noite, pouco depois de chegarem, Paul encontra Bea a vaguear desorientada no meio da floresta. À medida que ela se torna mais distante, com um comportamento cada vez mais errático e estranho, Paul começa a suspeitar que há algo de sinistro no local e que o que se passou não foi um mero episódio de sonambulismo. O manto do terror cobre lentamente sobre o romance.
 
Tendo estrado no SXSW Film Festival, a primeira longa-metragem da realizadora Leigh Janiak traz-nos uma íntima visão do terror no feminino, inspirada nas obras de Roman Polanski onde o terror nasce no interior dos protagonistas.

Honeymoon não é um filme de terror convencional, é uma viagem lenta de 1h30 mas ao mesmo tempo absorvente que não nos deixa tirar os olhos do filme por nenhum segundo.

Falar sobre este filme sem desvendar bocados da história é impossível, Honeymoon entra no lote restrito do “vejam sem medo”, pois quando menos souberem do filme mais surpreendente vai ser.

Cheguei a temer o pior quando vi o casal a isolar-se numa cabana e a meio do filme alguém disse  “vão-se embora, não fiquem aqui” o cliché mais usado em todos os filmes de terror,

Mas Honeymoon vive dos seus actores Paul [Harry Treadaway] e Bea [Rose Arbuthnot-Leslie] estão com uma química tão intensa que por momentos parece que estamos a confundir a realidade com a ficção, seja nos momentos mais íntimos ou nos momentos finais,

O filme desenvolve-se lentamente mas todos os segundos são preciosos para o final que para muitos pode ser pouco satisfatório, para mim foi suficiente, a fazer lembrar o tempo em que os filmes deixavam os finais a nossa imaginação, e não a piscar os olhos as 1000 sequelas.

Honeymoon como quase todos os filmes de terror actuais vai beber um pouco as influencias dos anos 70/80’s.  Por momentos a mim chegou-me a lembrar uns primórdios de Cronenberg mas sem metade do talento do canadiano obviamente.

Um boa surpresa quando estava já a ficar desesperado por encontrar um bom filme da programação do Motelx de este ano.

[Especial Motelx 2014] Almost Human [2013]

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Sinopse: Mark Fisher desapareceu de forma misteriosa há dois anos, sob um intenso feixe de luz azul intensa. O amigo Seth Hampton foi a última pessoa a vê-lo. Uma série de macabros e violentos homicídios leva Seth a crer que Mark regressou, estando de algum modo relacionado com os eventos, e que trouxe com ele algo muito sinistro.

 Com uma aura retro que remete para o terror de ficção científica dos anos 80, com o gore orgânico e encher o ecrã de sangue, «Almost Human» é primeira longa de Joe Begos, que teve o privilégio de trabalhar como estagiário do mestre Stuart Gordon, vindo a ser director de cena de “Nevermore” e “Re-Animator: The Musical”. Estreia mundial no Toronto International Film Festival.

No momento que escreveu este artigo o Motelx 2014 já começou. Como em todos os anos espero que esteja a ser um sucesso estrondoso e que se realize durante anos e anos.

Regresso com o Almost Human um filme que não foge ao clichés mais recentes de ir buscar as influencias dos anos 80 para tentar fazer sucesso.

Joe Begos inteligentemente vai buscar influencia aos sci-fis dos anos 80 aproveitando esta onda de paixão pelo retro que ultimamente tem andado no ar.

Almost Human é um filme de baixo orçamento logo tudo a volta do mesmo parece feito de forma amadora. A única parte que talvez se destaque neste filme retro é mesmo os efeitos de gore, novamente a fazer lembrar os anos 80 em que o uso e abuso de sangue e tripas era permitido.

Almost Human até tem 25m iniciais de algum interesse mas acaba simplesmente por se tornar aborrecido e demasiado repetitivo.

Motelx 2014 10-14 Setembro

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Finalmente o cartaz completo para o Motelx 14, uma aposta forte no terror mais recente com muitos filmes a terem um lançamento “exclusivo” neste festival que não para de crescer.

Como já tinha referido várias vezes daqui a pouco começa a maratona habitual Motelx aqui pelo Alucard’s Corner. Se tivesse a oportunidade de ir ao festival e fazer como fiz nos anos que fui os meus 5 filmes de escolha seriam:

Among the Living :

Sex 12 · 19h00
Sala Manoel de Oliveira
Sáb 13 · 15h00
Sala 3

Alleluia :

Dom 14 · 19h15
Sala Manoel de Oliveira

Open Windows :

Sex 12 · 21h30
Sala Manoel de Oliveira
Sab 13 · 19h15
Sala 3

Over Your Dead Body :

Sab 13 · 19h00
Sala Manoel de Oliveira

Starry Eyes :

Dom 14 · 23h45
Teatro Tivoli BBVA

Dos filmes que já tinha oportunidade de ver além daqueles que já falei por aqui como o Stage Fright e o Life After Beth, destaco o documentário “Rewind This!” que nostalgia sobre o tempo do VHS, o clássico de Alex de la Iglesia “The Day of the Beast” e fujam do “All Cheerleaders Die” cai no erro de ver o nome de Lucky McKee no cartaz, pensei que me ia oferecer um terror de entretenimento como foi o filme “The Woman” mas infelizmente só me tirou mais algumas horas de vida.

 

E vocês? Quais os vossos filmes de eleição para este ano?