Motel X – 10ª Edição [6-11 Setembro]

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A programação já esta online (http://www.motelx.org/programa-e-horarios#dia-2016-09-06|todos-os-locais).

O convidado é um nome de luxo.

10ª edição é um marco fantástico para este festival.

Que comecem os jogos!!

No meu lado, como nos anos anteriores prometo fazer aqui umas “postas” sobre alguns filmes que estão disponíveis por esse “mundo” fora.

Bom festival para quem poder ir e cuidado com o D.Sebastião!

Top 2015 – Alucard Version

Como nos anos anteriores aqui fica mais um top baseado nos filmes que vi e falei no blogue. Provavelmente o ano que mais preguiça tive para escrever sobre os mesmos, mas ao mesmo tempo talvez o ano que vi mais filmes do que estava a espera, mais precisamente a partir de Outubro em que finalmente encontrei alguém que partilha os meus gostos pelos filmes de terror, em trocas quase diárias de DVD/Blu Rays tenho descobrido obras que provavelmente nunca iria por os olhos.. mas chega de “encher chouriços”

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1º Turbo Kid [2015]

Provavelmente nunca esteve em causa o seu lugar, Turbo Kid assim como o Kung Fu Fury são dois exemplos de geekismo e revivalismo máximo. Numa altura que exploro cada dia mais os filmes de essa época, Turbo Kid simplesmente juntou tudo o que havia de bom nessa altura e criou uma obra única. O Blu Ray brevemente estará na minha estante, já o filme em si fica com o lugar no pódio.

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2º Bronx Warrior Trilogy [1982/83]

Seria injusto deixar qualquer um de estes filmes de fora, mesmo que o segundo seja um bocadinho mais fraquinho na minha opinião. Bronx Warriors foi mais um daqueles filmes comprados as “escuras” numa altura em que o Mad Max arrasava nas bilheteiras, os Bronx Warriors arrasavam no meu DVD. É impossível esquecer Trash, Fred Williamson ou o mítico George Eastman. Recomendado!

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3º Wyrmwood [2014]

O mundo do cinema está a ganhar novos realizadores que merecem ser seguidos com atenção, depois de uma época entregue aos found fottage talvez a maior praga do cinema, a seguir aos remakes de filmes clássicos que mereciam estatuto de culto e obscuridade, novos talentos começam a surgir. Kiah & Tristan RoacheTurner contaram na edição da revista Scream as dificuldades que tiveram em acabar o seu filme, mas toda a paixão e persistência levou-os a conseguir chegar ao final, e ainda bem. Zombies e Mad Max é uma dupla que merece destaque em qualquer altura. Wyrmwood já merece o seu lugar no estatuto do cult, esperemos agora que Kiah & Tristan não se encostem aos lucros e conseguiam continuar a surpreender-me com bons filmes.

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4º The Editor [2014]

Interessante enquanto vagueava pelo blogue para ver os filmes que falei este ano, apercebi-me que a maior parte deles foram filmes mais recentes, indo exatamente contra aquilo que eu me propus no inicio do mesmo. Mas por outro lado só mostra que o género de terror está a voltar a surpreender, e a mostrar novos talentos por isso não me posso queixar.

Se Wrymwood foi uma surpresa, The Editor foi a confirmação de como o estúdio Astron 6 está de boa saúde, depois de Manborg e de um talvez a merecer uma segunda visualiza~ção para mudar a minha opinião Father’s Day. The Editor é finalmente o filme tributo que os slashers/giallos italianos mereciam. Mesmo com uma irritante Paz de La Huerta(longe de mim queixar-me da sua presença no filme, mas se não tivesse falas e mostra-se só o seu talento natural teria sido bem melhor para o filme). The Editor é uma lição de como fazer um tributo sem cair no ridículo.

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5º The Plague of the Zombies [1966]

Ainda tenho 3 volumes da Box da Hammer para ver, por vezes quem tudo quer tudo perde. Como em muitas outras situações comprei mais filmes este ano que em toda a minha vida, desde os saldos, até as black fridays a quantidade de filmes que entraram diretamente para minha estante são mais do que posso contar, mas isso não impediu de ficar fascinado pelo mundo da Hammer quando tive acesso aquela Box, não é certamente por falta de qualidade que não vi os outros filmes, é simplesmente por falta de tempo ou por acabar ser por dar prioridade a outros filmes.

Mas adiante Th Plague of The Zombies consegue ser um filme de “zombies” sem ser chato, sem sem repetitivo, sem ser aborrecido. É uma mistura de cultos, rituais e originalidade. Hoje em dia qualquer filme de zombies ou série que encontramos são simplesmente aborrecidos mas em 66 ainda havia muito por onde se criar e a Hammer não quis perder o comboio nesse aspecto e ainda bem, por aqui ficamos com este fantástico exemplar.

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Curtas & Quentes – 2015

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Com o outono a chegar, chega as “castanhas quenteeeesss e booassss”. Aqui no Alucard’s Corner como não há castanhas e tempo para muito mais que isto ficam aqui as minhas mais recentes visualizações.
Musarañas: Filme espanhol que esteve no Motelx de este ano, mostra-nos que fazer filmes influenciados mesmo que não directamente em grandes escritores como Stephen King e mais precisamente no livro Misery, não precisa de ser um coisa má. Pode-se fazer a mesma coisa muitas vezes desde que se saiba usar outros elementos, Musarañas passa esse teste sem qualquer dificuldade. Recomendado!

The Editor: Argento.. Fulci.. Giallos.. Filmes italianos maus.. The Editor tem isto tudo e muito mais, se os americanos todos os anos lançam “spoof movies”, Astron 6 o estúdio responsável pelo Father’s Day, não quis ficar atrás mas mostra-nos que é possível fazer um filme de comédia sem precisar de recorrer as mesmas piadas de sempre. Se forem fãs dos grandes diretores italianos dos anos 70/80 este filme é para vocês!

Knock Knock: Eu sempre achei o Eli Roth um realizador sobrevalorizado, até hoje não vi nenhum filme dele que me enche-se as medidas.. Este Knock Knock foi a gota de água, começando pelo Keanu Reeves que coitado não sabe representar..não há volta a dar. Em relação as “jovens” do filme são sempre bem vindas quando aparecem em trajes menores, mas se quisesse ver um filme erótico barato, voltava aos tempos da TVI nos anos 90 que davam aqueles filmes interessantes as tantas da noite..

The Final Girls: Gosto de filmes de terror/comédia, acho sempre piada a um filme assim se for bem desenvolvido, este tem com pano de fundo o Sexta Feira 13 e com toques do Último grande herói , nos primeiros 5 minutos de filme fartei-me de rir depois começa-se a caminhar para um drama meio lamechas mas mantêm qualidade até ao final. Um filme que tem sem dúvida um público alvo mais adolescente, mas também aquela malta fã dos slashers.

Pintu terlarang [2009]

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Foi necessário ir a Indonésia para encontrar um novo filme de terror que me enche-se as medidas. Pintu terlarang [The Forbidden Door] mostra-nos que não é preciso ter um orçamento gigante, ou actores de renome para se apresentar um bom filme. Basta sim uma boa história e o resto é facilmente esquecido, a montagem um pouco amadora ou mesmo o elenco que não são precisamente actores/actrizes para ser nomeados para prémios internacionais conseguem fazer o que se lhe pede, manter um filme num nível completamente aceitável.

Pintu terlarang é um filme difícil de falar sem acabarmos por revelar um pouco da sua história. Gambir é um escultor de mulheres grávidas que contem um segredo macabro,mas não é por ai que o filme se vai desenvolver. Alias é exactamente por essa razão que este filme nos mantém presos ao ecrã até aos créditos finais, pois vão-se lançado pequenas histórias para distrair o espectador do final assombroso.

Gambir é um filme de 2009, esteve em exibição numas das edições do Motelx e o seu realizador Joko Anwar consegui-o ganhar um prémio com ele, é sem dúvida um filme que merece ser descoberto. Tem momentos de surrealismo extremo, mas nunca chega atingir o inexplicável.Pérola!

Nota: 7.5/10

Deadgirl [2008]

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Sou fã de filmes de terror assumido, filmes de gore, espíritos, fantasmas,exorcismos tudo o que vier mau ou bom estarei sempre na fila da frente para ver, mas só um tema me deixa com um pé atrás, a necrofilia. Por essa razão nunca ganhei coragem de ver o Nekromantik sendo um clássico de terror que aborda esse tema, por essa mesma razão adiei a visualização de este filme por 2 anos! Sim tinha este filme à mais de 2 anos para ver.

Ontem ganhei coragem finalmente para o ver, com um pensamento sempre em mente. “Mesmo que as cenas sejam demasiado pesadas ou brutais lembra-te, é só um filme!”

Infelizmente ou felizmente dependendo do ponto de vista não foi preciso chegar a esse ponto,pois Deadgirl não trata do tema da necrofilia. Simplesmente conta-nos a história de dois jovens que encontram uma rapariga que não consegue morrer, amarrada numa maca num antigo hospício abandonado.

Deadgirl sofre do mesmo problema que muitos filmes sofrem actualmente, uma boa ideia que é estragada pela interpretação plástica dos seus protagonistas, e pela falta de qualidade dos diálogos que são simplesmente horrorosos, já para não falar das cenas sem sentido que por vezes acabam por cair de para-quedas no meio do filme.

Mas comecemos pelo inicio, como disse anteriormente dois jovens decidem faltar as aulas, e ir para um hospício abandonado beber umas cervejas, enquanto exploram o mesmo acaba por descobrir uma rapariga amarrada a uma cama, totalmente nua e abandona. Aqui começa a beleza do filme, se por um lado Richie tenta ir pelo bom senso de chamar a policia, ou leva-la ao hospital, JT que supostamente seria o grande vilão do filme sai-se com a ideia genial de violar, e abusar da rapariga, em dois minutos ele decide todo o rumo do filme, vamos ficar aqui dentro de esta cave a passar o tempo todo a violar a rapariga, e chamar uns amigos para fazer o mesmo.

As interpretações plásticas dos dois jovens principais são más demais,nunca chegam a convencer logo não existe forma de o filme ser levado a sério. Os ataques de fúria de Richie então são sem dúvida o ponto alto.Quando ele rasga um desenho que tem no quarto em mais um dos seu 30 ataques de fúrias que tem durante o filme é algo mágico e merecido ser visto e revisto por toda a gente que gosta de se rir um pouco.

Passado uma hora de filme onde parece que não existe qualquer rumo o realizador decide começar a inventar algo novo, e chega-se a um final que de novidade não tem nenhuma, que podia ter sido a sua salvação, mas novamente os diálogos e a forma como o final é conduzido parece não ter qualquer chama.

Um filme com imenso potencial que acaba por morrer devido aos seus próprios erros primários.

Nota: 5/10

Fuk sau che chi sei [aka Revenge: A Love Story] [2010]

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História: Kit um jovem que trabalha numa loja, assiste a sua namorada a ser violada pela policia, depois de sair da prisão começa o seu plano de vingança.

Pseudo-review: Enquanto não existem datas para o meu festival de eleição “MotelX 2013”, vou aproveitando e vendo filmes que não pude visualuzar em 2012. Revenge: A Love Story faz parte de esse rol.

Os realizadores asiáticos sabem fazer os filmes de uma forma que mais ninguém sabe. Começam logo com cenas de choque ao mostrar-nos assassinatos de mulheres grávidas e posteriormente  fetos retirados do ventre de um forma completamente macabra. Ao inicio ficamos logo com aquele sentimento de ódio pelo assassino e desejamos a morte do mesmo de todas a formas possíveis e imaginárias. Mas ao desenrolar do filme volta aquela questão que tantas vezes vemos nos filmes de vingança quem será o verdadeiro assassino? Devemos identificar-nos na personagem principal ou com os que estão a ser perseguidos para a vingança? Revenge: A Love Story só tem no meu ver um pequeno defeito que acontece mais no final do filme, quando se deixar cair nos “espectáculos piro-técnicos” de Hollywood que infelizmente acaba por estragar tudo o que vinha para trás.

Esquecido facilmente pelo grande público em 2010, devido ao fantástico I Saw the devil onde o tema vingança foi usado de forma bruta e sanguinária. Revenge: A Love Story é um forma de começar bem 2013. Nem que seja porque os  filmes de vingança para mim são uns dos meus genéros favoritos

Nota: 7.0/10

Excision [2012]

 

Ainda há dias discutia com uma amiga a importância dos trailers para os filmes, e como tinha deixado de os ver pois normalmente todos os filmes parecem bons, e quando os vamos ver temos grandes desilusões..

Excision aplica-se exactamente a esse tipo de filmes, como estava no Motelx 2012 e fazia parte do meu lote de filmes para ver mas infelizmente não pude, decidi ver o trailer do filme na altura da para ajudar na minha escolha do pack de cinco filmes que tencionava ver e reparei que abundavam cenas de violência misturadas com alguma carga sexual.

Era filme para prometer, infelizmente o trailer mostrou as melhores partes o que deixa-nos com um filme sem qualquer interesse.  A história do filme é algo como uma rapariga que vive numa família disfuncional, e com uma mãe ultra controladora.  Para fugir de essa rotina Pauline(AnnaLynne McCord) sonha em um dia ser uma cirurgiã, no meio de isto tudo vai tendo sonhos violentos e como já referi anteriormente com alguma carga sexual.

Infelizmente o filme demora demasiado tempo a desenvolver, tem partes que não acrescentam nada ao filme, nem se percebe bem porque lá estão a não ser para fazer alguns minutos extra, salva-se o final que mesmo que não seja surpreendente dá-nos um pouco de “terror” que tanto esperava quando comecei a ver o filme.
Mais tarde a pesquisar sobre o mesmo descobri que o realizador Richard Bates Jr. tinha feito uma curta com o mesmo nome, e a mesma história, como acontece muitas vezes a curta transforma-se em filme, infelizmente nem sempre a longa metragem consegue ter história suficiente para cativar o público, tinha sido boa ideia ter-se ficado pela curta, pois mesmo sem a ter visto acredito que tivesse mais interesse..

Nota: 5.5/10

Diário de Bordo – Motelx 2012

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Bem finalmente tive algum tempo para escrever algum sobre o último Motelx, só me foi possível ir lá no último dia onde tive uma injecção de quatro filmes, não irei escrever quase nada sobre os mesmos pois já passou alguns dias, a minha memória não é a melhor e ia ser injusto com os filmes para o bem e para o mal.

Antes de mais um funny fact pessoal, o Motelx é quase a realização de um sonho de quando era adolescente. Quando começaram a sair os primeiros dvd’s e a net ainda era a 56k por telefone logo o acesso a filmes era bem limitado, eu e mais 2/3 colegas de escola fãs do cinema de terror tivemos a ideia de fazer o FantasLx(que basicamente era trazer o mítico Fantasporto para nossa casa). Como iríamos fazer? Na altura a ideia era  alugar todos os Pesadelos em Elm Street e os Sexta Feira 13’s para uma retrospectiva em casa. Infelizmente essa ideia nunca saiu do papel nem das nossas cabeças, logo foi com prazer que tive contacto com o Motelx ainda em 2009 quando trouxeram o John Landis. Nesse ano não pude me dirigir ao festival já nem me recordo bem porque, mas desde 2010 sou “hospede” habitual.

Bem sobre o dia 16 de Setembro, os filmes que escolhi para ver foi o Inbred, The Pact,Babycall e American Mary.

Sobre [1391]Inbred foi a melhor maneira de começar a tarde, um filme de comédia com momentos de gore completamente hilariantes e com história, não é aquele filmes que infelizmente se vê por ai agora com o clássico “vamos meter aqui litros de sangue para chocar as pessoas”, nao vou dizer que o filme não grandes quantidades, também tem sim mas na parte certa, e para o tornar ainda melhor tem humor britânico uma história daquelas que podia ser real com um toque de exagero da minha parte claro. No final da sessão enquanto fazia tempo para a próxima sessão deu para ainda falar com o realizador que ficou contente por tantos elogios da parte dos espectadores. 8/10

As 17h começou o [1392]The Pact, este ano ao contrário dos anos anteriores que me desloquei a festival, escolhi os filmes sem ler nada, sem ver trailers, sem ver notas no imdb.com fui totalmente as escuras. O representante do festival disse que seria o filme que talvez mais assustador em todo o dia, infelizmente enganou-me a mim e a mais alguns. Não considero um filme de terror mas sim um thriller sobrenatural bem construído, a história de uma rapariga que volta a casa da mãe para procurar a irmã que desaparece misteriosamente, passado algum tempo descobre que dentro da casa existe um espírito que lhe quer passar uma mensagem, o filme avança a um ritmo muito lento começando acelerar só na parte final o que o acaba também por o prejudicar, fez-me lembrar o Stir of Echoes em certas partes. 6/10

O último filme antes da hora de jantar foi o [1393]Babycall talvez o pior dos quatro que tive a oportunidade de ver. Uma tentativa de Sexto Sentido alemão/norueguês/sueco. Começa com um ritmo bom uma mulher que era vitima de violência doméstica muda de casa com o filho. Naomi Rapace representa uma verdadeira “mãe galinha” , que protege o filho até as ultimas consequências. Chegando ao extremo de comprar um babycall para ouvir o que se passa no quarto onde ele dorme, um dia começa a receber interferências no seu babycall e consegue ouvir o que se passa noutra casa, por momentos deu-me a ideia que ia estar perante outro “Corridor”(que esteve em exibição em 2010), mas infelizmente no fim o filme perde-se um pouco e até acaba por ficar completamente sem nexo. 5/10

Para sessão de encerramento a organização decidiu escolher American Mary, antes anunciaram a curta vencedora “A bruxa de arroios” que sinceramente achei banal, e ainda deu para bater os palmas ao Maestro Dario Argento que recebeu o prémio do “Culto dos mestres vivos”.

Sobre [1394]American Mary é um filme que me deixou com um sabor agridoce, por um lado um potencial de história muito bom, Mary é uma aluna de cirurgia que fica sem dinheiro para pagar os estudos, um dia quando estava a ir para uma entrevista de emprego num bar de strip tem a oportunidade de ganhar 5 mil dólares se fizer uma cirurgia.

Depois de um pequeno problema com o professor da universidade Mary decide envergar pela cirurgia de modificação no “mercado negro” e aqui é que entra o ponto que me deixou mais desiludido. Nas partes em que o se podia ter usado e abusado das vantagens de Mary ser uma cirurgia a câmara desvia sempre na altura das operações nas partes que podiam tornar o filme mais violento,e sentir-mos mais as modificações do corpo humano, talvez as realizadoras Jen Soska & Sylvia Soska decidiram envergar por esse caminho para o filme estar aberto a um publico mais sensível, e tentar dar mais ênfase a história. Uma das coisas que mais me agradou foi a música que usaram. Já não existem músicas assustadoras agora escolhe-se música clássica.

American Mary vai fazer a delicia ao publico masculino e talvez feminino pois a actriz Katharine Isabelle  passa mais tempo em trajes menores que vestida, e também ao restante público que gosta de filmes de terror mas não suporta o muito “sangue” que se usa e abusa em certos filmes. 7/10

E assim para mim terminou mais um Motelx, parece-me que este ano os filmes de verdadeiro terror ficaram a porta, ou simplesmente já não existem filmes que metam medo. Espero para o ano um cartaz mais forte, mas mesmo que seja mais fraco eu estarei com todo o prazer novamente como hospede residente.

Uma pequena palavra para a organização do Motelx, Wes Craven para o ano? Pode ser? Obrigado.

P.S. Os clones fizeram 3 curtas de qualidade acima da média em que eu sou fã acérrimo, o aviso para não ligar o telemóvel feito por eles também estava genial.A pergunta que fica no ar é, quanto tempo irá o publico aguentar com esse tipo de terror/humor?

1389 – Eillieon bikini(aka Invasion of the Alien Bikini) [2011] – Especial MOTELX

Sinopse: Quando cai a noite Young-gun coloca o seu bigode estilo porno anos 70 e patrulha as ruas da cidade, um dia salva a bela Mónica das mãos de um grupo de rufias, e leva-a para casa. Monica diz que quer ter sexo com ele, mas o nosso herói prometeu-se manter-se “casto” (excertos retirados do site do Motelx 2012)

Pseudo-Critica: Quando um filme de baixo orçamento consegue ter mais piada que essas comédias da moda algo só pode estar errado. Infelizmente está errado para o Ocidente, pois Young-doo Oh(realizador) fez um trabalho de fazer corar muita gente. Com uma mistura enorme de estilos num só filme desde o fantástico, ao drama passando claro pela comédia e até chega a ter momentos de soft-porn, Invasion of the Alien Bikini é um filme para rir e divertir, não para ser levado a sério. Este e daqueles filmes que não precisa que ninguém diga se é bom ou mau, simplesmente é vê-lo!

Nota – 7/10