Cheap Thrills [2013]

JohnnyRyan_Artwork

Um poster, um trailer[mesmo que ultimamente pouco lhe ligue] é talvez a melhor forma de promover um filme, pelo menos para mim é assim que funciona, quantas vezes deixamos um filme de lado porque tem um poster horroroso e depois afinal torna-se um filme espectacular? São poucos os casos que me lembro, mas podem partilhar aqui se quiserem que eu agradeço.

Cheap Thrills sofre exactamente de esse problema, o poster original do filme é horroroso fico com a ideia que será um filme de baixo orçamento a tentar passar por algo que não é, e só o vi porque estava na programação oficial do Motel X 2013 e como já chorei durante muitos “artigos” anteriores este ano foi-me impossível deslocar a esse mítico festival logo fiquei a ver os filmes em casa.

Antes deixo em aviso que Cheap Thrills não é um filme de terror, no mínimo é um thriller com uma parte ou outra que se podia encaixar no mundo do terror, mas não deixa de ser um bom filme. Alias nos tempos actuais é difícil encontrar aquele filme de terror que nos convença ficamos sempre com a ideia que as ideias estão todas gastas, logo Cheap Thrills até acaba por ser uma verdadeira lufada de ar fresco.

E sem mais demoras porque da forma como escrevi parece que estamos perante um argumento genial, Cheap Thrills conta-nos a história de Craig[Pat Healy] um escritor falhado, casado e com um filho que trabalha numa oficina de automóveis, a vida dele não está fácil monetariamente, em poucas palavras está na penúria e brevemente vai ser expulso do apartamento onde vive se não pagar as rendas em atraso, no dia que recebe essa noticia acaba por ser despedido do seu trabalho.

Melhor forma de afogar as mágoas? Ir para o bar beber para esquecer, nesse mesmo bar acaba por reencontrar um amigo do secundário Vince [Ethan Embry] entre copos e conversa acabam numa mesa com Colin[David Koechner] & Violet [Sara Paxton] um casal com algum dinheiro e dispostos a desafiar os nossos dois protagonistas com propostas ridículas em troca de valores exorbitantes, como por exemplo 25 dólares para quem acabar mais depressa shot’s de tequilha.

O que de inicio eram desafios inocentes rapidamente se começam a tornar um pouco mais perigosos e com valores monetários mais altos, aqui o filme começa a ganhar um interesse redobrado. Se a uns meses atrás falei sobre o Cold Fish onde demonstrava até que ponto um homem consegue aguentar até explodir, Cheap Thrills mostra-nos até onde um ser humano consegue ir por trocar de dinheiro.

Penso que o filme em si não tenta ser moralista mas acaba por passar uma mensagem forte, sobre a influência que o dinheiro tem sobre as pessoas actualmente.

E.L. Katz tem aqui o seu primeiro trabalho como realizador depois de já ter feito argumento para diversos filmes. Brevemente vamos pode-lo ver na antologia de terror ABC’S of Death 2.

[Motelx13] Wither [2012]

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Ida e Albin são um casal feliz. Partem com um grupo de amigos em direcção a uma cabana situada na vasta região florestal da Suécia, para desfrutar de umas férias divertidas. Mas, sob o chão da cabana, um mal proveniente do passado negro deste país aguarda uma oportunidade para se libertar.

A segunda longa-metragem de Sonny Laguna, que se estreou com o slasher «Blood Runs Cold» (2011), tornou-se conhecida como o «Evil Dead» sueco. Laguna e os colaboradores Tommy Wiklund (co-realizador e co-argumentista) e David Liljeblad (co-argumentista e produtor) misturam a estética grand guignol do clássico de Sam Raimi com o folclore local, vincando bem a presença da Suécia no mapa do melhor terror europeu.

Sinopse como sempre roubada em http://www.motelx.org

Por motivos de trabalho e pessoais tive que colocar em pausa as analises aos filmes que estão no Motel X de este ano, o festival termina amanhã e espero que tenha sido um sucesso como os anos anteriores. Vou alongar o festival aqui pelo blog com mais alguns filmes e depois aproveito a onda do convidado de esta edição ter sido Tobe Hooper e ver também mais uns filmes de esse realizador com tanta história no mundo do terror.

Mas voltando ao filme em questão. Wither como diz a sinopse coloca a Suécia no mapa do terror europeu, mas muito longe de ser do melhor que se tem visto.

Wither tencionava ser o Evil Dead sueco, se era essa a ideia da sua dupla de realizadores foi uma aposta ganha,mas somente no plano do gore e sangue em litros que dava para acabar com a crise mundial nos bancos de sangue. Porque em termos de originalidade e história fica muito atrás da obra de Sam Raimi.

Basicamente coloca-se um grupo de jovens numa cabana, e começa-se uma carnificina sem fim até chegarmos ao final de uma forma penosa e lenta.

Tenho a certeza que a Suécia tem bons filmes de terror, mas Wither não é um bom exemplo disso.

Nota: 5/10

[Motelx13] Insensibles [2012]

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Dom 15 · 19h15
Sala 3

“No início da Guerra civil espanhola, um grupo de crianças insensíveis à dor é encerrado num sanatório no coração dos Pirenéus. No presente, o brilhante neurocirurgião David Martel, descobre que padece de um tumor e só um transplante de medula óssea proveniente dos seus pais biológicos, que nunca conheceu, o poderá salvar. Em busca pelas suas origens, David irá desvendar inesperadas ligações com um passado traumático.

Vencedor do Prémio de Melhor Filme do último Festival de Estrasburgo, esta primeira longa de Juan Carlos Medina é uma co-produção da Fado Filmes de Luis Galvão Telles.”

Sinopse como sempre roubada em http://www.motelx.org

Fazer um filme só com uma história e manter a mesma interessante por vezes torna-se quase missão impossível, arriscar na sua primeira longa metragem e fazer um filme com duas histórias que se ligam entre si é sem dúvida um passo arriscado que Juan Carlos Medina tentou dar.

A guerra civil espanhola marcou durante anos gerações de espanhóis que ainda hoje utilizam como pano de fundo esse cenário para construir os seus filmes. Del Toro já o fez, Álex de la Iglesia entre outros realizadores espanhóis. Logo não é de estranhar que Juan Carlos tenha usado o mesmo cenário.

Insensibles acaba por conseguir aguentar bem a pressão de ter que lidar com dois tempos distintos,sendo que a história acaba por se complementar sem grandes problemas até ao climax final, mas a lentidão no desenvolvimento do filme e a falta de personalidade dos actores principais faz com que nos desliguemos do filme muito facilmente.

Mesmo com os seus defeitos o cinema espanhol continua a mostrar vitalidade no cinema de terror, mesmo que na minha opinião  este filme se enquadre mais no thriller que em terror mas isso fica a escolha de cada um.

Nota: 5.5/10

[Motelx 2013] The Battery [2012]

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Sex 13 · 16h30
Sala 3

Dom 15 · 16h30
Sala Manuel de Oliveira

“Dois ex-jogadores de basebol, Ben e Mickey, atravessam estradas secundárias e florestas de uma New England desolada após um apocalipse zombie. Para sobreviverem, terão de ultrapassar as vincadas diferenças de personalidade de ambos: Ben abraça um estilo de vida cada vez mais nómada, selvagem e sem lei, enquanto Mickey se recusa a aceitar as duras realidades do novo mundo e se lamenta pela ausência dos confortos de outrora.

Com um orçamento de 6000 dólares, uma equipa de seis pessoas e duas semanas de filmagens, «The Battery» tem-se revelado um grande sucesso do terror indie recebeu rasgados elogios da crítica e tem amealhado prémios em festivais de género como o Imagine e o Dead by Dawn.”

Sinopse roubada como sempre em http://www.motelx.org

Fazer um filme com orçamento de 6000 dólares é sem duvida um marco que não está ao alcance de toda a gente, agora ter poucos recursos e ao mesmo tempo fazer algo interessante já é um problema diferente.

The Battery é um filme “on road” mas com zombies, diria talvez que a sua maior influencia tenha sido “The Road” de Cormac McCarthy, mas em vez de termos um pai e um filho, temos dois amigos que tentam sobreviver nesse mundo pós apocalíptico.

Cada personagem tem a sua diferente personalidade, por um lado temos Ben que só tem como instinto sobreviver, no lado oposto da moeda Mickey que só quer voltar a ter um vida normal. Interessante saber com que personagem nos poderíamos identificar se estivemos numa situação igual

Devido ao seu baixo orçamento o filme passa diverso tempo em planos sobre a paisagem, a usar e abusar da banda sonora em que mais parece um podcast com diversas bandas indies e com cenas completamente inúteis só para encher tempo.

Talvez tivesse sido melhor ideia adaptar a história a uma curta metragem e não tentar fazer um filme de 1h40. Mas pela originalidade e pelo seu esforço The Battery merece uma oportunidade, mas preparem-se para uma viagem que por vezes parece não ter rumo definido.

Nota: 6/10

[Especial MOTELX 13] Home Sweet Home [2012]

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Quarta 11 · 16h45
Sala 3

Quinta 12 · 00h15
Sala 3

A minha ante estreia pela edição de este ano do Motel X 13 foi o The Conjuring, mas para falar sobre o Exorcista prefiro falar sobre o primeiro e o original..

Mas vamos falar do filme em questão em este post..

“Frank e Sara mudam-se para o campo para aí educarem o filho de um ano, Adam, longe do caos e poluição da cidade. A apreensão de Sara, e o seu medo por viver numa casa isolada, aumenta quando, uma manhã, vê um estranho junto à sua propriedade. Nessa dia, deixam o filho com a avó para passarem uma noite a dois, algo que não faziam há algum tempo. Mas na sua ausência, um intruso entra-lhe em casa e transforma-a numa verdadeira armadilha. A noite cai lentamente, e com ela inicia-se um verdadeiro pesadelo e um jogo mortal entre caçador e presas.

«Home Sweet Home» é a segunda longa do promissor gaulês, David Morley, que dirigiu anteriormente «Mutants» (2009).”

 Sinopse roubada a descarada do site http://www.motelx.org

Eu estou sempre atrasado em relação as modas dos filmes de terror, os filmes como Paranormal Activity não vi nenhum, os filmes de zombies já não suporto ver pois parecem todos iguais, os filmes sobre invasões domiciliarias só conhecia o “Mother’s Day” que também esteve numa edição do Motel X mas que não se pode considerar um filme totalmente ligado só a esse género.

Home Sweet Home consegue fazer aquilo que muitos filmes de terror fazem facilmente, começa com uns 20 minutos acima da média, onde vamos acompanhado o invasor a explorar a casa das suas vitimas,começa a preparar as suas armadilhas para a caçada final.Durante esse tempo conseguimos entrar na pele das vitimas e imaginar que é um caso mais que real. O problema é que o filme tem 1h20, ou seja se os 20 minutos iniciais são fortes o que resta do filme é simplesmente banal.

Temos o clássico assassino misterioso, silencioso que pesa mais de 300 quilos mas consegue andar num silencio absoluto, e depois temos todos os clichés clássicos de um filme de terror, logo se os “Home Invasion” são todos assim prefiro ficar-me pela ignorância.

O twist final é mais que óbvio só mesmo para os cinéfilos que não esteja habituado a ver filmes de terror pode surpreender. Nem os planos bem conseguidos de Morley conseguem salvar o filme, mas acaba por ser a única razão que posso dar a alguém se quiser ver o filme,principalmente na cena final que está bem acima da média.

A primeira sessão de Motel X aqui por este lado foi um tiro ao lado, agora veremos como correm as restantes.

Nota:4.5/10