[Video Nasties #1] – Don’t Go Into the Woods.. Alone (1981)

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Quando era ainda um miúdo ouvia diversas vezes a malta a falar sobre filmes que tinha sido banidos em vários países, principalmente quando se falava do Cannibal Holocaust. Eu na minha inocência de criança sempre pensei que fosse mentira, que não ia haver ninguém que anda-se a ver filmes e bani-los do público em geral. Nunca haveria nenhum filme que seria tão brutal que fosse necessário bani-lo!

Mais tarde descobri a verdade, sim existem filmes banidos em vários países, alguns deles nunca verão a luz do dia, pois todas as suas cópias foram destruídas. Felizmente para os fãs de terror como eu muito deles estão hoje a ser re-lançados em versão melhoradas e cheias de extras para agrada-o de todos nós.

Decidi então fazer uma pequena pesquisa para saber quais foram os filmes que estiveram ou ainda estão banidos nos dias de hoje na Inglaterra. Ora o total de filmes banidos durante esta época de caça as bruxas foram de 72 filmes banidos, ficando mais conhecida a lista final dos 39 “malditos vídeos”, ora bem eu adoro uma boa polémica logo decidi meter a procura de todos os filmes banidos, podia-me ter ficado pelos 39, mas decidi aplicar-me aos 72! Hoje já consegui apanhar pelo menos uns 10 mas estou decidido a este ano dedicar a aumentar a minha coleção.

Sendo assim decidi partilhar aqui no blogue os que consegui apanhar, o primeiro que apresento aqui é o Don’t Go Into the Woods… Alone! a razão para este filme ter ser banido até 2007 só pode ter sido porque os censores tem bom gosto e queriam evitar que alguém gasta-se dinheiro numa coisa como estas, ora ele é mau, infelizmente é mesmo muito mau.

James Bryan é o homem por trás da câmara, o argumento foi escrito por Garth Eliassen que para grande surpresa minha só tem dois filmes associados a si no IMDB um talento raro como este devia ter espalhado a sua magia pelo mundo do terror/comédia/drama tudo o que quisesse.

O filme para começar não tem história nenhuma, mas a ideia geral seria, quatro amigos decidem ir acampar para a floresta, que deve ser maior que a Amazónia ou talvez mais pequena que o pinhal da Parede, mas isso fica ao gosto de cada um e acabam por ser perseguidos por um assassino. Ora personagens aleátorias vão aparecendo só para morrer, o nosso maníaco parece uma mistura de um homem do ferro velho com um selvagem saído do grande “The Hills Have Eyes”.

A montagem do filme é hilariante, ora está de dia ora está de noite no mesmo take. As personagens que vão aparecendo para morrer são qualquer coisa especial, a minha favorita será sempre a pintora de óculos de sol! Muita gente adorou o homem de cadeira de rodas. O filme consegue arrastar-se durante 1h20! Sem qualquer lógica ou razão para tanta morte aleatória, o culminar de um filme que não se percebe como viu a luz do dia acaba numa banda sonora simplesmente agonizante, estive por momentos prestes a tirar o som pois os meus ouvidos não aguentavam mais. O filme é simplesmente mau demais, mas quando estava a fazer o “rewind” na minha cabeça deu-me uma imensa vontade de rir.

Mas o melhor ainda estava para vir, nos extras do blu ray da 88films temos um documentário feito pelo próprio diretor sobre o seu filme.De inicio parecer querer cortar a responsabilidade de ter feito tal coisa que começa por agradecer ao “Peter Turner” por ter ajudado a lançar este filme. Ora fiquei com a ideia que ele estava mais a corta-se a si mesmo do filme.

O documentário de quase 50m é novamente um momento de diversão involuntária, entre as entrevistas com os actores que admitem que não sabem representar, ao momento que o compositor da banda sonora mais horrorosa que ouvi na minha vida disser que trabalhou para grandes empresas de videojogos onde emprestou o seu talento para fazer bandas sonoras, terminamos com o realizador a gabar-se que o seu filme esteve nos cinema com o E.T..

O melhor como sempre fica guardado para o fim, o director admite que o filme é mau mas a sua ideia sempre foi essa.

Admito que não aconselho este filme a ninguém mas se alguém tiver a coragem de o fazer, não se esqueçam a televisão tem a opção de tirar o som e melhor se optarem pelo blu ray da 88Films o documentário vale pelo filme todo.

 

Curtas e Quentes II

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Como qualquer bom filme de sucesso a sequela está sempre a espreita, depois de a primeira edição das Curtas e Quente, chega directamente de várias partes do mundo, o Curtas e Quentes II.

The Town That Dreaded Sundown: Os slashers nasceram com Halloween? Os anos 80’s conseguiram aperfeiçoar os mesmos, mas então o que podemos dizer de este filme que já tinha essa génese dentro de si? Um rascunho do que se viria a tornar o cinema e terror dos anos 80, mas aqui não temos um slasher tradicional, temos sim um filme quase em forma de documentário para contar uma história real. O filme tem suspense momentos de comédia para aliviar a tensão, The Town That Dreaded Sundwon cumpre tudo o que prometeu. Não deslumbra mas também não se compromete a dar um final satisfatório ao espetador. Mesmo com pouca visualização ou conhecimento não escapou ao clássico remake, logo a sua marca foi deixada.

La Polizia Chiede Aiuto aka What Have They Done to Your Daughters?: Shameless Screen Entertainment pode até andar mais morta que viva, não lança um filme já há algum tempo, mesmo que algumas noticias apontem para algumas novidades para o novo ano, até agora não surgiu nada de concreto.Mas até que se decidam a fazer algo, é sempre bom vasculhar pelo catalogo extenso que nos oferecem, este filme em concreto foi-me oferecido devido a uma duplicação. Logo fui totalmente as escuras sem saber com o que contar.

Os primeiros 5 minutos são um pouco amadores, a cena inicial onde temos um manequim enforcado a fazer-se passar por uma rapariga prometia um filme B daqueles há moda antiga, mas aos poucos o filme foi ganhado mais história, misturando com sucesso dois estilos muito italianos o giallo com o policial.

Curioso uma das personagens ser um motoqueiro algo que já tinha aparecido do meu mais recente “post” Nightmare Beach, o filme aguenta bem a sua história até ao final, deixo destaque para a cena do parque de estacionamento, alguns momentos do filme são bem amadores, mas numa altura que se faziam filmes em Itália como pão quente é de louvar que este tenha conseguido sobreviver ao tempo, se forem fãs de Massimo Dallamano, que tinha já deixado uma boa impressão com ‘What Have They Done To Solange?, corram para este filme, se encontrem a versão da Shameless a um bom preço comprem, mas pré aviso que a cópia em si deixa muito a desejar chegando ao cúmulo de misturar dobragem em inglês com legendas.

The Cat o’ Nine Tails: Tinha comprado o blu-ray da arrow já a meia dúzia de meses, mas como sempre outros filmes foram subindo na escada, recentemente decidi finalmente dar um oportunidade a segunda longa metragem de Argento, infelizmente por muito que queira não me consegui-o fascinar, tem alguns momentos agradáveis, mas ao mesmo tempo tem também muito “encher chouriços”, já para não falar na cena de sexo mais ridícula na história do cinema. O filme salva-se pelo grande papel que Karl Malden faz mas isso nunca será suficiente.

Fascination: Li recentemente que qualquer fã de terror, acaba mais tarde ou mais cedo a bater na porta de Jean Rollin. Eu nunca procurei nada sobre o mesmo, mas numa conversa de café com um amigo ele falou em no Fascination e a sua forma de arte pouco convencional para os dias de hoje. Pedi-lhe o DVD emprestado e abri a mente ao mundo de Rollin, abri as minhas portas aos filmes eróticos com toques artísticos.

Rollin parecia ter uma ideia definida para o seu filme os primeiros minutos mostram o seu plano, mas talvez com medo de perder os seus espetadores com longos planos “made in europa”, mostra-nos os primeiros seios logo 10 minutos depois da abertura do filme e partir dai a nudez feminina entra sem aviso em qualquer cena. Longe de mim me chatear com isso, mas provavelmente um bocadinho mais de história ou mesmo se tivesses persistido mais na ideia que tinha nos primeiros minutos o filme foi-se mais satisfatório, de qualquer das formas Brigitte Lahaie rouba o filme em todo o momento que aparece no ecrã, e mostra-se bem a vontade para andar a mostra-se nua sem qualquer complexo, claro que o destaque vai para a parte da “morte”. Rollin pode não ser tão artístico como o querem pintar, mas também não é um caso perdido.Álias já ando a procura do seu outro clássico “Grapes of the Death”.

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[Extra] Encarnação do Demónio [2008]

Fotografia0035Demorou o seu tempo mas chegou o “extra” prometido, nada mais nada menos que o filme Encarnação do Demónio  a conclusão da trilogia do Zé do Caixão  que chegou aos cinemas quase 40 anos depois e  finalmente aterrou em 2008.

Tal como o Maestro Argento demorou a concluir a trilogia das “Três Mães” também o nosso coveiro favorito demorou cerca de 40 anos para finalizar a sua obra. Entre problemas técnicos e entre 5/6 vezes tentativas frustradas finalmente temos o produto final.

A pergunta que se coloca logo ao colocar o Blu-Ray no leitor é “Será que Mojica ainda está em boa forma para fazer um bom filme de terror?”, após os primeiros 10 minutos todas as dúvidas se dissipam.

Mojica com a sua habilidade e claro com ajuda externa apresenta-nos um trabalho competente, consegue até promover os seus filmes mais antigos sem precisar de grandes artifícios.

A história do filme é a seguinte, passado 40 anos Zé do Caixão é finalmente solto do seu cativeiro, a sua espera está Bruno o seu fiel “empregado” que nos foi apresentado no “Esta Noite Encarnarei no seu Cadáver”. Ao chegar a sua residência Zé do Caixão não esquece o sonho de ter um filho que lhe conceda a imortalidade através do seu sangue.

Mojica adapta-se bem a nova onda do cinema de terror . Se os seus filmes mais antigos tínhamos Zé em grandes diálogos filosóficos a roubar todas a cenas do filme, aqui Zé do Caixão divide os seus diálogos sobre a vida e a morte,  com sangue e violência gratuita. Algumas torturas para agradar os novos fãs de terror,agora com mais liberdade sem problemas com a censura militar por isso podem esperar violência de fazer inveja alguns filmes americanos mas também usa e abusa de mulheres nuas, Mas para mim o mais importante é que mantém a sua matriz e não se esquece dos seus fãs mais antigos ao ponto de fazer pequenas homenagens aos seus filmes sem parecer pretensioso.

Mais interessante é o pequeno making off (o único extra que o blu-ray traz) onde vemos um Mojica a tentar adaptar-se as novas tecnologias como por exemplo a obrigação de filmar com som, algo que ele não estava habituado e ficamos também a saber que a maldição dos actores que morrem ao participar nos filmes do Zé do Caixão ainda são verdadeiras.

O Coveiro em 2008 arrumou a sua capa e cartola, mas tenho a certeza que não será por muito tempo. Pois o público merece mais Zé, e tenho a certeza que Mojica também assim o deseja.

Obrigado Zé! Até logo.

Nota: 7/10

 

Maldito – O Estranho Mundo de José Mojica Marins [2001]

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Para finalizar a minha maratona do Zé do Caixão a Anchor Bay empresa responsavel por esta box apresenta-nos um documentário de 2001 realizado por André Barcinski e Ivan Finotti.

Um documentário que não tem mais de 1 hora que tenta de um forma bem leve e resumida passar em revista toda a carreira cinematográfica de Marins, focando vários filmes do mesmo mas claro com um maior ênfase a personagem Zé do Caixão.

Ao fim da curta duração do documentário ficamos a conhecer um lado mais humano de Marins, os seus gostos pessoais, a sua paixão pelo cinema, a “fonte” para muitas ideias dos seus filmes, a dificuldade de aprovação dos seus filmes pela censura brasileira e a obrigação de “cair” para o mundo porno para sobreviver.

Interessante ver Marins num lado mais intimo depois de uma maratona de filmes e finalmente perceber a origem da personagem Zé do Caixão. Ficamos também a conhecer a razão pela qual a sua personagem encontra-se tão desligada da igreja católica.

As histórias de bastidores dos filmes de Marins são sem dúvida a parte mais interessante de todo o documentário, quero só deixar novamente como ponto negativo a duração do documentário mas acima de tudo penso que faltou falar mais sobre a  influência que Marins teve no cinema de terror brasileiro, assim ficamos só com uma ideia muito superficial do seu trabalho e da sua marca.

Nota:7/10

P.s. – Como esta box não traz qualquer extra eu próprio decidi arranjar um “extra” para finalizar esta maratona. Brevemente aqui no blogue.

A Meia Noite Levarei a sua ALMA! 

Finis Hominis [1971]

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Marins volta a deixar Zé do Caixão sentado no banco de suplentes para nos apresentar outra personagem em mais um filme que novamente deixa muito a desejar.

Não consigo encontrar razão para uma queda tão grande de qualidade nos filmes de Marins, um começo prometedor com o primeiro filme do Zé, o segundo filme a manter o nível, mas os últimos exemplares são maus demais para se encontrarem uma justificação credível.

Finis Hominis é a estreia de Marins nos filmes a cores, não estou a contar com o inferno no “Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver” pois foram simplesmente alguns minutos, aqui o filme é todo a cores, e talvez seja o único ponto a favor pois por momentos dá-lhe uns toques “Argento” as suas imagens.

A história de Finis Hominis tem uma certa originalidade, um homem aparece nas ruas de Santos vindo do mar profundo. Começa aparecer nos momentos certos para ajudar pessoas em momentos críticos, ajudando assim a criar o mito que é Jesus renascido. Os episódios por vezes parecer ser tirados de situações da bíblia, mas isto é somente a minha interpretação. A parte que deixa o filme aquém das expectativas são os momento que parecem estar no filme só para encher minutos e que pouco ou nada têm de conteúdo, algumas partes completamente sem nexo, já para não falar no teor sexual  que começa a subir de uma forma ridícula, algo que já vem no filme anterior.

Finis Hominis acaba por provocar a sua própria morte devido a ser pouco ambicioso e perder-se demasiado em imagens fúteis, por outro lado o baixo orçamento e os tempos dificies que o Brasil viva na altura em que o filme foi realizado talvez ajude na sua defesa, mas existem filmes feitos em tempos difíceis que ainda hoje sobrevivem ao tempo, Finis Hominis não o faz.

Nota: 5/10

O Ritual dos Sádicos [1970]

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Foram necessários quatro longos dias para conseguir ver o Ritual dos Sádicos, não porque o filme tivesse cinco horas de duração, mas sim porque todo o filme é uma manta de retalhos de surrealismo e experimentalismo de baixo nível.

Admito que ao ver um filme espaçado e não de seguida acaba por influenciar a minha opinião final, mas penso que mesmo que o tivesse visualizado de seguida continuava a ter a mesma opinião.

Durante um debate de jornalistas com o psiquiatra Dr. Sérgio e José Mojica Marins[Zé do Caixão] o Dr. Sérgio apresenta vários casos de sexo bizarro e orgias associada ao uso de drogas. Os jornalistas defendem que os casos estão relacionados com pervertidos e criminosos, mas o Dr. Sérgio acusa a influência de drogas para a violência. Em seguida, o Dr. Sérgio convida quatro pessoas de diferentes classes de usar LSD e analisar o efeito de Zé do Caixão em filmes de suas mentes deturpadas, para provar sua teoria.

Aqui encontra-se a verdadeira razão para o filme ser uma manta de retalhos de imagens sem nexo, usa a ideia da droga para provocar a sensação de confusão aos espectadores.

Após os primeiros 40 minutos, entramos na segunda parte do filme. A parte em que Dr. Sérgio decide usar quatro cobaias para usarem o LSD e visualizarem um filme do Zé do Caixão, aqui entra uma massagem ao ego de Marins que acaba por roçar o ridículo.

O Ritual dos Sádicos por vezes mais parece uma promoção a personagem Zé do Caixão que uma tentativa de fazer um filme com história, é pena que tal aconteça pois não esperava que Marins precisa-se de entrar nesse tipo de jogos.

Espero que o próximo filme consiga voltar a qualidade que prometeu no inicio do primeiro filme.

Nota: 5/10

Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver [1967]

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Continua a minha maratona pelos filmes de Mojica, neste segundo capitulo da saga Zé do Caixão ele continua exactamente onde o primeiro filme nos deixou.

Zé do Caixão muda-se para outra cidade onde continua a procurar a mulher perfeita para ser a portadora do seu filho perfeito, aquele que vai ser o espécime perfeito neste mundo imperfeito.

O filme anterior deixou-me com água na boca para os restantes filmes, e talvez tenha influenciado o resultado final sobre este, a história aqui não é nova, os momentos mais marcantes do “Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver” são os seu primeiros 15minutos onde Zé do Caixão reúne seis raparigas para ver se alguma dela será capaz de ser a escolhida e a parte em que o Zé tem alucinações com o inferno, um momento totalmente surrealista com toques fazer lembrar-me o fantástico filme japonês “Hausu”.

Outro problema do filme é a sua longevidade demasiado longo para uma história que infelizmente já se viu no filme anterior, mesmo que agora consiga ir um pouco mais além.

Não deixa de ser um filme interessante mas fica uns furos abaixo da primeira investida, mesmo assim o meu entusiasmo não arrefeceu e continuo a percorrer a minha box com uma curiosidade.. mórbida!

Nota: 6/10

14. Cosa avete fatto a Solange [1972]

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Quase 3 meses depois de começar esta mini maratona de filmes italianos chego ao fim da mesma. Fecho esta saga de tantos filmes com chave de ouro.

Cosa avete fatto a solange é realizado por Massimo Dallamano e conta-nos a história de um professor de italiano que vive em Inglaterra e tem um caso amoroso com uma aluna que estuda num colégio só para raparigas.

Logo no inicio do filme assistimos a um assassinato e começa a partir dai toda a história do filme. Uma história cheia de pequenas surpresas que ao contrário de outros “giallos” que passaram por aqui, este deixou-me até ao fim na expectativa de descobrir quem seria o assassino e quais as razões que o levavam a cometer  mortes de um forma tão violenta e atroz.

Destaque para a excelente prestação de Fabio Testi que aqui representa o professor Enrico Rosseni, e  também para a senhora Karin Ball que faz o papel de esposa do nosso professor. Além de ser uma mulher lindíssima ainda tem uma boa prestação a frente das câmaras. Já a banda sonora fica a cargo de Ennio Morricone e daqui não será preciso dizer mais nada.

Nota: 7.0/10

Como nas maratonas anteriores deixo aqui uma pequena conclusão. O cinema italiano de terror dos anos 60/70’s foi sem dúvida um época dourada. Sei que deixei de fora grandes obras e que havia espaço para muito mais, mas também senti que estar constantemente a cingir me a um género acabou por me influenciar nas minhas pseudo criticas. Provavelmente voltarei a falar de filmes italianos de terror pois com esta maratona fiquei a conhecer muitos realizadores que merecem uma procura exaustiva por toda a sua carreira. Claro que deixo o destaque para o Sr. Mario Bava e o Sr.Pupi Avati.

E brevemente voltarei com mais uma maratona de terror, tenho alguns já em lista de espera mas ainda não me decidi por onde começar.

13. La sorella di Ursula [1978]

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Quando os créditos finais apareceram no final de La Sorella di Ursula ainda estava em choque, não tinha a certeza se tinha visto um filme de “giallo” ou um filme erótico ou mesmo um filme pornográfico dos anos 70’s.

Recentemente tentei abrir mais a mente para filmes diferentes já percorri os filmes trash os de série B e até os míticos filmes do estúdio  Troma, mas nada me preparou para este filme.

La sorealla di ursula conta-nos a história de duas irmãs que viajam até Itália para procurar a mãe que esta desaparecida e basicamente fico por aqui pois não existe mais nada acrescentar. A partir daqui temos um assassino que vai matando as suas vitimas com …. um dildo! ou algo parecido com isso. E temos um filme de soft porn em que conseguimos ver tudo, incluído aquilo que não queríamos ver em qualquer ocasião.

O final é mais que óbvio e acabei a rir-me pois fiquei a pensar como é possível conseguir fazer-se um filme de 1h30 com uma história tão má. A banda sonora é outro momento completamente surreal e talvez também umas das piores coisas que ouvi até hoje.

Em geral La sorealla di ursula é mau, não temos um momento que se aproveite e infelizmente não posso voltar a ter a minha 1h30 de volta.

Nota: 3/10

Próximo filme: Cosa avete fatto a solange?

10. La notte che Evelyn uscì dalla tomba [1971]

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Depois de um tiro ao lado com o filme anterior, o terror italiano de qualidade está de volta aqui ao meu cantinho. La notte che Evelyn uscì dalla tomba é realizado por Emilio Miraglia que no seu currículo só tem 4 filmes(se um dia quiser fazer uma maratona por este realizador já tenho meio caminho andado), conta-nos a história de um milionário playboy [o Lorde Alan Cunningham] que após a morte da sua esposa Evelyn tem uma depressão, e leva-o a procurar prostitutas ruivas e obriga-as a vir para o seu castelo onde acaba por as torturar até a morte. Ao fim de uns 4o minutos a acompanhar-mos a nossa personagem em momentos de desespero, assassinatos, solidão e sonhos sobre a sua falecida esposa, o nosso milionário volta a encontrar o amor e casa-se com a belíssima Gladys Cunningham [interpretada por Marina Malfatti] e quando esta personagem entra em cena o “giallo” começa a ganhar forma. De todos os “giallos” que passaram por aqui talvez este seja o que tem uma “razão” mais lógica e com um final acima da média. Quero deixar também um último apontamento para a banda sonora que acompanha bem o ritmo do filme. Um bom regresso ao cinema de terror italiano.

Nota:6.5/10

Próximo filme: Riti, magie nere e segrete orge nel trecento…