Most Likely to Die [2015]

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Esta historia já aconteceu a todos nos, esta a chegar a nossa folga depois de uma semana “dura” de trabalho, estamos ansiosos por ir pela nossa colecçao de blu rays/dvd e escolher um para ver no conforto no nosso lar, mas quando acordas nesse dia estas a morrer com uma doença sazonal e pensas “porra já me estragaram os planos”, começas te a arrastar para fora da cama ate ao sofá, pegas no comando de televisão, nada de jeito na TV. Neste momento lembras-te de todo o teu plano para ver filmes mas a estante parece que está quase do outro lado do mundo, então tens a brilhante ideia “deixa-me ver se há novidades no netflix secção terror”.

Depois de umas três voltas apercebes-te que já viste quase tudo o que ali esta, então salta a vista a capa do Most Likely to Die, lés o resumo do filme “Na noite anterior a uma reunião de dez anos de graduação, alguém está aguardar com ansiedade para se vingar. Um a um, os ex-colegas de turma são assassinados”. Jackpot! pensas tu, um filme no-brainer, slasher não tem que enganar e com sorte ainda vemos umas mamas.

Quando o filme acaba pensas que a tua doença neste momento e o menor dos teus males, o mal do mundo actual e que ainda se perde dinheiro a fazer este tipo de filmes. Eu adoro slashers são provavelmente o meu estilo favorito de terror, sei que e difícil trazer ideias novas para este estilo mais que saturado, eu ate já aceito que a formula seja repetida, o que não aceito e que se façam filmes como este. Personagens sem sal, não há mamas, o twist final provavelmente e a ideia mais estúpida que vi nos últimos tempos,tenta fugir do comum para se tornar ainda mais ridículo. Mas existe alguma coisa que se aproveita neste filme? Claro que sim, os créditos final e o final do nosso sofrimento.

Agora percebe-se o titulo “Most Likely to Die” depois de verem este filme.

 

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Motel X – 10ª Edição [6-11 Setembro]

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A programação já esta online (http://www.motelx.org/programa-e-horarios#dia-2016-09-06|todos-os-locais).

O convidado é um nome de luxo.

10ª edição é um marco fantástico para este festival.

Que comecem os jogos!!

No meu lado, como nos anos anteriores prometo fazer aqui umas “postas” sobre alguns filmes que estão disponíveis por esse “mundo” fora.

Bom festival para quem poder ir e cuidado com o D.Sebastião!

[Video Nasties #1] – Don’t Go Into the Woods.. Alone (1981)

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Quando era ainda um miúdo ouvia diversas vezes a malta a falar sobre filmes que tinha sido banidos em vários países, principalmente quando se falava do Cannibal Holocaust. Eu na minha inocência de criança sempre pensei que fosse mentira, que não ia haver ninguém que anda-se a ver filmes e bani-los do público em geral. Nunca haveria nenhum filme que seria tão brutal que fosse necessário bani-lo!

Mais tarde descobri a verdade, sim existem filmes banidos em vários países, alguns deles nunca verão a luz do dia, pois todas as suas cópias foram destruídas. Felizmente para os fãs de terror como eu muito deles estão hoje a ser re-lançados em versão melhoradas e cheias de extras para agrada-o de todos nós.

Decidi então fazer uma pequena pesquisa para saber quais foram os filmes que estiveram ou ainda estão banidos nos dias de hoje na Inglaterra. Ora o total de filmes banidos durante esta época de caça as bruxas foram de 72 filmes banidos, ficando mais conhecida a lista final dos 39 “malditos vídeos”, ora bem eu adoro uma boa polémica logo decidi meter a procura de todos os filmes banidos, podia-me ter ficado pelos 39, mas decidi aplicar-me aos 72! Hoje já consegui apanhar pelo menos uns 10 mas estou decidido a este ano dedicar a aumentar a minha coleção.

Sendo assim decidi partilhar aqui no blogue os que consegui apanhar, o primeiro que apresento aqui é o Don’t Go Into the Woods… Alone! a razão para este filme ter ser banido até 2007 só pode ter sido porque os censores tem bom gosto e queriam evitar que alguém gasta-se dinheiro numa coisa como estas, ora ele é mau, infelizmente é mesmo muito mau.

James Bryan é o homem por trás da câmara, o argumento foi escrito por Garth Eliassen que para grande surpresa minha só tem dois filmes associados a si no IMDB um talento raro como este devia ter espalhado a sua magia pelo mundo do terror/comédia/drama tudo o que quisesse.

O filme para começar não tem história nenhuma, mas a ideia geral seria, quatro amigos decidem ir acampar para a floresta, que deve ser maior que a Amazónia ou talvez mais pequena que o pinhal da Parede, mas isso fica ao gosto de cada um e acabam por ser perseguidos por um assassino. Ora personagens aleátorias vão aparecendo só para morrer, o nosso maníaco parece uma mistura de um homem do ferro velho com um selvagem saído do grande “The Hills Have Eyes”.

A montagem do filme é hilariante, ora está de dia ora está de noite no mesmo take. As personagens que vão aparecendo para morrer são qualquer coisa especial, a minha favorita será sempre a pintora de óculos de sol! Muita gente adorou o homem de cadeira de rodas. O filme consegue arrastar-se durante 1h20! Sem qualquer lógica ou razão para tanta morte aleatória, o culminar de um filme que não se percebe como viu a luz do dia acaba numa banda sonora simplesmente agonizante, estive por momentos prestes a tirar o som pois os meus ouvidos não aguentavam mais. O filme é simplesmente mau demais, mas quando estava a fazer o “rewind” na minha cabeça deu-me uma imensa vontade de rir.

Mas o melhor ainda estava para vir, nos extras do blu ray da 88films temos um documentário feito pelo próprio diretor sobre o seu filme.De inicio parecer querer cortar a responsabilidade de ter feito tal coisa que começa por agradecer ao “Peter Turner” por ter ajudado a lançar este filme. Ora fiquei com a ideia que ele estava mais a corta-se a si mesmo do filme.

O documentário de quase 50m é novamente um momento de diversão involuntária, entre as entrevistas com os actores que admitem que não sabem representar, ao momento que o compositor da banda sonora mais horrorosa que ouvi na minha vida disser que trabalhou para grandes empresas de videojogos onde emprestou o seu talento para fazer bandas sonoras, terminamos com o realizador a gabar-se que o seu filme esteve nos cinema com o E.T..

O melhor como sempre fica guardado para o fim, o director admite que o filme é mau mas a sua ideia sempre foi essa.

Admito que não aconselho este filme a ninguém mas se alguém tiver a coragem de o fazer, não se esqueçam a televisão tem a opção de tirar o som e melhor se optarem pelo blu ray da 88Films o documentário vale pelo filme todo.

 

I Frati Rossi [1988]

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Recentemente encontrei uma pessoa que também tem um grande apreço pelo horror, mais precisamente pelo horror italiano de culto, Argento/Fulci, Bava e etc. Numa conversa sobre as nossas coleções ele afirmou que tinha uma cópia em DVD do filme I Frati Rossi [aka The Red Monks] do Fulci. Bem eu na minha memória quase que me lembrava de todos os filmes do padrinho do gore, mas nunca tinha ouvido falar de tal filme, claro que lhe pedi emprestado e hoje posso afirmar que o filme não tem qualquer influência ou mesmo qualquer relacionamento com o Fulci, a única parte em que o Fulci esteve envolvido no filme foi na capa onde aparece o seu nome. Graças ao livro “Splintered Visions” do Troy Howard consegui tirar essa dúvida a pratos limpos.

Para quem tem curiosidade o que se passou foi, em 1988 Antonio Lucidi e Luigi Nanneirini contrataram Fulci para realizar alguns filmes e ao mesmo tempo colocar o seu nome em outros tantos. Bem depois de se envolver em dois filmes decidiu que aquilo não era para ele, infelizmente o contrato já estava assinado logo o seu nome ficou sempre associado a pelo menos 5 filmes incluído este The Red Monks. Fulci chegou a ser associado como produtor executivo e responsável pelos efeitos especiais, bem não é preciso ser fanático pelo padrinho do gore para perceber que isso nunca aconteceu.

Mas deixando a história de bastidores de lado e falando sobre o filme em si. A história do filme é básica e demasiado batida, é uma tentativa de voltar aos filmes góticos dos anos 60. Ora um milionário apaixona-se por uma rapariga que por acaso estava a trespassar a sua propriedade, e decide-se casar com ela. Na primeira noite de núpcias e nas seguintes ele rejeita-a sexualmente pois fez um acordo com um culto para a sacrifica-la, e eles necessitavam de sangue virgem.

Existem muitos filmes maus que conseguem ser bons, outros tornam-se de culto mesmo fazendo pouco sentido, bem Red Monks nunca se vai tornar isso tudo. Os primeiros 5minutos de filme da-nos uma amostra para o que nos espera, a fotografia do filme é limpa e mais parece uma produção de televisão, temos um aranha que persiste aparecer no filme mas até na loja do chinês compra-se hoje qualquer coisa mais real. Os Red Monks parecem-se um pouco com o KKK.

O director a meio do filme não parece saber o que fazer para continuar alongar o mesmo, decide meter de meia em meia hora umas mamas de fora para tentar cativar a atenção do espectador mas já é tarde, essa já saiu pela porta fora há muito tempo.

Red Monks vai sempre ter o nome de Fulci ligado a sua história, mas com os tempos de hoje facilmente sabemos que isso nunca aconteceu, ou seja a menos que encontrem o filme a £1 e não tenha melhor que fazer percam tempo com isto, se não procurem um filme do mestre e vejam, pelo menos sabem que o tempo é bem passado.

 

Top 2015 – Alucard Version

Como nos anos anteriores aqui fica mais um top baseado nos filmes que vi e falei no blogue. Provavelmente o ano que mais preguiça tive para escrever sobre os mesmos, mas ao mesmo tempo talvez o ano que vi mais filmes do que estava a espera, mais precisamente a partir de Outubro em que finalmente encontrei alguém que partilha os meus gostos pelos filmes de terror, em trocas quase diárias de DVD/Blu Rays tenho descobrido obras que provavelmente nunca iria por os olhos.. mas chega de “encher chouriços”

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1º Turbo Kid [2015]

Provavelmente nunca esteve em causa o seu lugar, Turbo Kid assim como o Kung Fu Fury são dois exemplos de geekismo e revivalismo máximo. Numa altura que exploro cada dia mais os filmes de essa época, Turbo Kid simplesmente juntou tudo o que havia de bom nessa altura e criou uma obra única. O Blu Ray brevemente estará na minha estante, já o filme em si fica com o lugar no pódio.

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2º Bronx Warrior Trilogy [1982/83]

Seria injusto deixar qualquer um de estes filmes de fora, mesmo que o segundo seja um bocadinho mais fraquinho na minha opinião. Bronx Warriors foi mais um daqueles filmes comprados as “escuras” numa altura em que o Mad Max arrasava nas bilheteiras, os Bronx Warriors arrasavam no meu DVD. É impossível esquecer Trash, Fred Williamson ou o mítico George Eastman. Recomendado!

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3º Wyrmwood [2014]

O mundo do cinema está a ganhar novos realizadores que merecem ser seguidos com atenção, depois de uma época entregue aos found fottage talvez a maior praga do cinema, a seguir aos remakes de filmes clássicos que mereciam estatuto de culto e obscuridade, novos talentos começam a surgir. Kiah & Tristan RoacheTurner contaram na edição da revista Scream as dificuldades que tiveram em acabar o seu filme, mas toda a paixão e persistência levou-os a conseguir chegar ao final, e ainda bem. Zombies e Mad Max é uma dupla que merece destaque em qualquer altura. Wyrmwood já merece o seu lugar no estatuto do cult, esperemos agora que Kiah & Tristan não se encostem aos lucros e conseguiam continuar a surpreender-me com bons filmes.

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4º The Editor [2014]

Interessante enquanto vagueava pelo blogue para ver os filmes que falei este ano, apercebi-me que a maior parte deles foram filmes mais recentes, indo exatamente contra aquilo que eu me propus no inicio do mesmo. Mas por outro lado só mostra que o género de terror está a voltar a surpreender, e a mostrar novos talentos por isso não me posso queixar.

Se Wrymwood foi uma surpresa, The Editor foi a confirmação de como o estúdio Astron 6 está de boa saúde, depois de Manborg e de um talvez a merecer uma segunda visualiza~ção para mudar a minha opinião Father’s Day. The Editor é finalmente o filme tributo que os slashers/giallos italianos mereciam. Mesmo com uma irritante Paz de La Huerta(longe de mim queixar-me da sua presença no filme, mas se não tivesse falas e mostra-se só o seu talento natural teria sido bem melhor para o filme). The Editor é uma lição de como fazer um tributo sem cair no ridículo.

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5º The Plague of the Zombies [1966]

Ainda tenho 3 volumes da Box da Hammer para ver, por vezes quem tudo quer tudo perde. Como em muitas outras situações comprei mais filmes este ano que em toda a minha vida, desde os saldos, até as black fridays a quantidade de filmes que entraram diretamente para minha estante são mais do que posso contar, mas isso não impediu de ficar fascinado pelo mundo da Hammer quando tive acesso aquela Box, não é certamente por falta de qualidade que não vi os outros filmes, é simplesmente por falta de tempo ou por acabar ser por dar prioridade a outros filmes.

Mas adiante Th Plague of The Zombies consegue ser um filme de “zombies” sem ser chato, sem sem repetitivo, sem ser aborrecido. É uma mistura de cultos, rituais e originalidade. Hoje em dia qualquer filme de zombies ou série que encontramos são simplesmente aborrecidos mas em 66 ainda havia muito por onde se criar e a Hammer não quis perder o comboio nesse aspecto e ainda bem, por aqui ficamos com este fantástico exemplar.

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[Especial Motelx 2015] 3 & 4 – Everly [2014] & Burying the Ex [2014]

motelx_everlyApesar de ser a época de Natal, o mundo de Everly desaba defronte dos seus olhos. Depois da acompanhante de luxo decidir virar-se contra o seu chefe mafioso Taiko e tornar-se informadora para a polícia. Taiko reage, prometendo oferecer recompensa a quem matar Everly e a sua família.
Rapidamente, todos os criminosos da cidade querem tentar a sua sorte. Todas as capacidades de Everly serão agora postas à prova, neste ataque quase interminável de assassinos à sua pessoa. O realizador de «Wrong Turn 2» e «Knights of Badassdom», traz-nos agora um filme que junta terror com acção altamente estilizada, numa história que, apesar de se passar quase toda num apartamento, não poupa nas mortes e no sentido de humor negro. One woman show da quase cinquentona Salma Hayek.

Sexta-feira, 11 Setembro 2015
00h15 Cinema São Jorge ,Sala Manoel de Oliveira

 

Estava familiarizado com o trabalho de Joe Lynch na série Holliston nem fazia a mínima ideia que já tinha realizado filmes antes, logo fui totalmente de mente aberta para este filme,

A história como está descrita na sinopse é prática e simples, os primeiros 30 minutos de filme são demolidores em termos de acção, tiros e sangue mas num festival dedicado ao terror não percebo onde o filme de poderá enquadrar pois ele não existe em parte nenhuma,

Com alguma perda de gás depois da primeira meia hora, o filme parece por vezes tentar dar um toque “Tarantino” naquelas tentativas de prestar homenagens a outro tipo de filmes, por exemplo saltou-me logo a cabeça o Lady Snowblood.

Salma Hayek continua igual a si própria, certamente que não está neste filme pela sua qualidade como actriz, duvido que o filme vá ter grande aceitação no festival.

motelx_burying_the_ex1Max é um tipo simpático que trabalha numa loja de adereços de Halloween. A sua belíssima namorada, Evelyn, é uma eco-activista que lhe dá pouco espaço de manobra. Cometem o erro de irem viver juntos, o que torna Evelyn numa pessoa ainda mais manipuladora. Max apercebe-se que cometeu um erro, mas há um problema: ele tem pavor de acabar a relação com ela. O destino intromete-se e Evelyn morre num acidente, deixando Max solteiro e disponível. Entretanto conhece Olivia, que é muito parecida com ele e pode muito bem ser a sua alma-gémea. Só que Evelyn, mesmo morta, não vai desistir assim tão facilmente.

Cinco anos depois de «The Hole», o Mestre do Terror Joe Dante regressa ao género que conhece como ninguém: a comédia romântica de terror.

Quinta-feira, 10 Setembro 2015

19h15 Cinema São Jorge ,Sala Manoel de Oliveira

Falar de Joe Dante é relembrar toda a nossa infância e filmes como Piranha, Howl mas para mim principalmente de Gremlins, quem não se lembra das três regras que não podem ser quebradas, naqueles bonecos “fofos” que se tornavam diabólicas para o meio do filme, dá sempre aquela sensação de nostalgia.

Ver Joe Dante a fazer filmes como Burying the Ex só pode ter uma justificação, pagar as contas ao final do mês. Este é daqueles tipo de filmes simpáticos que até nos fazem sorrir em algumas partes, mas nunca passam nisso, provavelmente daqui a uns anos até o vamos ver a passar num canal televisivo numa tarde perdida no meio de uns programas de verão,

A história de uma namorada morta voltar a vida, fez-me logo lembrar o Life After Beth um dos filmes mais penosos que vi o ano passado. Burying the Ex consegue ser melhor que o filme anterior a milhas, mas não o faz um bom filme, simplesmente não vai deixar marcas a menos que a Alexandra Daddari tivesse mostrado novamente algo mais como fez no True Detective,

Se conseguirem passar os primeiros vinte minutos e sobreviverem a irritante personagem Max são capaz de ter um filme que entretém, mas no final do dia não faz mais que isso.