Kyatapirâ [aka Caterpillar] [2010]

História: Durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa, em 1940, o tenente Kurokawa regressa a casa como um soldado honrado e decorado … mas volta sem os seus braços e pernas perdidos em combate na China. Todas as atenções, desde os homens da aldeia  as mulheres e aos familiares mais próximos, voltam-se para Shigeko, a mulher do tenente: ela deve honrar o imperador e o seu país sendo um exemplo para todos, cumprindo o seu dever e cuidar do “soldado de Deus”.

Pseudo-Review: Realizado por Kôji Wakamatsu(que infelizmente morreu no recente mês de Outubro), Caterpillar é capaz de ser um dos filmes mais dificies de assimiliar que vi recentemente, não por ter uma história demasiado complexa mas sim pela carga emocinal que vai transmitido ao longo do filme.

A forma como Kurokawa sobrevive e vai vivendo a sua vida durante o filme é um retrato fiel do que os soldados devem sofrer quando voltam a casa debilitados. Este filme é um manifesto anti-guerra sem precedentes, o soldado recebe 3 medalhas por serviço ao seu país que consiste em matar, violar e pilhar em outros países. Ao longo do filme vamos percebendo que Kurokawa não é nenhum herói nem antes nem durante a guerra. O mais interessante além do uso de vídeos reais em algumas partes do filme para mostrarem a derrota do Japão na segunda guerra mundial, é a forma como novamente as pessoas se deixam levar em apoios sem precedentes a uma guerra que teve o final que se sabe..

Aconselho a quem não tem estômago “fraco”, e não se deixa impressionar facilmente.

Nota – 7.5/10

Bal-Can-Can [2005]

História: Um desertor macedónio e seu irmão de sangue italiano percorrem o submundo do crime nos Balcãs, a procura do cadáver da sua sogra, que se encontra enrolado dentro de um tapete roubado.
Pseudo-Review Depois de mais umas incrusões pelos filmes de hollywood como o novo de Oliver Stone(Savages) e outros que tenho vergonha de falar que vi, virei-me para o cinema Macedónio. A minha cultura cinematográfica de filmes vindos do lado dos Balcãs é simplesmente o “Gato Preto Gato Branco” do Kusturica, e como não me tinha desiludido em nada, até posso confessar que talvez tenha sido um dos melhores filmes que tive a oportunidade de ver o ano passado dei uma oportunidade a este filme realizado por Darko Mitrevski.

Falar sobre a guerra dos Balcãs e todas as suas razões para tal acontecer de um forma leve e descomprometida como este filme faz é o seu ponto alto. Usando diálogos simplesmente bizarros mas ao mesmo tempo geniais para “desmascarar” a lavagem cerebral que por vezes as pessoas levam a encaminhar-se para as guerras é outro ponto a favor de este filme. O road trip pelos Balcãs e pelo o seu submundo do crime e as personagens que os nossos protagonistas vão encontrado é a “cereja no topo do bolo”.  Darko Mitrevski consegue pegar num assunto sério como a guerra e fazer comédia com isso. A fazer lembrar-me por momentos o genial “No Man’s Land”.

Com uma carreira ainda feita de poucos filmes, espero no futuro poder encontra-me novamente com o Sr. Darko Mitrevski, pois já nem o Sr. Stone me dá prazer em ver os seus filmes.

Nota – 7.5/10