[VN#7] The Burning (1981)

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O sétimo video nastie deve talvez ser o mais conhecido do público em geral, pois é um slasher de 81, o primeiro lançamento da Miramax e ainda melhor com argumento e produção de Harvey Weinstein dono da Weinstein Company a companhia que está sempre ligada ao grande Quentin Tarantino.

Ora The Burning tem uma grande história na lista dos nasties, O lançamento no cinema britânico The Burning foi severamente cortado bem pela BBFC , recebeu um certificado- X em 23 de Setembro , 1981, com vários cortes onde envolvia sangue aos “molhos. Quando o filme foi acidentalmente lançado sem cortes em vídeo no Reino Unido por Thorn -EMI , a fita foi logo apreendida e adicionada a lista dos nasties . Mais tarde lançaram novamente outra versão desta vez aprovada BBFC aprovado. O lançamento original sem cortes da Thorn -EMI vale hoje uma fortuna. Em 1992 , foi relançado novamente no Reino Unido mas com cortes adicionais para o ataque jangada , além de cortes para a morte de Karen . Ele foi finalmente lançado totalmente sem cortes em 2002. Mas não surgiu nenhuma versão em Blu-Ray para a minha coleção, então para visualizar este filme tive acesso a um DVD da mítica VIPCO.

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Os campos de verão dos Estados Unidos por este altura devem ser proibidos, depois de tanto filmes baseados nesse ambiente, The Burning não fica atrás, aqui o nosso assassino é revelado logo nos primeiros cinco minutos do filme, para aos tempos de hoje isso seria impensável, mas assim perdemos menos tempo a pensar que será e apreciar mais a morte das vitimas irritantes que como se espera neste tipo de filmes elas são e muito.

Um grupo de jovens é escolhido para atravessar o rio e acampar longe do campo, obviamente que os nossos jovens querem é fumar/drogas e sexo, e como em qualquer bom slasher se tens sexo tens que morrer. E aqui temos mortes para todos os efeitos e feitios, adorei a segunda morte, e a parte da jangada pensei que estava maravilhosamente assustadora e sangrenta o suficiente.

O final consegue ter suspense suficiente mas tem um sabor um pouco agridoce. Slasher como mandam as regras, é o que o The Burning nos oferece, obviamente que hoje esta formula já esta mais que batida mas mesmo assim consegue ser melhor que muito filme que anda por ai nos dias de hoje.

Próximo Nastie “The Beast in the Heat”

 

 

[VN#6] Blood Feast (1963)

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Vamos então ao número 6! Blood Feast chegou-me as mãos pela distribuidora Something Weird Video  mais um negócio da china feito pelo ebay. Todo contente por ter visto no bluray.com que é o filme estava desbloqueado em região B meto o filme na minha playstation 3 e fico arder pois o filme não funciona na mesma. E aqui então entra a magia da Internet e encontro exatamente a minha versão para download. Puff solução encontrada e filme visto.

Blood Feast era o filme mais antigo na mítica lista dos nasties britânicos, mais precisamente 1963! Ainda hoje não consigo encontrar nenhuma informação do seu lançamento por alguma editora britânica, mas facilmente podemos encontra-lo no youtube, é o chamado sinais dos tempos.

Herschell Gordon Lewis é o responsável por este filme, e existem muitas pessoas que o consideram o pai dos filmes gore, ele foi talvez o primeiro a ter a coragem de usa sangue aos litros, e penso que se pode aplicar esse rótulo sem qualquer margem para dúvida pois todas as cenas em que existem mortes, Lewis não hesitou a usar litros de liquido vermelho.

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A história do filme é bem interessante, um psicopata aterroriza uma pequena cidade matando mulheres indefesas de forma bem violenta e retira-lhes sempre uma parte do corpo, a ideia dele? Praticar um ritual para ressuscitar a deusa Isthar.

O filme não tenta manter qualquer suspense pois da-nos a conhecer o assassino logo nos primeiros minutos, assim sendo ficamos só com um longa onde as mortes e a violência são o prato principal. Vamos acompanhado a investigação policial e raparigas em biquíni que acredito que fizeram furor nos drive ins da altura.

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O filme teve direito a uma sequela em 2002 esse sei que foi lançado pela Arrow. Violento e um pouco misógino, Lewis acaba por levar o filme a bom porto, e foi inteligente em não arrastar o mesmo.

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A banda portuguesa Dementia 13 lançou em 2013 um EP baseado em filmes de terror de culto, entre eles contava uma música baseada neste filme [Feasting on Your Blood ]

Próximo VN: The Burning

I Frati Rossi [1988]

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Recentemente encontrei uma pessoa que também tem um grande apreço pelo horror, mais precisamente pelo horror italiano de culto, Argento/Fulci, Bava e etc. Numa conversa sobre as nossas coleções ele afirmou que tinha uma cópia em DVD do filme I Frati Rossi [aka The Red Monks] do Fulci. Bem eu na minha memória quase que me lembrava de todos os filmes do padrinho do gore, mas nunca tinha ouvido falar de tal filme, claro que lhe pedi emprestado e hoje posso afirmar que o filme não tem qualquer influência ou mesmo qualquer relacionamento com o Fulci, a única parte em que o Fulci esteve envolvido no filme foi na capa onde aparece o seu nome. Graças ao livro “Splintered Visions” do Troy Howard consegui tirar essa dúvida a pratos limpos.

Para quem tem curiosidade o que se passou foi, em 1988 Antonio Lucidi e Luigi Nanneirini contrataram Fulci para realizar alguns filmes e ao mesmo tempo colocar o seu nome em outros tantos. Bem depois de se envolver em dois filmes decidiu que aquilo não era para ele, infelizmente o contrato já estava assinado logo o seu nome ficou sempre associado a pelo menos 5 filmes incluído este The Red Monks. Fulci chegou a ser associado como produtor executivo e responsável pelos efeitos especiais, bem não é preciso ser fanático pelo padrinho do gore para perceber que isso nunca aconteceu.

Mas deixando a história de bastidores de lado e falando sobre o filme em si. A história do filme é básica e demasiado batida, é uma tentativa de voltar aos filmes góticos dos anos 60. Ora um milionário apaixona-se por uma rapariga que por acaso estava a trespassar a sua propriedade, e decide-se casar com ela. Na primeira noite de núpcias e nas seguintes ele rejeita-a sexualmente pois fez um acordo com um culto para a sacrifica-la, e eles necessitavam de sangue virgem.

Existem muitos filmes maus que conseguem ser bons, outros tornam-se de culto mesmo fazendo pouco sentido, bem Red Monks nunca se vai tornar isso tudo. Os primeiros 5minutos de filme da-nos uma amostra para o que nos espera, a fotografia do filme é limpa e mais parece uma produção de televisão, temos um aranha que persiste aparecer no filme mas até na loja do chinês compra-se hoje qualquer coisa mais real. Os Red Monks parecem-se um pouco com o KKK.

O director a meio do filme não parece saber o que fazer para continuar alongar o mesmo, decide meter de meia em meia hora umas mamas de fora para tentar cativar a atenção do espectador mas já é tarde, essa já saiu pela porta fora há muito tempo.

Red Monks vai sempre ter o nome de Fulci ligado a sua história, mas com os tempos de hoje facilmente sabemos que isso nunca aconteceu, ou seja a menos que encontrem o filme a £1 e não tenha melhor que fazer percam tempo com isto, se não procurem um filme do mestre e vejam, pelo menos sabem que o tempo é bem passado.

 

Zombi III

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Zombi 3, Zombie Flesh Eaters 2 podem-lhe chamar o que vocês quiserem, eu pessoalmente prefiro o Zombi 3 .

Zombi 3 mostra facilmente porque é que o cinema italiano entrou em declínio,é um exemplo perfeito daqueles filmes feitos para tentarem ganhar mais uns trocos antes da bolha explodir. Quer isto dizer que Zombi 3 é um mau filme? Isso já depende do gosto de cada um, para mim o filme é satisfatório só peca pela sua longevidade, mas isso é facilmente explicado nos extras do Blu Ray e ainda melhor no livro que se vê na fotografia.

Fulci quando aceitou fazer este filme já se encontrava demasiado doente, tendo várias vezes “desaparecido” durante as filmagens. Para o seu lugar o produtor Franco Gaudenzi escolheu a dedo Bruno Mattei e o escritor do filme Claudio Fragasso (que ficou com os louros, as na realidade foi a sua esposa que veio com o argumento). E a diferença de filmagem é facilmente detectada para o fã mais acérrimo mas também para o olho comum.

Mas antes de entrar em pormenores vamos a história! Um grupo de cientistas está a criar uma nova arma biológica que tem como objectivo a ressurreição dos mortos, a experiência como é de esperar não corre como previsto e transforma um simples cadáver em uma máquina esfomeada por carne humana. A experiência fica sem efeito, mas antes de poder ser destruída um dos recipientes é roubado,depois de um tiroteio muito fraquinho o vilão dos primeiros 15minutos acaba por se contaminar a ele próprio.

Obviamente mais tarde é apanhado e cremado, e aqui é que os problemas começam, com um vírus que se propaga pelo ar, acaba por contaminar a ilha toda devido ao espalhar das cinzas, esta mensagem que mistura ambiente com poluição é um cópia descarada do The Living Dead at Manchester Morgue mas são estes pormenores que fazem estes filmes ganharem estatutos de culto.

Este filme é facilmente divido em duas partes, as partes más realizadas por Mattei com pássaros zombies, ou as lutas com os zombies que parecem mais uns ninjas que aparecem de todo o lado. E as partes que se aproveitam são aquelas que sem dúvida tem o toque do mestre, a cena do hotel, uma cena mítica que envolve uma piscina e provavelmente a cabeça voadora só podia sair da cabeça de Fulci.

Os zombies filipinos também tem que ter uma palavra de apreço e alguns zombies estão muito bem caracterizados como sempre, é algo que me surpreende sempre nestes filmes Italianos, tudo o resto pode parecer amador, mas as caraterização é sempre excelente.

O filme vai-se arrastando um pouco até ao seu final, mas acaba com uma das frases que representa todo os filmes dos anos 80.

Were going to go back and fight …….But this time were going to win!

Simplesmente poético, Fulci nunca se assumiu fã de este filme mas até hoje nunca se percebeu porque deixou ficar o seu nome como principal director.

Em jeito de curiosidade umas das personagens principais hoje é um director famoso em séries de televisão tendo do seu curriculo episodios de House e CSI Miami.

Fulci Lives!

[Especial Motelx 2015] 5º Turbo Kid [2015]

motelx_turbo_kidNas ruínas de um futuro pós-apocalíptico imaginado de 1997, um adolescente órfão chamado “the kid” dedica o seu tempo à procura de relíquias nos escombros. Um dia encontra uma rapariga misteriosa. Mas enquanto se conhecem, ela é raptada pelo tirano Zeus, também responsável pela morte dos pais de “The Kid”. Destruir Zeus para vingar a morte dos seus pais e salvar a rapariga dos seus sonhos torna-se a sua missão.

Produzido por Jason Eisener («Hobo with a Shotgun») e Ant Timpson, «Turbo Kid» – baseado num segmento concorrente a «ABCs of Death», produzido por Timpson –, estreou este ano em Sundance e a sua sensibilidade romântica gore fê-lo ganhar o prémio do público no SXSW Film Festival.

Sessão 1 – Quarta-feira, 9 Setembro 2015 às 16h30 Sala Manoel de Oliveira

Sessão 2 – Sexta-feira, 11 Setembro 2015 às 00h15  Sala Manoel de Oliveira

Estão dois filmes na programação do Motelx de este ano que me deixam com um entusiasmo fora do normal, um deles é o The Green Room do Jeremy Saulnier que fez o fantástico “Blue Ruin” , e o outro era o Turbo Kid. Para grande felicidade minha este estava disponível para aluguer no site oficial, por uma mínima quantia de £3.50 pode-se ver esta fantástica obra prima de gore, ficção cientifica e claro homenagem descarada a todas as grandes obras dos anos 80.

A nostalgia dos anos 80 está cada vez mais presente dos filmes de hoje, alguns não escondem as suas tendências e simplesmente imitam algo que já foi feito, outros tentam dar-lhe um pouco de originalidade mesmo mantendo aquele tom de clássico oitocentistas.

Turbo Kid faz exatamente isso, não inventa a roda em termos de argumento mas dá-lhe um toque mágico, começando na personagem principal, passando pelos dois vilões Zeus e Skeletron, são razões mais que suficientes para não ficar ficar indiferente a este filme, claro que para mim o grande destaque vai Skeletron com as suas serras fatais que nos proporcionam momentos de gore exagerado como um bom fã de terror gosta. Aquela mascara de Sexta Feira 13 meets Mad Max 2 é simplesmente genial.

Turbo Kid respira e inspira nostalgia e provavelmente muita gente vai torcer o nariz as cenas exageradas de violência, mas se conseguirem ultrapassar esse pequeno pormenor será uma diversão sem limites. Para mim não mudaria um minuto do filme.

Se não tiverem a oportunidade de ir ao Motelx passem por aqui e apoiem este projecto pois ele merece : http://turbo-kid.com/