Deadgirl [2008]

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Sou fã de filmes de terror assumido, filmes de gore, espíritos, fantasmas,exorcismos tudo o que vier mau ou bom estarei sempre na fila da frente para ver, mas só um tema me deixa com um pé atrás, a necrofilia. Por essa razão nunca ganhei coragem de ver o Nekromantik sendo um clássico de terror que aborda esse tema, por essa mesma razão adiei a visualização de este filme por 2 anos! Sim tinha este filme à mais de 2 anos para ver.

Ontem ganhei coragem finalmente para o ver, com um pensamento sempre em mente. “Mesmo que as cenas sejam demasiado pesadas ou brutais lembra-te, é só um filme!”

Infelizmente ou felizmente dependendo do ponto de vista não foi preciso chegar a esse ponto,pois Deadgirl não trata do tema da necrofilia. Simplesmente conta-nos a história de dois jovens que encontram uma rapariga que não consegue morrer, amarrada numa maca num antigo hospício abandonado.

Deadgirl sofre do mesmo problema que muitos filmes sofrem actualmente, uma boa ideia que é estragada pela interpretação plástica dos seus protagonistas, e pela falta de qualidade dos diálogos que são simplesmente horrorosos, já para não falar das cenas sem sentido que por vezes acabam por cair de para-quedas no meio do filme.

Mas comecemos pelo inicio, como disse anteriormente dois jovens decidem faltar as aulas, e ir para um hospício abandonado beber umas cervejas, enquanto exploram o mesmo acaba por descobrir uma rapariga amarrada a uma cama, totalmente nua e abandona. Aqui começa a beleza do filme, se por um lado Richie tenta ir pelo bom senso de chamar a policia, ou leva-la ao hospital, JT que supostamente seria o grande vilão do filme sai-se com a ideia genial de violar, e abusar da rapariga, em dois minutos ele decide todo o rumo do filme, vamos ficar aqui dentro de esta cave a passar o tempo todo a violar a rapariga, e chamar uns amigos para fazer o mesmo.

As interpretações plásticas dos dois jovens principais são más demais,nunca chegam a convencer logo não existe forma de o filme ser levado a sério. Os ataques de fúria de Richie então são sem dúvida o ponto alto.Quando ele rasga um desenho que tem no quarto em mais um dos seu 30 ataques de fúrias que tem durante o filme é algo mágico e merecido ser visto e revisto por toda a gente que gosta de se rir um pouco.

Passado uma hora de filme onde parece que não existe qualquer rumo o realizador decide começar a inventar algo novo, e chega-se a um final que de novidade não tem nenhuma, que podia ter sido a sua salvação, mas novamente os diálogos e a forma como o final é conduzido parece não ter qualquer chama.

Um filme com imenso potencial que acaba por morrer devido aos seus próprios erros primários.

Nota: 5/10

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Creature [2011]

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História: Um grupo de amigos decide ir explorar uma antiga lenda urbana num pantano do Louisiana.

Pseudo-Review: Hoje estive o tempo todo a lembrar-me de “slashers movies”, bem não tinha nenhum por aqui perdido então decidi-me aventurar num “monster movie” algo que atormente vejo pois não lhes consigo achar grande piada, mas Creature em 5 minutos já tinha mudado a minha opinião, logo no inicio temos uma rapariga nua e uma morte violenta era mesmo isto que eu queria ver hoje.

Creature não tenta ser nenhuma obra prima, nem tenta fugir aos clichés clássicos dos filmes de terror, temos sempre o grupo de jovens, temos a paragem nas bombas de gasolina onde alguém os avisa que existe uma criatura que atormenta os pântanos, temos as raparigas em trajes menores,até chegamos a ter um momento de amor entre irmãos. Este filme só tem um pequeno problema tenta a meio do mesmo inventar história a mais, quando se pede algo simples, mas o final é simplesmente genial.. quando temos um dos nossos protagonistas num mano a mano contra a Criatura.. E se ainda não estão convencidos a ver este filme, temos uma actriz chamada Serinda Swan que é uma autentica doppelgänger da Megan Fox.

Só quero deixar um último reparo esta Criatura tem melhor aspecto que o Lizard do novo Homem Aranha, mas agora o CGI parece ser o caminho mais fácil para toda a gente.

Nota: 6/10

Tripla Dose Parte Dois

Blood of Heroes [1989]

E se o Mad Max anda-se a jogar um jogo que tem toques de futebol americano mas com violência a mistura? Dava para fazer um filme sobre isso.Parece essa a ideia que Blood of Heroes teve, juntar um cenário pós-apocalíptico com desporto.
Realizado por David Webb Peoples e como personagem principal Rutger Hauer o filme aborda uma equipa que joga o “The Game” (pois ele não dão um nome especifico aquele desporto) que vagueia de cidade em cidade para desafiar outras equipas e ganhar nada, porque basicamente depois de acabar o jogo há sempre uma festa e não vejo grande recompensa para a equipa vencedora.

Com uma história assim o filme parece péssimo, o que não é o caso. Faz aquilo que a maior parte dos filmes de desporto faz.  Entretém durante  1h30 que passa a voar e não nos apercebemos.

Aqui não há aprofundamento de personagens, não existe o drama sobre os intervenientes que tiveram uma vida muito difícil e assim.
Simplesmente jogam o jogo e continuam até a próxima cidade e até atingirem o final do filme como uma conclusão óbvia.

Nota 6.1/10

http://www.imdb.com/title/tt0094764/

P.S. – Descobri que existem pessoas a praticar este jogo na Alemanha, claro que não é com correntes e não há sangue e violência sem fim.. mas não deixa de ser o facto curioso.

The Zookeeper [2001]

Quantas vezes já disse para mim mesmo: “Não levantes demasiado as expectativas, os filmes podem ser bons mas não são perfeitos..”. Muitas vezes já o disse mas não quer dizer que aprenda a lição muito longe nisso.

The Zookeeper é realizado por Ralph Ziman e tem como protagonista principal Sam Neill que segundo li fazia aqui um papel de um carreira(coitado até no Jurrasic Park consegui-o ser mais convincente).

Este filme conta-nos a história num pais que se situa na Europa do Leste é interessante ver a forma como o realizador não identifica o mesmo mas dá todos os indícios de qual era.

Começa a guerra nesse pais e toda a gente começa a fugir para se salvar devido a limpeza étnica que está em marcha, Sam Neill oferece-se para ficar a cuidar do Jardim zoológico até a ajuda humanitária chegar.

Após uns primeiros 30m de interesse chegamos aquela fase em que o filme tinha vários caminhos que podia percorrer, mas infelizmente para o mesmo tentou falar de tudo mas acabou por não falar quase de nada. Desde a limpeza étnica, a violação das mulheres na guerra, as crianças traumatizadas pela guerra, todos este assuntos foram falados mas não de uma forma “forte e convincente”. O que acaba por deixar uma sensação de incompleto, parece que o realizador teve um pouco medo de ir mais além.

Nota – 6/10

http://www.imdb.com/title/tt0231001/

Lake Mungo [2008]

Existem filmes que por vezes nem me dá vontade de falar.. este é um deles. Filmado em estilo documentário Lake Mungo conta-nos a história de uma família que perde a filha num rio após um piquenique. A partir daqui vamos seguindo a família e a sua luta por ultrapassar este drama familiar, que envolve “pseudo-fantasmas”, um passado tenebroso da filha e descobertas “chocantes”.

Não consegui-o achar piada a filmes de “found footage” como já referi, mas filmes em “mock-documentário” ainda pior. Isto não
é um filme de terror como cheguei a ler por ai, muito longe nisso, considerava mais um thriller mas com fantasmas.

Não vejam este filme se tiverem com sono pois eu fiz um esforço para não adormecer,mas se não tiverem sono e
se gostam de histórias de fantasmas este acaba por ser o filme certo pois usa e abusa de esse tema.

Nota: 5.9/10

http://www.imdb.com/title/tt0816556/

Duplo F! [1351 Feast 1 & 1354 Frozen]

O que é Feast? Parece que é um filme de 2006 em que um grupo de pessoas homogéneas esta no bar a relaxar, quando de repente entra um homem com uma shotgun em punho a anunciar que o Apocalipse anda lá fora e vem naquela direcção para matar toda a gente.. Bem não será bem isso que ele diz mas não anda muito longe.

O argumento parece ter sido escrito pelos criadores do “Lost” com a quantidade de personagens que somos bombardeados logo de inicio, mas para não nos confundirmos a decorar nomes ou a tentar perceber que tipo de personalidade essas pessoas tem, o realizador trata logo de matar meia dúzia nos primeiros 30 minutos.

Comecei a ver este filme porque li que se encaixava no género de horror/comédia que é um estilo odiado por muitos, mas para mim é algo que me fascina, mas Feast encaixa-se mais numa festa de sangue,tripas e violência que parece ser o rumo que os filmes de terror actuais levam. Talvez para estômago mais sensíveis podem sentir que o vómito se aproxima mais rápido que o sangue que jorra de cada personagem que é morta durante o filme, mas para pessoas que já começam habituar-se a este tipo de violência gratuita(eu) não é nada de extraordinário.

A meio do filme comecei a lembrar-me do From Dusk Till Dawn, o ambiente, a história as mortes, logo se gostaram de esse filme vejam este pois é relativamente a mesma coisa mas com uns monstros um pouco mais feios.

Nota – 6/10

Um facto interessante, tinha este filme para ver já algum tempo mas fui adiando nem sei muito bem porque. Segundo facto interessante só depois de terminar o filme descobri que o mesmo era realizado por Adam Green (o mesmo realizador de Hatchet). Terceiro e último facto não é um festival de gore com sangue ao estilo de Hatchet é sim uma tentativa de fazer um filme parecido com o tubarão mas na neve. Alias esta é a critica que toda a gente lhe faz.

Como já tive oportunidade de referir ultimamente gosto mais de filmes de terror real, algo que podia mesmo acontecer a qualquer um, como ir fazer esqui e snowboard, ir num teleférico para o topo da montanha e ele parar,nunca por obra do acaso até penso que nesta parte esta bem construida a ideia e ninguem saber que lá estamos..

O problema de Frozen é a sua longevidade se o filme tivesse menos 30m era um must see para fans de filmes de terror real/suspense, tem momentos que realmente começamos a fazer o jogo “o que eu faria no lugar deles”, mas passado 1 hora já não estamos a pensar nesse jogo mas sim “quando acaba isto”. Outra parte que falha redondamente no filme é os dialogos, conversas sem grande interrese que acabam também por tirar um pouco de interrese ao filme.

Não deixa de ser um filme interresante mesmo que se pronlogue demasiado, tendo alguns bons momentos de suspense que fazem corar muitos filmes de terror mais mainstream.
Dupla Nota:

7/10 – Se o filme tivesse 1h
6/10 – Por 30 minutos completamente desnecessários, diálogos sem grande conteudo e fim previsivel.