3.I tre volti della paura [1963]

capa

O cinema é como uma caixa de chocolates nunca se sabe o que vamos encontrar quando decidimos ver um filme[sim acabei de plagiar o Forrest Gump].

Recentemente Dario Argento esteve na edição do MotelX de 2012, admito que era um nome que conhecia já algum tempo mas nunca tinha tido oportunidade de ver um filme dele, ora após visualização de obras como Suspiria e Profondo Rosso a questão que coloquei a mim próprio foi “Será que existem mais directores italianos que estejam ligados aos melhores filmes de terror de sempre?” perseguindo essa curiosidade, encontrei Fulci e agora mais recentemente Mario Bava.

O primeiro contacto com um novo realizador é sempre um dilema para mim pois nunca sei se devo começar pelo inicio, ou pelo meio ou mesmo pelo final da carreira. Quis o destino que Bava se encontra-se no pack de cinema italiano que encontrei na net, e assim facilitou-me a decisão. Comecei por I tre volti della paura muito porque o titulo inglês/americano é Black Sabbath [óbvio que para mim uma referência pois é o nome de uma das melhores bandas de metal de sempre]. Mas quis também o destino que esse filme fossem 3 histórias distintas, penso que já referi algumas vezes que não gosto de filmes com “short stories” simplesmente porque se houver alguma história que seja mais fraca, acaba por influenciar-me na opinião do filme. Bem I tre volti della paura acaba por mesmo assim juntar duas convincentes, e uma que fica-se pelo mediano.

Na primeira história [The Telephone] acompanha-mos uma mulher que ao chegar a casa começa a receber chamadas estranhas, um antigo amor escapou da prisão e voltou para a atormentar. O ambiente é de total suspense e segura a história mesmo até ao final.

Na segunda história [The Wurdalak] temos como principal atractivo Boris Karloff um actor mítico para qualquer fã de terror, mas por coincidência acaba por ser o capitulo mais fraco, uma história de vampiros contada de uma forma diferente.

O melhor fica para o fim a terceira e derradeira história [The Drop of Water] é baseada num conto de Checkov e conta a história de uma enfermeira que após roubar um anel a uma mulher que tinha falecido recentemente começa a ser perseguida por espíritos/fantasmas. E talvez nesta finalmente se veja aquilo que vi nos últimos filmes de terror italiano, movimentos de câmara geniais, cores e suspense de cortar a faca.

Comecei da melhor forma a conhecer Mario Bava, para o próximo filme as expectativas dobram, pois mesmo que aqui provavelmente não tenha tido oportunidade de mostrar todo o seu valor, tenho a certeza que não ira desiludir.

Nota: 7/10

Próximo filme: La maschera del demonio

Tripla Dose Parte Dois

Blood of Heroes [1989]

E se o Mad Max anda-se a jogar um jogo que tem toques de futebol americano mas com violência a mistura? Dava para fazer um filme sobre isso.Parece essa a ideia que Blood of Heroes teve, juntar um cenário pós-apocalíptico com desporto.
Realizado por David Webb Peoples e como personagem principal Rutger Hauer o filme aborda uma equipa que joga o “The Game” (pois ele não dão um nome especifico aquele desporto) que vagueia de cidade em cidade para desafiar outras equipas e ganhar nada, porque basicamente depois de acabar o jogo há sempre uma festa e não vejo grande recompensa para a equipa vencedora.

Com uma história assim o filme parece péssimo, o que não é o caso. Faz aquilo que a maior parte dos filmes de desporto faz.  Entretém durante  1h30 que passa a voar e não nos apercebemos.

Aqui não há aprofundamento de personagens, não existe o drama sobre os intervenientes que tiveram uma vida muito difícil e assim.
Simplesmente jogam o jogo e continuam até a próxima cidade e até atingirem o final do filme como uma conclusão óbvia.

Nota 6.1/10

http://www.imdb.com/title/tt0094764/

P.S. – Descobri que existem pessoas a praticar este jogo na Alemanha, claro que não é com correntes e não há sangue e violência sem fim.. mas não deixa de ser o facto curioso.

The Zookeeper [2001]

Quantas vezes já disse para mim mesmo: “Não levantes demasiado as expectativas, os filmes podem ser bons mas não são perfeitos..”. Muitas vezes já o disse mas não quer dizer que aprenda a lição muito longe nisso.

The Zookeeper é realizado por Ralph Ziman e tem como protagonista principal Sam Neill que segundo li fazia aqui um papel de um carreira(coitado até no Jurrasic Park consegui-o ser mais convincente).

Este filme conta-nos a história num pais que se situa na Europa do Leste é interessante ver a forma como o realizador não identifica o mesmo mas dá todos os indícios de qual era.

Começa a guerra nesse pais e toda a gente começa a fugir para se salvar devido a limpeza étnica que está em marcha, Sam Neill oferece-se para ficar a cuidar do Jardim zoológico até a ajuda humanitária chegar.

Após uns primeiros 30m de interesse chegamos aquela fase em que o filme tinha vários caminhos que podia percorrer, mas infelizmente para o mesmo tentou falar de tudo mas acabou por não falar quase de nada. Desde a limpeza étnica, a violação das mulheres na guerra, as crianças traumatizadas pela guerra, todos este assuntos foram falados mas não de uma forma “forte e convincente”. O que acaba por deixar uma sensação de incompleto, parece que o realizador teve um pouco medo de ir mais além.

Nota – 6/10

http://www.imdb.com/title/tt0231001/

Lake Mungo [2008]

Existem filmes que por vezes nem me dá vontade de falar.. este é um deles. Filmado em estilo documentário Lake Mungo conta-nos a história de uma família que perde a filha num rio após um piquenique. A partir daqui vamos seguindo a família e a sua luta por ultrapassar este drama familiar, que envolve “pseudo-fantasmas”, um passado tenebroso da filha e descobertas “chocantes”.

Não consegui-o achar piada a filmes de “found footage” como já referi, mas filmes em “mock-documentário” ainda pior. Isto não
é um filme de terror como cheguei a ler por ai, muito longe nisso, considerava mais um thriller mas com fantasmas.

Não vejam este filme se tiverem com sono pois eu fiz um esforço para não adormecer,mas se não tiverem sono e
se gostam de histórias de fantasmas este acaba por ser o filme certo pois usa e abusa de esse tema.

Nota: 5.9/10

http://www.imdb.com/title/tt0816556/

1387 – Emergo (aka Apartment 143) [2011] – Especial MOTELX

Continua a minha saga de ver filmes que estão em exibição no Motelx, e para arranjar o Emergo foi uma tal saga mesmo..

Realizado por Carles Torrens e com argumento de Rodrigo Cortés (Que realizou um dos  bons filmes em 2011 Buried) as minhas expectativas estavam em nivel médio.

Em 1999 saiu um filme com o nome The Blair Witch Project, nessa altura não se ouvia falar(ou se não eu com a minha inocência pensei que era algo inovador e já não era..) que esse tipo de realização tinha o nome de “Found Footage”. Bem depois de isso parece que o Paranormal Activity  voltou forte com esse estilo e os clones do mesmo multiplicaram-se como acontece em regra geral. E depois parece que toda a gente quer ter a sua tentativa dentro de este estilo.

Pensei para mim para este tipo de filmes nada melhor que ficar totalmente as escuras, colocar os phones e esperar por sustos que me vão fazer saltar da cadeira..

Não me podia enganar mais, a história que uma familia muda-se de casa pois pensava que andava a ser perseguida por espiritios e que posteriormente nessa mesma casa os espiritos continuam contactam uma equipa de parapsicólogos para resolver o mistério.

E pronto esta feito a partir daqui o filme torna-se cansativo, previsivel e sem qualquer momento de susto. Talvez numa sala de cinema resulte melhor existem sempre aquelas pessoas que gritam e nos assustamos-nos porque eles gritaram porque de resto dúvido que alguem apanhe algum susto..

Nota – 5.9/10

Sexta Feira – 14 de Setembro 17h00 – Sala 3

Sábado – 15 de Setembro 18h45 – Sala Manuel de Oliveira