ABCs of Death 2 [2014]

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The ABC’s of Death 2 pega exactamente na mesma formula do primeiro e da-lhe um toque mais profissional, mesmo não sendo grande fã de curta metragens acho que este tipo de filmes acaba por nos dar a conhecer realizadores que me podiam passar completamente ao lado. Vamos então aos filmes:

A  for Amateur [E.L. Katz] – Que forma excelente abrir o filme, uma missão impossível versão amadora, engraçado sem grandes momentos de terror mas um boa escolha para abrir hostilidades.

B for Badger [Julian Barratt] – Mais uma curta virada mais para o humor que para o terror, mas com o problema de recorrer ao mínimo de found footage que é um estilo que odeio.

C for Capital Punishment [Julian Gilbey] – Na terceira curta o ambiente de terror/humor continua bem vincado, aqui finalmente começamos a ver algum sangue, violência e sem dúvida muito gore.

D for Deloused [Robert Morgan] – A primeira curta animada do filme com excelente qualidade, com momentos a fazer lembrar o Hellraiser principalmente os “vilões” da história a fazerem lembrar os Cenobitas.

E for Equilibrium [Alejandro Brugués] – Não tinha nenhuma ideia de andava a realizar os segmentos, quando mais tarde fui ver os realizadores descobri que esta curta era realizada pelo director do excelente “Juan de los Muertos” infelizmente a qualidade não se mantém, temos um boa curta sobre a evolução das relações e a piada final quase salvava a mesma mas ficou aquém das expectativas.

F for Falling [Aharon Keshales & Navot Papushado] – Realizadores israelitas que tem no seu currículo Rabies e Big Bad Wolfes aqui voltam novamente a usar o conflito Israel-palestiano, nada de especial passa completamente ao lado.

G for Grandad [Jim Hosking] – Demasiado simplista, uma curta sem qualquer elemento de terror ou suspense. Não basta ter sangue para ter qualidade, infelizmente parece que houve realizadores que pensaram que sim.

H for Head Games [Bill Plympton] – Director com mais de 65 filmes/curtas/series de televisão no currículo, aqui apresenta-nos um momento totalmente mindfuck. Eu como não tenho qualquer conhecimento do trabalho de este realizador passou-me ao lado. Para fãs do realizador certamente será uma delicia.

I for Invincible [Erik Matti] – Curta de um realizador filipino simplesmente básico e pratico, violento quanto baste mas nada de especial.

J for Jesus [Dennison Ramalho] – Curta brasileira com o argumentista do último filme de Zé do Caixão que vi “Encarnação do Demónio”, como é óbvio temos um filme relacionado com a religião e um terror violento, excelente surpresa.

K for Knell [Kristina Buozyte] – Ao inicio parecia que ia temos um tributo a Janela Indiscreta, depois simplesmente perde-se e fica muito por explicar, novamente uma curta que não me puxou interesse.

L for Legacy [Lancelot Oduwa] – O realizador de esta curta tem 73 filmes no seu currículo, realizador nigeriano aproveita a ideia dos rituais africanos para criar uma curta com ambiente a fazer lembrar os míticos filmes italianos dos anos 80 como o Holocausto Canibal.

M for Masticate [Robert Boocheck] – Uma curta cómica e pratica, sem grandes invenções mantém a curta num ritmo frenético até ao seu final, simples e eficaz.

N for Nexus [Larry Fessenden] – O efeito em cadeia demonstrado em todo o seu esplendor. Excelente momento de realização a conseguir manter o suspense até ao final.

O for Ochlocracy [Hajime Ohata] – A primeira curta a vir directamente do Japão, hilariante a ideia de finalmente alguém defender os zombies e as pessoas ser punidas por os matarem.

P-P-P Scary [Todd Rohal] – O segmento mais fraco de todos, mesmo as curtas menos interessantes conseguem ter mais argumentos que esta curta, simplesmente fraca.

Q for Questionnaire [Rodney Ascher] – Talvez a única curta que nos deixa com a vontade de ver mais além, o que poderia acontecer depois daquele final? Talvez um dia Rodney Ascher volte a pegar nesta ideia e faça uma longa metragem.

R for Roulette [Marvin Kren] – O final de esta curta acaba por estragar a mesma, um excelente momento de suspense durante todo o segmento, simplesmente para deitar tudo abaixo no momento final, tinha potencial para ser uma das melhores, deixou-se levar pela tendência dos finais em aberto.

S for Split [Juan Martinez Moreno] – Aqui temos todos os elementos do terror mais recente, invasão de privacidade, violência sem escrúpulos um bom momento de terror, com a capacidade de acompanharmos 2 momentos em simultâneo, será que alguém vai ter a coragem de fazer uma longa assim? Difícil mas seria curioso.

T for torture porn [Soska Sisters] – Antes de chegar ao segmento final, já tinha adivinhado quem tinha realizado este segmento, com a marca de Soska nada pode falhar, ainda acabamos por ver finalmente o Monstro do Lago na versão feminina o que pode falhar?

U for Utopia [Vincenzo Natali] – Tal como o segmento anterior, passado 20 segundos de este segmento ficamos logo com a ideia que isto tem dedo de Natali. Vivemos num mundo onde só os “belos” sobrevivem e existem maquinas que eliminam os “feios” simples, prático simplesmente Natali.

V for Vacation [Jerome Sable] – Recentemente elogiei aqui um filme de Sable, agora vou elogiar a curta. Mesmo que recorra um pouco ao “found footage” não esconde a câmara nos momentos certos. Violência quanto baste para agradar qualquer um. V não acrescenta nada de novo no mundo do terror mas é eficaz e por vezes é o que basta.

W for Wish [Steven Kostanski] – Manborg, Father’s Day são os filmes de apresentação de Kostanski aqui temos novamente uns excelente efeitos visuais e uma ideia que todos nós enquanto criança tivemos. Bons efeitos visuais, história um pouco fraca.

X for Xylophone [Alexandre Bustillo] – Bustillo não precisa de apresentações, deixou o seu nome bem vincado no mundo do terror com a sua trilogia “americana”, aqui desilude um pouco, a única parte que retemos de este segmento é o gore o resto apaga-se facilmente da memória.

Y for Youth [Sôichi Umezawa] – Filme asiático com os exageros habituais, mas com efeitos que nos deixam extasiados. Novamente um segmento pratico sem grandes alaridos.

Z for Zygote [Chris Nash] – Para terminar ficamos com uma curta totalmente estranha, onde os efeitos ganham mais protagonismo que a própria história, quando via este segmento não conseguia deixa de pensar em Fulci, talvez um tributo? Fica a ideia.

The ABC’s of Death 2 acaba por ser mais interresante que o primeiro, temos mais qualidade e diversidade. Pena que Álex de la Iglesia e Sion Sono não tenha participado como se previa, mesmo assim fico curioso por saber se haverá um terceiro filme, se tal acontecer aqui estarei para falar sobre ele.

 

Chillerama [2011] vs V/H/S [2012]

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Depois de me queixar da falta de tempo em ver filmes, tive a oportunidade de fazer uma sessão dupla, então decidi escolher estes 2 filmes pois a ideia era igual, pegar na nova geração de realizadores de terror do cinema americano e cada um fazer uma história e colocar no filme. Desde já admito que não sou grande fã de esta nova maneira de fazer filmes, pois o último que vi [Little Deaths] desiludiu-me imenso mas não há nada como nada uma segunda oportunidade.

VHS

Já referir várias vezes que odeio filmes que usam esta nova moda do “found footage”, então agora imaginem ver 5 curtas realizadas de essa forma. Não vou falar de nenhuma “curta” em especial porque em geral todas são demasiado fracas para o meu gosto, logo tenho tendência a esquecer rapidamente o que vi, e  todas juntas não ajudam o filme muito devido a ideia do “found footage”, que acaba por ser o maior problema, e explico porque..nas partes que pode acontecer alguma uma cena de violência extrema, ou de outra qualquer coisa, para não pensarem que sou um psicopata.. a personagem ou sai a correr (levando a câmara claro), ou acontece sempre qualquer coisa a mesma. Mesmo assim se tivesse que escolhe a minha favorita seria a primeira sendo também a mais longa e a que usa mais de sangue e membros cortados, raparigas e rapazes nus e diálogos sem qualquer nexo ou seja um bom filme de terror.

Nota: 6/10

http://www.imdb.com/title/tt2105044/

Chillerama

O Chillerama tinha a vantagem de ter pelo menos um realizador que estou familiarizado com o seu trabalho Adam Green(Hatchet e Frozen que tiver oportunidade de já falar por aqui), aqui a ideia é completamente diferente, não usa o found footage mas sim um cinema que vai fechar e vai passar em exclusivo 4 filmes nunca vistos. Só por não usar essa maneira irritante do found footage levava logo vantagem sobre o filme anterior, mas a minha certeza veio quando acabei de ver os primeiros 5 minutos da primeira curta, usa um espermatozóide gigante e uma homenagem descarada aos filmes trash dos anos 70/80  faz com que a primeira curta eleve o filme a um patamar de diversão que o V/H/S nunca consegui-o  levar, infelizmente depois de um começo forte, também sofre do mesmo problema que o filme anterior começa a perder a forma logo na segunda curta com uma ideia de lobisomens a fazer lembrar o saudoso ” An American Werewolf  in London”, a terceira curta realizada pelo Sr. Adam Green surpreende por sair da sua zona de conforto mas também não deixa de ser fraquinha, mesmo que tenha as melhores piadas em termos de diálogos , e a terminara última curta volta a surpreender nem que seja por usar algumas das mais míticas frases do cinema americano. Um boa forma de entretenimento que tal como o primeiro filme peca pela sua longa duração de 2 horas, e como as curtas não ajudam a manter a forma..o interesse também vai desaparecendo.

Nota: 6.5/10

http://www.imdb.com/title/tt1727252/