Chocolate [2008]

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O destino é algo interessante principalmente quando realmente acontece algo que nos faz acreditar nele.

Passo a explicar, Prachya Pinkaew em 2003 apresentou-me o Ong Bak, filme de artes marciais que trouxe uma lufada de ar fresco a esse género que parecia estar morto desde que o JCVD entrara na reforma. Após muito burburinho em 2005 chega Tom yum goong que na altura foi-me publicitado como “Ong Bak 2”, se havia dúvidas que estava perante o meu novo action hero favorito este filme veio acabar com elas, Tony Jaa estava em alta. Os seus combates, os seus golpes, as suas coreografias parecia que tinha voltado a minha infância, logo quando recentemente descobre que Tom yum goong 2 estava para sair a minha felicidade foi imensa. Enquanto esperava por esse filme, apareceu “The Raid” que tive oportunidade até de falar aqui no blogue, novamente um filme acima da média e a mostrar que filmes de acção, também podem ser bons filmes.

Logo a pergunta colocava-se, como iria Prachya Pinkaew e o seu “discípulo” Tony Jaa responder a um filme que facilmente competia, ou chegava mesmo a retira-lo do trono de melhor filme de artes marciais dos últimos 10 anos. A resposta foi má, demasiada má que até me rejeito a falar de esse filme aqui e aqui finalmente entra o destino, após 1h50m de sofrimento a ver Tom yum goong 2 queria limpar a cabeça de um filme tão mau, o The Raid 2 ainda não saiu logo não era candidato, não tinha mais nenhum filme de artes marciais sem ser o Chocolate então decidi arriscar.

Chocolate conta-nos a história de uma menina autista com habilidades para as artes marciais. Um dia para ajudar a sua mãe que se encontra em dificuldades decidi ir com o seu amigo aos gangues que devem dinheiro a mesma, aqui já se sabe para onde o filme caminha, lutas sem fim, com alguns bons momentos, mesmo nunca chegando a um “The Raid” ou um Ong Bak mas sem dúvida melhor que o TYG 2.

JeeJa Yanin [Zen a rapariga autista] mostra ter qualidades de luta, e não se deixa intimidar nunca durante o filme, realizado algumas boas coreografias e acima de tudo, deixa-nos com um excelente filme de artes marciais.

Não deixa de ser engraçado ver a promoção que Prachya Pinkaew faz aos seus próprios filmes, e ver uma cena a fazer lembrar totalmente o Kill Bill 1.

Depois de tanta conversa chega finalmente a conclusão do destino, quando acabei de ver o filme fui ver quem o tinha realizado, para minha surpresa tinha sido.. Prachya Pinkaew espero que aprenda com os seus erros e volte a demonstrar todo o seu talento.

Nota: 6.5/10

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Jjakpae [2006]

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Não me vou alongar sobre a minha ausência, mas como qualquer ser humano normal, por vezes desejava que o dia tivesse 48 horas, e assim tínhamos tempo para tudo.

Óbvio que não ando afastado do cinema, e tenho conseguido ver alguns filmes mas são sempre daqueles filmes que não vale a pena tecer um comentário pois para isso existem milhões de site da especialidade.

Finalmente na última semana tive tempo para me sentar, escolher um dos 100 filmes que tenho para ver e escolher um totalmente aleatório.

Quis o destino que o filme que havia de sair na “rifa” fosse o Jjakpae um filme que já tinha andado a enamorar a muito tempo mas até ser o escolhido para ver nem lembrava dele.

Jjakpae(City of Violence) é um daqueles filmes que dá gosto ver, um filme de acção e porrada sem fim. Tem tudo o que se procura num filme de esse género.

Ora a história será algo como Tae-Su [Doo-hong Jung] volta a sua cidade natal para o funeral do seu melhor amigo do secundário, ao investigar a morte do mesmo descobre que algo está errado. Sendo assim junta-se a Seok-hwan para ir até ao fundo da questão, aqui começa a porrada e os tributos, vai desde o mítico filme do Walter Hill “Warriors” até a banda sonora de westerns, sempre num estilo de videojogo em que os nossos “heróis” tem que lutar por vários níveis até chegar ao boss final.

Em modo geral Jjakpae não tenta ser complexo, dramático ou cheio de truques de karaté cheios de técnica, tenta sim ser um filme que diverte e nesse aspecto só tenho a dizer: Missão Cumprida!

Nota: 7/10

Tang shan da xiong [1971]

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Evitei falar de Chuck Norris no meu ciclo/maratona ou qualquer coisa parecida de artes marciais. Mas não consigo deixar de lado Bruce Lee.

Bruce Lee foi o meu primeiro herói de artes marciais favorito, antes de as televisões passarem as noites inteiras a passar telenovelas e programas que só fazem as pessoas mais ignorantes, existiam sessões de cinema a noite. Ora tive a sorte de um dia ter apanhado o mítico Dragão Ataca e gravar em VHS a partir dai foram vezes sem conta que vi esse filme quando era miúdo, hoje lembro-me pouco do filme, mas de Bruce Lee nunca me esqueci.

Mas voltando ao filme que tive oportunidade de ver foi algo completamente diferente que estava a espera, um filme bastante violento com cenas de artes marciais de encher o olho e até raparigas nuas!

Tang Shan da Xiong(ou The Big Boss) é realizado e escrito por Wei Lo um director com mais de 60 filmes no seu currículo, para além de ter trabalhado com Bruce Lee também chegou a fazer filmes com Jackie Chan.

The Big Boss conta-nos a história de Cheng Chao-an[Bruce Lee] que chega a Tailândia para ir trabalhar numa fábrica onde o seu primo também trabalha, após o desaparecimento de vários trabalhadores incluído o seu primo, Cheng Chao-an tenta perceber porque desapareceram os trabalhadores.

Durante os primeiros 40 minutos temos pouca acção e mais desenvolvimento de história, pois Cheng Chao-an tinha feito uma promessa a sua mãe antes de partir para a Tailândia que não iria lutar, até se ver obrigado a isso e ainda bem que essa altura chega, pois ai podemos ver Bruce Lee em todo o seu esplendor. Foi aqui que fiquei mais surpreendido com filme, tinha a imagem de Lee a lutar com matracas e pouco mais, mas aqui ele mostra-se mais versátil e chega a usar facas para derrotas os seus inimigos.

Os últimos 30 minutos de filme são de porrada sem parar e coreografias acima da média, para qualquer fã de Bruce ou de um bom filme de porrada a antiga The Big Boss é obrigatório.

Nota: 7.5/10

Lik Wong [1991]

História: Um jovem com força sobre-humana está preso numa prisão dirigida por funcionários corruptos ele vai usar as suas artes marciais para limpar o sistema prisional.

 

Pseudo-Review:  Lik Wong vai de encontro aquilo que se procura num filme de artes marciais, aquele estilo que por vezes me recorda sempre os jogos que eu adorava na minha antiga mega drive, em que o herói(Siu-Wong Fan) luta contra tudo e contra todos e no final termina sempre com uma mítica luta entre o herói e o boss final. Lik Wong tem cenas de gore quanto baste, tem uma das cenas mais míticas numa luta em que o adversário de Lik Wong utiliza a técnica do Harakiri para retirar o intestino delgado para sufocar o nosso protagonista e além nisso ainda tem sangue aos litros. Na minha modesta opinião a grande falha é mesma a escolha do actor principal pois tem uma cara demasiado limpa e bonita para ser uma autentica maquina destruidora.

Para quem gosta de gore dos anos 90 em que era tudo feito a “mão” e não a computador este é o vosso filme.

Nota: 6.5/10