The Funhouse [1981]

Fotografia0142

“Pay to get in. Pray to get out!”

Numa altura que acabou o American Horror Story : Freak Show com uma das melhores audiências de sempre desde que a série começou, nada melhor que fazer um pesquisa pelo catalogo da Arrow Video e encontrar mais um filme perdido de Hooper, neste caso o Funhouse.

The Funhouse é um típico filme dos anos 80, os clichés estão todos lá, miúdas a mostrar os seios passado 5 minutos de filme, tributos a outros filmes, e mortes ridículas. O inicio é uma delicia, aquele momento Halloween meets Psycho está sem dúvida magnifico para mim foi a melhor sequência do filme.

A história do filme não se torna básica demais, não estamos perante um argumento do melhor que já se viu, mas serve o seu propósito. Dois jovens casais de namorados na sua tenra idade têm a brilhante ideia de passar uma noite no comboio fantasma, quando assistem a um assassinato a sua aventura torna-se mais complicada, e a diversão ira-se tornar a sua sepultura.

O nosso vilão parece um macaco albino do mítico filme “The Time Machine”, mas gostei aquela pequena sugestão de zoofilia, que acaba por lhe dar outro charme.

O filme demora o seu tempo arrancar, passamos quase 40 minutos há passear pela feira de diversões com as personagens principais, até ao momento que tomas a decisão de ficar no comboio fantasma o filme arranca finalmente para as mortes. A falta de sangue foi algo que me surpreendeu, mas a justificação de Hooper foi brilhante, ele não quis usar sangue por usar, não queria um filme de “gore”, queria fazer mais um suspense/horror e assim esperava que as pessoas se lembra-se do filme, e não porque tínhamos um banho de sangue que tanto estava da voga naquela época, basta lembrar o filmes Italianos da mesma época,

Lawrence Block o argumentista do filme foi buscar muita inspiração ao filme “Nightmare Alley” chegado a usar o nome de uma das personagens de esse filme, acabou por escrever o argumento para o Capitão América de 1990 e desapareceu do cinema, ele insistiu que queria o Hooper a realizar este filme, o estúdio estava reticente pois o último trabalho dele foi o “Salem’s Lot” nada haver com o filme que aqui falo.

O final do filme é tenso mas acaba por ficar estragado pela morte do nosso vilão, uma morte sem qualquer nexo e muito mal orquestrada,

Curiosidades vindas dos extras o vilão era um artista de rua contratado para este filme, após isso acabou por fazer mais uns 5 filmes, parece que a sua carreira foi curta, e Kevin Conway é o melhor actor de todo o filme acaba por fazer três personagens dentro da feira, é impossível ficar indiferente, ao ambiente que ele cria para as suas diversões, entre o “Who will dare to face the challenge of the Funhouse? Who is mad enough to enter that world of darkness? ; “Alive, Alive Alive.. It’s Alive!!”

The Funhouse chegou a entrar para a mítica lista de Video Nasties no Reino Unido não se percebe bem a sua razão visto que o filme não é minimamente violento, mas não chegou a ficar muito tempo na lista.

P.s. – Há dois dias atrás o blogue fez 3 anos!! A falta de tempo/preguiça e outros factores não tenham permitido mantê-lo tão activo como gostava mas nunca o irei deixar morrer. Para festejar o aniversário do blogue tive a oportunidade de apanhar a box “The Blind Dead Collection” do Amando  de Ossorio a um bom preço, logo como é óbvio que os filmes irão passar aqui brevemente

Reazione a catena [1971]

Fotografia0037

“I make horror movies. My aim is to scare people yet I’m a fainthearted coward. Maybe that’s why my movies turn out to be so good at scaring people”

Mestre Mario Bava

Mais um filme de Bava que aterrou na minha caixa do correio no principio de este mês, quis o destino que só o consegui-se ver no final do mesmo, mas como na vida mais vale tarde que nunca e por Reazione a Catena valeu a espera e demora.

Antes de falar sobre o filme quero só deixar aqui uma palavra de apreço ao artwork que a Arrow Video apresenta neste Blu-Ray simplesmente genial, numa única imagem consegue inserir vários elementos no filme.

Reazione a catena é conhecido por ser provavelmente o pai do “slasher” e foi com essa ideia que comecei a ver o filme, mas nos primeiros cinco minutos parecia que se ia tornar num “giallo” mas Bava surpreende novamente e apresenta-nos logo o assassino para o matar de seguida.

Se nos slashers convencionais temos um assassino que mata e desbrava tudo que lhe aparece pelo caminho, Reazione a catena consegue sobressair-se de uma forma genial.

Para tal conta com um argumento maravilhoso Dardano Sacchetti que junta a ideia de várias personagens que por motivos diferentes desejam ser donos da “baía” que pertencia a condessa assassinada no inicio do filme e para chegarem a tal objectivo não se importam de matar quem lhes aparecer a frente.

Reazione a catena tem todos os elementos de um bom “slasher”, mortes em massa, são 13 em menos de 85 minutos uma delas ficou marcada por ter sido “copiada” para o filme Sexta Feira 13 II, jovens inocentes com o libido em alta para termos a rapariga que corre semi-nua a fugir de um dos nossos assassinos, até ao final mais surpreendente que tive oportunidade de ver recentemente em filmes de terror.

Neste filme como em todos que tive oportunidade, é possível  ver todo o talento que  Bava usava atrás das câmaras,os close ups, as cores algo que é explicado de uma forma muito interessante por Gianlorenzo Battaglia que também merece o seu destaque.

Em termos de curiosidades o Blu-Ray traz alguns extras interessantes, a entrevista com Gianlorenzo Battaglia algo que já referi em cima e também uma entrevista com Dardano Sacchetti argumentista que teve a oportunidade de trabalhar com os três grandes realizadores de terror italianos: Argento , Bava e Fulci deixando pequenas curiosidades sobre os mesmos.

Também fiquei a descobrir que Bava nunca se desejou “internacionalizar” ficando sempre por Itália, rejeitando sempre propostas tentadoras mesmo vindas por exemplo do produtor Dino De Laurentiis que por diversas vezes o quis levar para os Estados Unidos da América.

Bava Lives!

P.S. – Última nota para a banda sonora, Stelvio Cipriani fez um excelente trabalho deixo aqui um “pequena” amostra para se maravilharem, foi-me impossível não “cantar” a primeira música durante o dia todo..

Nota: 8/10