[VN #2] L’ultimo treno della notte – 1975

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História: Margaret e Lisa, são duas amigos da escola , ele decidem ir te comboio para Itália para passar o natal em casa da família da Lisa. Durante a viagem acabam por conhecer e provocar dois jovens delinquentes, após uma pequena coincidência eles todos acabam por partilhar uma cabine no último comboio para Itália..

Foram vocês que pediram mais um Video Nastie? Ora bem aqui está ele, o filme foi rejeitado pela primeira vez no Reino Unido em 76 quanto tentava chegar ao cinema, após toda a polémica há volta dos “video nasties” acabou por ser banido em 83, mas acabou logo por ser retirado no ano seguinte, só viu finalmente a luz do dia no Reino Unido em 2008 lançado em DVD pela grande Shameless Screen Entertainment, a minha versão é um blu ray da 88.

Night Train Murders é sempre comparado ao “The Last House in the Left” realizado por Wes Craven, mas para quem gosta de ser tão preciso, também se pode dizer que Craven foi beber inspiração ao The Virgin Spring de Bergman logo vamos ignorar qualquer ideia de ser uma cópia barata, claro que tem as suas parecenças é inegável rejeitar tal comparação mas na minha opinião acaba por ser melhor que o The Last House in the Left.

O filme passado na época de natal abre logo com uma cena de violência protagonizada pelos nossos vilões, ao fugirem da policia acabam por entrar no comboio onde irão encontrar as suas vitimas. Os primeiros 30 minutos de filme podem ser lentos, mas servem perfeitamente para construir suficiente suspense para o que está para vir.

Aldo Lado sabe construir bem o ambiente principalmente na segunda parte do filme quando as nossas personagens estão todas juntas, o suspense há volta do que pode vir acontecer é claustrofóbico e sufocante, o filme tem a sua violência física mas nunca mostra nada em excesso, a grande ideia será mesmo provocar uma violência psicológica. A forma como os nossos vilões são manipulados pela excelente “Lady in the Train” [Macha Méril] é simplesmente genial.

Night Murder Trains consegue facilmente o seu lugar da lista dos “nasties” e fico admirado que tenha saído da lista de uma forma tão abrupta, pois ainda hoje consegue causar calafrios, apesar de vivermos numa época em que matar uma pessoa parece cada dia ser algo comum e sem qualquer consequência para o seu infrator.

Next: Eaten Alive aka Death Trap

[Video Nasties #1] – Don’t Go Into the Woods.. Alone (1981)

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Quando era ainda um miúdo ouvia diversas vezes a malta a falar sobre filmes que tinha sido banidos em vários países, principalmente quando se falava do Cannibal Holocaust. Eu na minha inocência de criança sempre pensei que fosse mentira, que não ia haver ninguém que anda-se a ver filmes e bani-los do público em geral. Nunca haveria nenhum filme que seria tão brutal que fosse necessário bani-lo!

Mais tarde descobri a verdade, sim existem filmes banidos em vários países, alguns deles nunca verão a luz do dia, pois todas as suas cópias foram destruídas. Felizmente para os fãs de terror como eu muito deles estão hoje a ser re-lançados em versão melhoradas e cheias de extras para agrada-o de todos nós.

Decidi então fazer uma pequena pesquisa para saber quais foram os filmes que estiveram ou ainda estão banidos nos dias de hoje na Inglaterra. Ora o total de filmes banidos durante esta época de caça as bruxas foram de 72 filmes banidos, ficando mais conhecida a lista final dos 39 “malditos vídeos”, ora bem eu adoro uma boa polémica logo decidi meter a procura de todos os filmes banidos, podia-me ter ficado pelos 39, mas decidi aplicar-me aos 72! Hoje já consegui apanhar pelo menos uns 10 mas estou decidido a este ano dedicar a aumentar a minha coleção.

Sendo assim decidi partilhar aqui no blogue os que consegui apanhar, o primeiro que apresento aqui é o Don’t Go Into the Woods… Alone! a razão para este filme ter ser banido até 2007 só pode ter sido porque os censores tem bom gosto e queriam evitar que alguém gasta-se dinheiro numa coisa como estas, ora ele é mau, infelizmente é mesmo muito mau.

James Bryan é o homem por trás da câmara, o argumento foi escrito por Garth Eliassen que para grande surpresa minha só tem dois filmes associados a si no IMDB um talento raro como este devia ter espalhado a sua magia pelo mundo do terror/comédia/drama tudo o que quisesse.

O filme para começar não tem história nenhuma, mas a ideia geral seria, quatro amigos decidem ir acampar para a floresta, que deve ser maior que a Amazónia ou talvez mais pequena que o pinhal da Parede, mas isso fica ao gosto de cada um e acabam por ser perseguidos por um assassino. Ora personagens aleátorias vão aparecendo só para morrer, o nosso maníaco parece uma mistura de um homem do ferro velho com um selvagem saído do grande “The Hills Have Eyes”.

A montagem do filme é hilariante, ora está de dia ora está de noite no mesmo take. As personagens que vão aparecendo para morrer são qualquer coisa especial, a minha favorita será sempre a pintora de óculos de sol! Muita gente adorou o homem de cadeira de rodas. O filme consegue arrastar-se durante 1h20! Sem qualquer lógica ou razão para tanta morte aleatória, o culminar de um filme que não se percebe como viu a luz do dia acaba numa banda sonora simplesmente agonizante, estive por momentos prestes a tirar o som pois os meus ouvidos não aguentavam mais. O filme é simplesmente mau demais, mas quando estava a fazer o “rewind” na minha cabeça deu-me uma imensa vontade de rir.

Mas o melhor ainda estava para vir, nos extras do blu ray da 88films temos um documentário feito pelo próprio diretor sobre o seu filme.De inicio parecer querer cortar a responsabilidade de ter feito tal coisa que começa por agradecer ao “Peter Turner” por ter ajudado a lançar este filme. Ora fiquei com a ideia que ele estava mais a corta-se a si mesmo do filme.

O documentário de quase 50m é novamente um momento de diversão involuntária, entre as entrevistas com os actores que admitem que não sabem representar, ao momento que o compositor da banda sonora mais horrorosa que ouvi na minha vida disser que trabalhou para grandes empresas de videojogos onde emprestou o seu talento para fazer bandas sonoras, terminamos com o realizador a gabar-se que o seu filme esteve nos cinema com o E.T..

O melhor como sempre fica guardado para o fim, o director admite que o filme é mau mas a sua ideia sempre foi essa.

Admito que não aconselho este filme a ninguém mas se alguém tiver a coragem de o fazer, não se esqueçam a televisão tem a opção de tirar o som e melhor se optarem pelo blu ray da 88Films o documentário vale pelo filme todo.

 

I Frati Rossi [1988]

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Recentemente encontrei uma pessoa que também tem um grande apreço pelo horror, mais precisamente pelo horror italiano de culto, Argento/Fulci, Bava e etc. Numa conversa sobre as nossas coleções ele afirmou que tinha uma cópia em DVD do filme I Frati Rossi [aka The Red Monks] do Fulci. Bem eu na minha memória quase que me lembrava de todos os filmes do padrinho do gore, mas nunca tinha ouvido falar de tal filme, claro que lhe pedi emprestado e hoje posso afirmar que o filme não tem qualquer influência ou mesmo qualquer relacionamento com o Fulci, a única parte em que o Fulci esteve envolvido no filme foi na capa onde aparece o seu nome. Graças ao livro “Splintered Visions” do Troy Howard consegui tirar essa dúvida a pratos limpos.

Para quem tem curiosidade o que se passou foi, em 1988 Antonio Lucidi e Luigi Nanneirini contrataram Fulci para realizar alguns filmes e ao mesmo tempo colocar o seu nome em outros tantos. Bem depois de se envolver em dois filmes decidiu que aquilo não era para ele, infelizmente o contrato já estava assinado logo o seu nome ficou sempre associado a pelo menos 5 filmes incluído este The Red Monks. Fulci chegou a ser associado como produtor executivo e responsável pelos efeitos especiais, bem não é preciso ser fanático pelo padrinho do gore para perceber que isso nunca aconteceu.

Mas deixando a história de bastidores de lado e falando sobre o filme em si. A história do filme é básica e demasiado batida, é uma tentativa de voltar aos filmes góticos dos anos 60. Ora um milionário apaixona-se por uma rapariga que por acaso estava a trespassar a sua propriedade, e decide-se casar com ela. Na primeira noite de núpcias e nas seguintes ele rejeita-a sexualmente pois fez um acordo com um culto para a sacrifica-la, e eles necessitavam de sangue virgem.

Existem muitos filmes maus que conseguem ser bons, outros tornam-se de culto mesmo fazendo pouco sentido, bem Red Monks nunca se vai tornar isso tudo. Os primeiros 5minutos de filme da-nos uma amostra para o que nos espera, a fotografia do filme é limpa e mais parece uma produção de televisão, temos um aranha que persiste aparecer no filme mas até na loja do chinês compra-se hoje qualquer coisa mais real. Os Red Monks parecem-se um pouco com o KKK.

O director a meio do filme não parece saber o que fazer para continuar alongar o mesmo, decide meter de meia em meia hora umas mamas de fora para tentar cativar a atenção do espectador mas já é tarde, essa já saiu pela porta fora há muito tempo.

Red Monks vai sempre ter o nome de Fulci ligado a sua história, mas com os tempos de hoje facilmente sabemos que isso nunca aconteceu, ou seja a menos que encontrem o filme a £1 e não tenha melhor que fazer percam tempo com isto, se não procurem um filme do mestre e vejam, pelo menos sabem que o tempo é bem passado.