[Especial Motelx 2015] 5º Turbo Kid [2015]

motelx_turbo_kidNas ruínas de um futuro pós-apocalíptico imaginado de 1997, um adolescente órfão chamado “the kid” dedica o seu tempo à procura de relíquias nos escombros. Um dia encontra uma rapariga misteriosa. Mas enquanto se conhecem, ela é raptada pelo tirano Zeus, também responsável pela morte dos pais de “The Kid”. Destruir Zeus para vingar a morte dos seus pais e salvar a rapariga dos seus sonhos torna-se a sua missão.

Produzido por Jason Eisener («Hobo with a Shotgun») e Ant Timpson, «Turbo Kid» – baseado num segmento concorrente a «ABCs of Death», produzido por Timpson –, estreou este ano em Sundance e a sua sensibilidade romântica gore fê-lo ganhar o prémio do público no SXSW Film Festival.

Sessão 1 – Quarta-feira, 9 Setembro 2015 às 16h30 Sala Manoel de Oliveira

Sessão 2 – Sexta-feira, 11 Setembro 2015 às 00h15  Sala Manoel de Oliveira

Estão dois filmes na programação do Motelx de este ano que me deixam com um entusiasmo fora do normal, um deles é o The Green Room do Jeremy Saulnier que fez o fantástico “Blue Ruin” , e o outro era o Turbo Kid. Para grande felicidade minha este estava disponível para aluguer no site oficial, por uma mínima quantia de £3.50 pode-se ver esta fantástica obra prima de gore, ficção cientifica e claro homenagem descarada a todas as grandes obras dos anos 80.

A nostalgia dos anos 80 está cada vez mais presente dos filmes de hoje, alguns não escondem as suas tendências e simplesmente imitam algo que já foi feito, outros tentam dar-lhe um pouco de originalidade mesmo mantendo aquele tom de clássico oitocentistas.

Turbo Kid faz exatamente isso, não inventa a roda em termos de argumento mas dá-lhe um toque mágico, começando na personagem principal, passando pelos dois vilões Zeus e Skeletron, são razões mais que suficientes para não ficar ficar indiferente a este filme, claro que para mim o grande destaque vai Skeletron com as suas serras fatais que nos proporcionam momentos de gore exagerado como um bom fã de terror gosta. Aquela mascara de Sexta Feira 13 meets Mad Max 2 é simplesmente genial.

Turbo Kid respira e inspira nostalgia e provavelmente muita gente vai torcer o nariz as cenas exageradas de violência, mas se conseguirem ultrapassar esse pequeno pormenor será uma diversão sem limites. Para mim não mudaria um minuto do filme.

Se não tiverem a oportunidade de ir ao Motelx passem por aqui e apoiem este projecto pois ele merece : http://turbo-kid.com/

[Especial Motelx 2015] 3 & 4 – Everly [2014] & Burying the Ex [2014]

motelx_everlyApesar de ser a época de Natal, o mundo de Everly desaba defronte dos seus olhos. Depois da acompanhante de luxo decidir virar-se contra o seu chefe mafioso Taiko e tornar-se informadora para a polícia. Taiko reage, prometendo oferecer recompensa a quem matar Everly e a sua família.
Rapidamente, todos os criminosos da cidade querem tentar a sua sorte. Todas as capacidades de Everly serão agora postas à prova, neste ataque quase interminável de assassinos à sua pessoa. O realizador de «Wrong Turn 2» e «Knights of Badassdom», traz-nos agora um filme que junta terror com acção altamente estilizada, numa história que, apesar de se passar quase toda num apartamento, não poupa nas mortes e no sentido de humor negro. One woman show da quase cinquentona Salma Hayek.

Sexta-feira, 11 Setembro 2015
00h15 Cinema São Jorge ,Sala Manoel de Oliveira

 

Estava familiarizado com o trabalho de Joe Lynch na série Holliston nem fazia a mínima ideia que já tinha realizado filmes antes, logo fui totalmente de mente aberta para este filme,

A história como está descrita na sinopse é prática e simples, os primeiros 30 minutos de filme são demolidores em termos de acção, tiros e sangue mas num festival dedicado ao terror não percebo onde o filme de poderá enquadrar pois ele não existe em parte nenhuma,

Com alguma perda de gás depois da primeira meia hora, o filme parece por vezes tentar dar um toque “Tarantino” naquelas tentativas de prestar homenagens a outro tipo de filmes, por exemplo saltou-me logo a cabeça o Lady Snowblood.

Salma Hayek continua igual a si própria, certamente que não está neste filme pela sua qualidade como actriz, duvido que o filme vá ter grande aceitação no festival.

motelx_burying_the_ex1Max é um tipo simpático que trabalha numa loja de adereços de Halloween. A sua belíssima namorada, Evelyn, é uma eco-activista que lhe dá pouco espaço de manobra. Cometem o erro de irem viver juntos, o que torna Evelyn numa pessoa ainda mais manipuladora. Max apercebe-se que cometeu um erro, mas há um problema: ele tem pavor de acabar a relação com ela. O destino intromete-se e Evelyn morre num acidente, deixando Max solteiro e disponível. Entretanto conhece Olivia, que é muito parecida com ele e pode muito bem ser a sua alma-gémea. Só que Evelyn, mesmo morta, não vai desistir assim tão facilmente.

Cinco anos depois de «The Hole», o Mestre do Terror Joe Dante regressa ao género que conhece como ninguém: a comédia romântica de terror.

Quinta-feira, 10 Setembro 2015

19h15 Cinema São Jorge ,Sala Manoel de Oliveira

Falar de Joe Dante é relembrar toda a nossa infância e filmes como Piranha, Howl mas para mim principalmente de Gremlins, quem não se lembra das três regras que não podem ser quebradas, naqueles bonecos “fofos” que se tornavam diabólicas para o meio do filme, dá sempre aquela sensação de nostalgia.

Ver Joe Dante a fazer filmes como Burying the Ex só pode ter uma justificação, pagar as contas ao final do mês. Este é daqueles tipo de filmes simpáticos que até nos fazem sorrir em algumas partes, mas nunca passam nisso, provavelmente daqui a uns anos até o vamos ver a passar num canal televisivo numa tarde perdida no meio de uns programas de verão,

A história de uma namorada morta voltar a vida, fez-me logo lembrar o Life After Beth um dos filmes mais penosos que vi o ano passado. Burying the Ex consegue ser melhor que o filme anterior a milhas, mas não o faz um bom filme, simplesmente não vai deixar marcas a menos que a Alexandra Daddari tivesse mostrado novamente algo mais como fez no True Detective,

Se conseguirem passar os primeiros vinte minutos e sobreviverem a irritante personagem Max são capaz de ter um filme que entretém, mas no final do dia não faz mais que isso.