Wyrmwood [2015]

wyrmwood-posterSe sou sempre o primeiro a criticar os filmes de terror que não são mais que uma cópia descarada de mil filmes iguais, serei sempre o primeiro a aplaudir ideias novas mesmo usando temas antigos,

Wyrmwood mostra que ainda existe por esse mundo fora fãs de terror que fazem filmes por paixão e não só pelo interesse monetário, os irmãos Kiah e Tristan Roache-Turner demoraram 5 anos a fazer este filme, com um orçamento minúsculo, conseguem apresentar um homenagem descarada ao Mad Max [não fossem eles australianos], passado pelo Dawn of Dead acabando no Braindead,

Com uma ideia de transformar Zombies em combustível precioso, Wyrmwood acaba por se sobressair por esse ponto, uma história simples e como não podia deixar de ser sem grandes explicações para a epidemia, temos aqui uma lufada de ar fresco para estes corpos em decomposição, com os zombies a serem feios, porcos e maus como mandam as regras.

A primeira versão do filme seria mais violenta e sanguinária, mas na primeira apresentação ao público as reacções não foram as melhores, sendo assim decidiram mudar um pouco a história e dar-lhe um toque de humor, que até acaba por funcionar bem, tirando algumas partes em que dá a ideia de ser um pouco forçado,

Este foi o primeiro filme de terror que vi este ano, e que bela maneira de começar! Agora que um dos irmãos Roache-Turner deixou o seu trabalho diário para se dedicar a sétima arte, esperamos que a sequela[o final do filme pede isso] chegue mais depressa que o primeiro filme, mas que mantenha-a a qualidade do primeiro.

Hammer!!

Fotografia0143Aqui está ela! A minha linda box da Hammer, quase duas semanas de espera, devido aos correios ela chega finalmente! Com grandes filmes e outros talvez nem tanto, não vejo a hora de mergulhar no mundo da Hammer, que felizmente para qualquer fã de terror voltou timidamente ao cinema, mas com resultados para já prometedores.

“A collection of 20 classic horror films from the Hammer film studios: ‘Blood From the Mummy’s Tomb’ (1971), ‘Demons of the Mind’ (1972), ‘The Devil Rides Out’ (1968), ‘Viking Queen’ (1967), ‘Dracula, Prince of Darkness’ (1966), ‘Fear in the Night’ (1972), ‘Frankenstein Created Woman’ (1967), ‘The Horror of Frankenstein’ (1970), ‘The Nanny’ (1965), ‘One Million Years BC’ (1966), ‘Plague of the Zombies’ (1966), ‘Quatermass and the Pit (1967), ‘Rasputin, the Mad Monk’ (1966), ‘The Reptile’ (1966), ‘The Scars of Dracula’ (1970), ‘She’ (1965), ‘Slave Girls’ (1967), ‘To the Devil a Daughter’ (1967), ‘The Vengeance of She’ (1968) and ‘The Witches’ (1966).  “

Mês 2 – Compras

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Sim a imagem está torta, a fotografia é uma porcaria [estes tablets prometem muito mas depois..] mas o que importa aqui é mostrar o que se comprou.. adiante

Rage Against The Machine – Killing in the Name Of ; Guerilla Radio dois singles para fazerem companhia a minha discografia quase completa de uma das bandas mais politicas do último século, provavelmente existem mais bandas com  mais qualidade musical e conteúdo politico que os RATM, mas para mim RATM será sempre aquela banda que não cansa, aquela banda que podemos ouvir todos os dias, e não nos cansamos. Tive aquela oportunidade de os ver ao vivo num festival de verão quando se juntaram para ganhar uns trocos, mesmo sem aquela energia que os caracterizava no inicio da sua carreira, foi um concerto marcante para mim. Falando sobre os singles até recentemente ignorava completo tal “moda” de ter tudo, desde demos, DVD’s de concertos ou aquele bootleg, mas quando temos como extra a mítica música Fuck the Police no single Guerilla Radio ainda por cima com o preço de £1 merece vir directamente para a minha estante.

Mastodon é uma das bandas do momento, existem pessoas que já os comparam como os substitutos dos Metallica nas lides do “metal” quando eles finalmente decidirem arrumar as botas, na minha opinião pessoal não tem ainda carisma suficiente para tanto mas qualidade pelo menos não lhes falta. Conheci Mastodon ironicamente num concerto de Metallica, na altura o talento musical de Troy Sanders para cantar ao vivo era digno de filme de terror, após aquele pobre espectáculo não tinha grande curiosidade em os ouvir, um dia na revista Loud! destacavam novamente a banda, decidi dar-lhe uma segunda oportunidade. Remission foi a minha escolha, que álbum fantástico ainda hoje me surpreende quando o oiço. Ainda na memória com essa qualidade quando encontrei Crack The Skye, Blood Mountain e Once More ‘Round the Sun, novamente a um bom preço, não hesitei em comprar, mesmo sem nunca ter ouvido os dois primeiros. Até agora não me surpreenderam, mas por vezes são álbuns difíceis de digerir as primeiras audições, Once More ´Round the Sun já o tinha ouvido no ano passado não surpreende como o Remission ou o Leviathan mas não deixa de cumprir o seu objectivo.

Secret of the Moon – Stronghold Of The Inviolables fazer black metal fora das “regras” ou seja gravar dentro de uma caverna, colocar corpse paint e falar sobre o grande senhor Lúcifer é perigoso para qualquer banda, SOTM desafiam essas tendências, uma banda que infelizmente já sofreu imensas mudanças de elementos acaba pelo bem e pelo mal, influenciar as suas tendências músicais, Stronghold of the Inviolables não tem nenhuma música marcante como os últimos álbuns que eles lançaram, mas é um começo de uma banda que hoje me surpreende a cada lançamento que 2015 seja o regresso a mais uma surpresa.

Sigh – Hangman’s Hymn aplica perfeitamente aquilo que falei sobre o SOTM, banda com mais de 25 anos de carreira, começou pelo black metal da “caverna” até que decidiu dar um pontapé na monotonia e lançar-se numa onda mais “avant-garde” e que maravilha, este álbum é uma dose de loucura que não se pode explicar. Músicas como “In Devil’s Arms ” , “Dies Iræ/The Master Malice ” representam o melhor de um metal sinfónico, com alguns guturais com doses de completa anarquia. Sigh ao contrário de SOTM tiveram bem activos nos últimos anos, mesmo com bons álbuns como Scenes of Hell falta-lhes aquele “je ne sais quoi” de Hangman’s Hymn.

Provavelmente até ao final do mês ainda vai entrar mais um ou outro CD, se valerem a pena mostrarei aqui no blogue. Atrás dos cd’s está a minha linda box dos Blind Dead, mas em principio amanhã chegara a minha melhor compra de este mês..

Fiquem atentos!

The Funhouse [1981]

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“Pay to get in. Pray to get out!”

Numa altura que acabou o American Horror Story : Freak Show com uma das melhores audiências de sempre desde que a série começou, nada melhor que fazer um pesquisa pelo catalogo da Arrow Video e encontrar mais um filme perdido de Hooper, neste caso o Funhouse.

The Funhouse é um típico filme dos anos 80, os clichés estão todos lá, miúdas a mostrar os seios passado 5 minutos de filme, tributos a outros filmes, e mortes ridículas. O inicio é uma delicia, aquele momento Halloween meets Psycho está sem dúvida magnifico para mim foi a melhor sequência do filme.

A história do filme não se torna básica demais, não estamos perante um argumento do melhor que já se viu, mas serve o seu propósito. Dois jovens casais de namorados na sua tenra idade têm a brilhante ideia de passar uma noite no comboio fantasma, quando assistem a um assassinato a sua aventura torna-se mais complicada, e a diversão ira-se tornar a sua sepultura.

O nosso vilão parece um macaco albino do mítico filme “The Time Machine”, mas gostei aquela pequena sugestão de zoofilia, que acaba por lhe dar outro charme.

O filme demora o seu tempo arrancar, passamos quase 40 minutos há passear pela feira de diversões com as personagens principais, até ao momento que tomas a decisão de ficar no comboio fantasma o filme arranca finalmente para as mortes. A falta de sangue foi algo que me surpreendeu, mas a justificação de Hooper foi brilhante, ele não quis usar sangue por usar, não queria um filme de “gore”, queria fazer mais um suspense/horror e assim esperava que as pessoas se lembra-se do filme, e não porque tínhamos um banho de sangue que tanto estava da voga naquela época, basta lembrar o filmes Italianos da mesma época,

Lawrence Block o argumentista do filme foi buscar muita inspiração ao filme “Nightmare Alley” chegado a usar o nome de uma das personagens de esse filme, acabou por escrever o argumento para o Capitão América de 1990 e desapareceu do cinema, ele insistiu que queria o Hooper a realizar este filme, o estúdio estava reticente pois o último trabalho dele foi o “Salem’s Lot” nada haver com o filme que aqui falo.

O final do filme é tenso mas acaba por ficar estragado pela morte do nosso vilão, uma morte sem qualquer nexo e muito mal orquestrada,

Curiosidades vindas dos extras o vilão era um artista de rua contratado para este filme, após isso acabou por fazer mais uns 5 filmes, parece que a sua carreira foi curta, e Kevin Conway é o melhor actor de todo o filme acaba por fazer três personagens dentro da feira, é impossível ficar indiferente, ao ambiente que ele cria para as suas diversões, entre o “Who will dare to face the challenge of the Funhouse? Who is mad enough to enter that world of darkness? ; “Alive, Alive Alive.. It’s Alive!!”

The Funhouse chegou a entrar para a mítica lista de Video Nasties no Reino Unido não se percebe bem a sua razão visto que o filme não é minimamente violento, mas não chegou a ficar muito tempo na lista.

P.s. – Há dois dias atrás o blogue fez 3 anos!! A falta de tempo/preguiça e outros factores não tenham permitido mantê-lo tão activo como gostava mas nunca o irei deixar morrer. Para festejar o aniversário do blogue tive a oportunidade de apanhar a box “The Blind Dead Collection” do Amando  de Ossorio a um bom preço, logo como é óbvio que os filmes irão passar aqui brevemente