Amsterdamned [1988]

ames

Amsterdamned de Dick Maas é uma surpresa agradável, um policial feito há moda antiga que não fica nada atrás das produções americanas.

Maas aproveita e bem toda a capacidade da cidade de Amesterdão e cria um assassino que usa os canais da cidade para fazer as suas vitimas, quantas vezes podemos ver isto num filme? Poucas certamente.

Amsterdamned tem tudo o que um bom policial precisa, um assassino em série, um policia que não tem medo de enfrentar qualquer perigo, e para concluir temos uma perseguição de barco cheia de adrenalina.

O final como não podia deixar de ser acaba por ser diferente do que se espera, mas para mim acabou por ser pouco satisfatório, pareceu demasiado forçado.

Para quem estiver interessado em adquirir este filme a Shameless-Films [http://www.shameless-films.com/shop/Amsterdamned.html] tem uma excelente edição que espero brevemente adicionar a minha prateleira.

 

 

Anúncios

Starry Eyes [2014]

 

starry-eyes-poster

Sinopse: “Determinada a conquistar o seu lugar em Hollywood, Sarah, uma jovem aspirante a actriz, passa os seus dias entre o emprego como criada num restaurante, o convívio com os seus amigos artistas (e concorrentes) e idas a castings na esperança que chegue a sua grande oportunidade. Após uma série de estranhas entrevistas para uma bizarra produtora, Sarah consegue o papel principal num filme. Mas esta oportunidade traz consigo um preço, que irá transformar Sarah, física e mentalmente, em algo belo e terrífico.

Do mesmo produtor de «Cheap Thrills» (MOTELx 2013), este filme da dupla Dennis Widmyer e Kevin Kolsch é uma história sobre ambição, possessão e o verdadeiro preço da fama.”

Ainda ando a vasculhar a programação do Motelx 14, como em regra geral não acompanho sites de noticias e etc,nunca sei o que se passa no mundo do terror logo nada melhor que consultar os programas dos festivais.

Falando sobre o filme em si, temos aqui mais um filme com dupla personalidade. Um filme que explora o satanismo tema que começa novamente a ganhar novo fôlego, depois de ter tido tão usado e bem sucedido nos anos 70, mas que não se consegue deslocar de forma alguma de uma colagem ao “Rosemary’s Baby” .

Mesmo com a colagem mais básica o filme tem as suas virtudes, principalmente no desenvolvimento das personagens, onde cada um dos protagonistas consegue mostrar o que de pior o ser humano tem para oferecer.

Acaba por ser uma estreia agridoce mas ao mesmo tempo prometedora por vezes é melhor começar por um produto já usado para mais tarde oferecer algo mais vistoso.

 

The Guest [2014]

THE GUESTNotas Soltas:

  • Adam Wingard está a prometer um bom futuro
  • Os fanboys de Argento / Carpenter começam a dar a costa e os tributos não param de aparecer
  • As bandas sonoras “retro” anos 80 começam a ganhar novo protagonismo
  • O final do filme ainda vai ser muito discutido
  • Para finalizar é bom ver finalmente um filme como tanto “alarido” a merecer esse destaque

Open Windows [2014]

open_windows_ver4_xlg

O género de terror em 2014 teve em alta, muita oferta mas nem sempre com qualidade. Já falei sobre os filmes que mais ansiava ver neste novo ano, agora sobram aqueles que as expectativas eram baixas mas a curiosidade era elevada.

Open Windows é um filme de Nacho Vigalondo um realizador espanhol que começou a ganhar o seu protagonismo com curtas metragens, a sua primeira longa foi o delicioso Los cronocrímenes um filme sobre viagens no tempo, após esse sucesso volta um pouco as curtas lança pelo meio o Extraterrestrial um filme pouco compreendido pelo grande público. Finalmente com uma produção espanhola-americana apresenta-nos “Open Windows”.

Open Windows tem tudo para ser a tábua de salvação para o já morto “found footage” em vez de termos uma câmara que treme a qualquer momento temos aqui um acesso as novas tecnologias que podem ser facilmente pirateadas, desde portáteis, telemóveis ou mesmo câmaras de segurança, elementos mais “seguros” que podem dar “asas” a esse estilo, algo que eu espero que não aconteça, mas isso deve-se ao meu ódio de estimação pelo “found footage”.

Este filme tinha tudo para ser um boa surpresa, os primeiros 30 minutos passam-se num ápice, percebemos os perigos que os fãs mais “fieis” podem causar aos seu ídolos, como percebemos que a curiosidade doentia que por vezes temos sobre as estrelas de filmes ou de qualquer outro meio pode-se tornar demasiado perigosa.

O problema de Open Windows é mesmo a confusão de argumento, a ideia era sem dúvida original e brilhante mas acaba por ser perder na tentativa de surpreender o espectador, só nos últimos 15m temos pelo menos 3 tentativas de”twists” que acabam por tirar todo o ritmo ao filme.

Open Windows esteve na edição de este ano do Motelx 2014, Nacho Vigalondo mostra a sua versatilidade em fazer qualquer género de cinema, mas espero que não se volte a precipitar no seu próximo filme, por vezes um maior orçamento trás mais problemas que vantagens.