Biyeolhan geori [2006]

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O Motelx já acabou por isso nada melhor que fazer um pausa aqui no blogue de filmes de terror e ver um filme coreano de gangsters.

Biyeolhan geori [A Dirty Carnival] conta-nos a história de Byung-du um gangster que está estancado na sua carreira de mafioso, sim porque os mafiosos também tem estes problemas de progressão da carreira. O seu mentor não lhe confia grandes trabalhos e simplesmente usa-o para pequenos trabalhos sem grandes rendimentos, com uma mãe doente, e irmãos para sustentar Byung-du acaba por se comprometer com o presidente do seu grupo para se livrar de um procurador de justiça que se está a tornar demasiado incómodo.

Os seus problemas começam quando o seu antigo colega de escola Min Ho aspirante a realizador, decidi entrar em contacto com Byung-Du para lhe pedir para o seu filme, entrevistando alguns gangsters do seu grupo para ter material parara o seu filme de estreia,

Os filmes coreanos por regra geral são originais, as suas histórias trazem sempre surpresas e grandes actuações, mas também se podem tornar monótonos e repetitivos.

A Dirty Carnival acaba por cair exactamente nesse cliché, o gangster que tem sentimentos, aquele que tem família, aquele que nem queria ser “bandido” mas acaba por ser por força das circunstancias,

O filme não será uma desilusão total, pois tem boas lutas, a história por muito repetitiva que seja acaba sempre por nos agarrar até ao fim, e claro que o final mesmo que previsível deixa-nos sempre surpreendidos para os mais novatos nestas andanças. Infelizmente já existem centenas de filmes coreanos iguais a este.

[Especial Motelx 2014] Honeymoon [2014]

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Sinopse: “Os recém-casados Paul e Bea viajam até um lago remoto, para aí passarem a sua lua-de-mel. Uma noite, pouco depois de chegarem, Paul encontra Bea a vaguear desorientada no meio da floresta. À medida que ela se torna mais distante, com um comportamento cada vez mais errático e estranho, Paul começa a suspeitar que há algo de sinistro no local e que o que se passou não foi um mero episódio de sonambulismo. O manto do terror cobre lentamente sobre o romance.
 
Tendo estrado no SXSW Film Festival, a primeira longa-metragem da realizadora Leigh Janiak traz-nos uma íntima visão do terror no feminino, inspirada nas obras de Roman Polanski onde o terror nasce no interior dos protagonistas.

Honeymoon não é um filme de terror convencional, é uma viagem lenta de 1h30 mas ao mesmo tempo absorvente que não nos deixa tirar os olhos do filme por nenhum segundo.

Falar sobre este filme sem desvendar bocados da história é impossível, Honeymoon entra no lote restrito do “vejam sem medo”, pois quando menos souberem do filme mais surpreendente vai ser.

Cheguei a temer o pior quando vi o casal a isolar-se numa cabana e a meio do filme alguém disse  “vão-se embora, não fiquem aqui” o cliché mais usado em todos os filmes de terror,

Mas Honeymoon vive dos seus actores Paul [Harry Treadaway] e Bea [Rose Arbuthnot-Leslie] estão com uma química tão intensa que por momentos parece que estamos a confundir a realidade com a ficção, seja nos momentos mais íntimos ou nos momentos finais,

O filme desenvolve-se lentamente mas todos os segundos são preciosos para o final que para muitos pode ser pouco satisfatório, para mim foi suficiente, a fazer lembrar o tempo em que os filmes deixavam os finais a nossa imaginação, e não a piscar os olhos as 1000 sequelas.

Honeymoon como quase todos os filmes de terror actuais vai beber um pouco as influencias dos anos 70/80’s.  Por momentos a mim chegou-me a lembrar uns primórdios de Cronenberg mas sem metade do talento do canadiano obviamente.

Um boa surpresa quando estava já a ficar desesperado por encontrar um bom filme da programação do Motelx de este ano.

[Especial Motelx 2014] Almost Human [2013]

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Sinopse: Mark Fisher desapareceu de forma misteriosa há dois anos, sob um intenso feixe de luz azul intensa. O amigo Seth Hampton foi a última pessoa a vê-lo. Uma série de macabros e violentos homicídios leva Seth a crer que Mark regressou, estando de algum modo relacionado com os eventos, e que trouxe com ele algo muito sinistro.

 Com uma aura retro que remete para o terror de ficção científica dos anos 80, com o gore orgânico e encher o ecrã de sangue, «Almost Human» é primeira longa de Joe Begos, que teve o privilégio de trabalhar como estagiário do mestre Stuart Gordon, vindo a ser director de cena de “Nevermore” e “Re-Animator: The Musical”. Estreia mundial no Toronto International Film Festival.

No momento que escreveu este artigo o Motelx 2014 já começou. Como em todos os anos espero que esteja a ser um sucesso estrondoso e que se realize durante anos e anos.

Regresso com o Almost Human um filme que não foge ao clichés mais recentes de ir buscar as influencias dos anos 80 para tentar fazer sucesso.

Joe Begos inteligentemente vai buscar influencia aos sci-fis dos anos 80 aproveitando esta onda de paixão pelo retro que ultimamente tem andado no ar.

Almost Human é um filme de baixo orçamento logo tudo a volta do mesmo parece feito de forma amadora. A única parte que talvez se destaque neste filme retro é mesmo os efeitos de gore, novamente a fazer lembrar os anos 80 em que o uso e abuso de sangue e tripas era permitido.

Almost Human até tem 25m iniciais de algum interesse mas acaba simplesmente por se tornar aborrecido e demasiado repetitivo.

[Especial Motel X 2014] Wolf Creek 2 [2013]

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Sinopse: Atraído pela promessa de umas férias na Austrália, o estudante britânico Paul visita a Cratera de Wolf Creek, mas a sua aventura de sonho vai dar lugar a uma realidade horrífica quando se cruza no caminho do psicopata Mick Taylor. Ao constatar a verdadeira extensão da monstruosidade de Mick, a única hipótese de sobrevivência de Paul é tentar ser mais esperto do que o homem por detrás do monstro.

Oito anos depois do «Wolf Creek» original, e depois de dirigir um filme de crocodilos («Rogue», MOTELx 2009), Greg McLean traz de volta o infame Mick Taylor. Desta vez, o assassino assume o papel de protagonista desde o prólogo, adicionando-se algum humor (muito negro e sangrento) à narrativa.

Exibição:

Qui 11 · 16h30
Sala Manoel de Oliveira

Oito anos passaram desde o primeiro “Wolf Creek”, uma experiência que nunca mais me vou esquecer. O ano era 2005/6 já havia acesso a filmes como há hoje mas não de uma forma tão directa, logo existe um vídeo clube chamado “Blockbuster” numa tarde com amigos decidimos ir alugar um filme, com a minha mania de ser alternativo e na altura corria um burburinho a volta de “Wolf Creek” levei a minha avante e contra todos trouxe o filme para casa.. até hoje nunca ninguém me perdoou o tempo que perdemos a ver o mesmo.

Admito que não me lembro nem de um minuto do primeiro filme, logo é normal que a minha expectativa para ver o segundo fosse pouco ou nenhuma.

Wolf Creek 2 é um slasher/hunter vamos lhe chamar assim, vamos inventar novos nomes para parecer que o filme trás algo de novo ao mundo de terror.

Na sinopse roubada gentilmente ao Motelx dá-nos a ideia que vamos ter um filme com só duas personagens, mas antes de isso Mick faz questão de deixar alguns corpos para trás, antes de entrar num jogo de tortura com Paul.

Mick Taylor carrega o filme as costas com o seu humor negro e racista, e por vezes a fazer-me lembrar o meu vilão favorito de todos os tempos Freddy Krugger.

Wolf Creek 2 ao contrário do primeiro deixa-me lembranças, e hoje nem necessitamos de um vídeo clube para o vermos.