The Purge: Anarchy [2014]

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Existem alguns filmes que quando acabamos de ver a sequela pensamos sempre “porque é que não ficaram só pelo primeiro?”, ou mesmo aqueles que são no inicio uma trilogia e que acabam por se tornar um franchise sem fim. Quantas pessoas desejaram que o Saw tivesse terminado no primeiro ? Ou mesmo no terceiro. Quantas vezes dei por mim a perguntar porque saiu o Scream IV. Ou porque é que não deixaram descansar o Jason, ou mesmo o Leatherface.  Mas no mundo cinematográfico quem se preocupa com os espectadores? Ninguém, o filme faz sucesso das bilheteiras vamos então fazer mais e mais até rebentar com a ideia.

The Purge já rebentou, se ainda o ano passado eu falava do primeiro que estava a ir por um bom caminho mas se perdeu no final, a sua sequela infelizmente perde-se logo no inicio e a pouca originalidade do argumento é gritante.

James DeMonaco provavelmente foi pressionado a fazer a sequela, os fãs pediram, os estúdios pediram e o dinheiro acaba sempre por falar mais alto.

Então o que sobra no meio de tanta critica negativa sobre este filme? Primeiro a história se no primeiro filme a acção passava-se quase basicamente dentro de uma casa a fazer lembrar um pouco os “home invasions” clássicos com um toque de violência, aqui temos menos violência mas uma cidade inteira a matar tudo o que se mexe. Óbvio que também temos o herói que vai salvar o dia [neste caso a noite], e claro a mensagem clássica dos “ricos são maus, os pobres são uns desgraçados”.

DeMonaco critica novamente de forma explicita o abuso de armas, e o amor das mesmas pelos americanos, desta vez pisca o olho aos oprimidos pelas lutas de classes com os ricos a serem sempre mostrados como o bicho papão do mundo actual algo que já está saturado e já nada de novo acrescenta.

The Purge: Anarchy não é um mau filme, cumpre aquilo que promete, mas também não acrescenta nada de novo, se o primeiro ainda se lhe dava o beneficio da dúvida por ter ido buscar uma ideia quase original, este infelizmente junta-se facilmente aqueles filmes que vemos e no dia a seguir já nem nos lembramos do que aconteceu, tirando claro o “corpse paint” versão black metal.

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