[Especial Motel X 2014] Killers [2014]

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Sinopse: O Sr. Nomura é um elegante e bem vestido assassino em série que ataca as mulheres de Tóquio. Em Jacarta, cansado da vida, um jornalista chamado Bayu torna-se justiceiro, depois de assassinar brutalmente dois ladrões sádicos. Quando os dois colocam vídeos dos respectivos massacres online, descobrem-se um ao outro na internet, iniciando-se um duelo competitivo. Enquanto Bayu considera desistir e voltar à sua vida normal, Nomura continua a derramar sangue sem remorsos.
 
«Killers» marca o regresso ao MOTELx da dupla de realizadores Timo Tjahjanto e Kimo Stamboel, mais conhecidos como Mo Brothers, depois de «Macabre» (2009). Tjahjanto também dirigiu segmentos de «V/H/S/2» e «The ABCs of Death».

Exibição: 

Sex 12 · 00h30
Teatro Tivoli BBVA

Dom 14 · 14h15
Sala 3

No segundo filme chegamos finalmente ao terror, um terror mais psicológico e sangrento o meu favorito diga-se de passagem. Nos primeiros cinco minutos somos logo bombardeados com uma violência gráfica de levar qualquer estômago mais sensível a dar uma volta completa.

Killers é um sem dúvida um boa surpresa, a história não é original, pois já vimos diversas vezes que todos os seres humanos tem maldade dentro de si, e só estão a espera que esse lado seja “ligado” para se tornarem em completos animais sedentos de sangue. Em Killers essa versão fica a cargo de Bayu um jornalista inocente que depois de um assassinar brutalmente dois ladrões o seu lado mais obscuro acaba por vir a tona. Fica a nota de registo que a cena do táxi é sem duvida muito interessante com momentos de total sufoco.

Se por um lado até podemos simpatizar com Bayu por tentar representar um justiceiro para justificar as suas mortes, no lado oposto temos Nomura um psicopata sem remorsos que não mostra qualquer arrependimento na suas atitudes e ficamos a desejar a sua morte de uma forma penosa.

O filme tem alguns momentos parados por momentos parece que se está arrastar, até se aproximar o final do filme, quando esse momento acontece parece que temos ali 3 finais possíveis que os realizadores não conseguiram decidir qual utilizar então usaram todos.

Killers mostra-nos também que todas as nossas acções são punidas por consequências, não existe justiceiros no mundo que não acabem por pagar pelos seus “crimes”.

[Especial Motel X 2014] Bad Milo! [2013]

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Sinopse: “O tremendo stress que sufoca Duncan resulta numa insuportável reacção gastrointestinal. Quanto todas as opções se esgotam, decide procurar a ajuda de um hipnoterapeuta que o ajuda a descobrir a raiz da sua dor: um pequeno demónio que vive no seu intestino e que, perante ansiedade excessiva, sai do seu recto com intenções homicidas.
 
«Bad Milo!» é um monster film de algum modo inspirado por «The Brood», de David Cronenberg, mas também uma homenagem a filmes como «Gremlins» (1984) e «Critters» (1986). Tal como nesses clássicos dos anos 80, Milo é 100% orgânico, movendo-se com recurso a marionetes e animatrónica. A estreia mundial foi no SXSW Film Festival.”

Exibição: Dom 14 · 00h00 – Sala 3

Está oficialmente aberto as festividades do Motelx 14 aqui neste blogue de referência internacional e universal….

Depois de uma piada a fazer lembrar a abertura daqueles prémios comprados pelos estúdios vamos ao que realmente importa aqui. Bad Milo é um filme de comédia/horror um género que ultimamente tanto na moda tem estado.

Este filme pode ser facilmente dividido no “é pá isto é mesmo engraçado” , e também naquela fase em que começamos a brincar com o telemóvel e a ver quanto tempo falta para acabar o filme.

Ora a parte boa é o Milo! Desde o tempo dos Gremlins [estou claramente a exagerar mas de repente não me lembro de nenhum filme] que não existe um “vilão” tão feio como adorável. Não sendo feito a computador dá aquela aura ao filme dos anos 80’s logo será a melhor forma de chamar a atenção para o filme.

A parte menos boa talvez seja a história, novamente um filme com 1h30 tem que ter mais algum conteúdo que só umas piadas de um boneco a sair por um recto e provocar dores a qualquer um de nós que esteja a visualizar o filme.

Bad Milo! facilmente faz lembrar Gremlins mas obviamente que consegue ganhar o seu próprio espaço, pois também não gostava de ver Gizmo a ser totalmente devorado por Milo.

Motelx 2014 10-14 Setembro

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Finalmente o cartaz completo para o Motelx 14, uma aposta forte no terror mais recente com muitos filmes a terem um lançamento “exclusivo” neste festival que não para de crescer.

Como já tinha referido várias vezes daqui a pouco começa a maratona habitual Motelx aqui pelo Alucard’s Corner. Se tivesse a oportunidade de ir ao festival e fazer como fiz nos anos que fui os meus 5 filmes de escolha seriam:

Among the Living :

Sex 12 · 19h00
Sala Manoel de Oliveira
Sáb 13 · 15h00
Sala 3

Alleluia :

Dom 14 · 19h15
Sala Manoel de Oliveira

Open Windows :

Sex 12 · 21h30
Sala Manoel de Oliveira
Sab 13 · 19h15
Sala 3

Over Your Dead Body :

Sab 13 · 19h00
Sala Manoel de Oliveira

Starry Eyes :

Dom 14 · 23h45
Teatro Tivoli BBVA

Dos filmes que já tinha oportunidade de ver além daqueles que já falei por aqui como o Stage Fright e o Life After Beth, destaco o documentário “Rewind This!” que nostalgia sobre o tempo do VHS, o clássico de Alex de la Iglesia “The Day of the Beast” e fujam do “All Cheerleaders Die” cai no erro de ver o nome de Lucky McKee no cartaz, pensei que me ia oferecer um terror de entretenimento como foi o filme “The Woman” mas infelizmente só me tirou mais algumas horas de vida.

 

E vocês? Quais os vossos filmes de eleição para este ano?

Life After Beth [2014]

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Sinopse :

Zach está inconsolável devido à inesperada morte da namorada, Beth. Quando esta regressa miraculosamente à vida, Zach quer aproveitar ao máximo esta segunda oportunidade que o destino lhe concedeu. Mas a “nova” Beth não é bem a pessoa que era anteriormente, e a vida de Zach não vai propriamente melhorar.
 
Esta primeira obra de Jeff Baena, co-argumentista de «I Heart Huckabees» de David O’Russell, e que conta com as presenças dos veteranos John C. Reilly e Paul Reiser no elenco, teve a sua estreia mundial na última edição do Festival de Sundance.

by Motelx 2014

Durante este fim de semana está a ocorrer em Londres o Fright Fest, muitos dos filmes que estão em exibição neste festival, irão estar em Setembro da edição do Motel x 2014, acredito que a organização ainda esteja a negociar mais alguns filmes para finalizar o seu cartaz, mas como em todos os anos o anúncio final demora demasiado..

Enquanto o cartaz final não está definido por aqui continuo a tentar acompanhar aqueles que já foram anunciados, depois do Stage Fright trago hoje o Life After Beth mais uma ante-estreia que provavelmente nunca chegaria a Portugal no circuito comercial.

Life After Beth tal como o Stage Fright não se pode considerar um filme de terror, vamos englobar naquele género de comédia zombie que infelizmente para mim não tem grandes hipoteses de sucesso devido claro a minha irritação por zombies.

O filme foi realizado com um orçamento pequeno mas não é por ai que ele falha, é mesmo na falta de definição do mesmo, se era para ser um comédia falhou pois são poucas as partes que nos vão fazer esboçar um sorriso, se era para ser um drama sobre a perda de um ente querido também falha.

Mas o que talvez mais me tenha irritado do filme é a própria Beth [Aubrey Plaza], adoro o trabalho que ela faz na série “Parks & Recreations” mas no filme parece quase um cópia da mesma personagem que já vimos nas ultimas 7 temporadas.

Life After Beth é um tiro ao lado, com alguns momentos interessantes mas no geral não consegue cumprir o que prometeu.

Cold in July [2014]

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Jim Mickle está a dar passos acertados para no futuro ser um realizador de referência, se os seus primeiros 3 filmes estiveram relacionados com o género de terror [Mulberry St , Stake Land e o remake do filme mexicano We are What we Are] neste filme dá um volta enorme e e vira-se para um thriller pesado, a roçar os meandros dos neo-noirs dos anos 80.

Cold in July conta-nos a história de Richard Dane[Michael C. Hall o eterno Dexter] ele por acidente mata um assaltante que se encontrava dentro de casa dele. No dia do funeral do assaltante encontra-se com Russel [Sam Shepard] que “avisa-o” que tenciona-se  vingar-se da morte do seu único filho. O filme sofre um pequeno twist  e descobrimos que afinal o filho de Russel não está morto como previsto, com ajuda do amigo de Russel, Jim Bob [Don Johnson] vão ao encontro de respostas que ninguém estava preparado para obter.

O filme é carregado as costas pelas 3 personagens, o ambiente dos anos 80 encontra-se durante todo o filme, desde os ambientes escuros com jogos de cores a fazer lembrar Argento ou mesmo o mítico John Carpenter até aos sintetizadores usados na banda sonora, até ao trauma dos “snuff movies” que tanto estivaram na moda nesses anos correntes.

Mickle consegue construir um filme interessante, e mostra-se eficaz em realizar este filme sem recorrer aos clichés dos filmes de terror, onde até agora estava a fazer carreira.

Curioso para saber qual será o seu próximo passo, aqui estarei para falar sobre o mesmo.

 

Zombi 2 [1979]

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“The boat can leave now. Tell the crew. “

Dr. Menard

Respira fundo, prepara-te bem e vais conseguir. Tu serás capaz de falar sobre o Zombi 2 já viste o filme há mais de um mês, chegou a altura de dar a conhecer ao mundo aquilo que toda a gente já deve conhecer.

Zombie Flesh Eaters, Zombie 2, Zombie, Woodoo, L’Enfer des Zombies são os vários títulos que existem para o filme de maior sucesso de Lucio Fulci.

Zombi 2 é um filme cheio de polémica, qualquer fã de terror provavelmente está mais que ciente da mesma mas nunca é demais recordar.

Em Setembro de 1978 chega a Itália o filme Dawn of the Dead de George Romero, Dario Argento que tinha ajudado a financiar o filme de Romero com a condição de ficar com os direitos de distribuição fora dos Estados Unidos onde podia cortar e editar o filme a sua maneira, Romero concordou que ele o fizesse somente em países onde inglês não era a língua oficial. Assim sendo Argento cortou o filme deixando agora só com 119 minutos e alterou a sua banda sonora colocando a sua banda fetiche Goblin, o nome do filme em Itália ficou  Zombi: L’alba dei Morti Viventi e como seria de esperar teve um sucesso estrondoso.

Em  Julho de 1978 Sachetti o homem que está por trás da maior parte dos filmes italianos de essa altura, tinha escrito um argumento chamado “Nightmare Island”, esboço que serviu mais tarde para o Zombi 2. Como um dia já referi aqui os Italianos faziam mais de 360 filmes por ano, muitas vezes simplesmente copiavam as ideias dos filmes americanos e dava-lhe uma roupagem totalmente amadora, dentro de este panorama Fabrizio de Angelis viu aqui uma oportunidade de fazer dinheiro e aproveitou o argumento de Sachetti.

Sendo assim em Dezembro de 1978 De Angelis compra o argumento de Sachetti e no inicio escolhe Castellari para realizar o filme, mas o mesmo não mostra qualquer interesse em fazê-lo. Procura-se um alternativa que chega em Fevereiro de 1979 onde Lucio Fulci fica com o “papel” de director.  O filme é filmado em Roma, Republica Dominicana e em Nova Iorque e vê finalmente a luz do dia em Agosto de 1979. Óbvio que o nome então é mudado para Zombi 2 para dar a ideia que seria uma sequela ao filme de Romero, a ideia de mudar o nome do filme foi de Ugo Tucci outro dos produtores do filme.

Agora perdoem-me a heresia mas para mim Zombi 2 dá uma goleada a Dawn of the Dead em termos de todos os aspectos, mas já lá vamos. A história do filme começa com um barco a deriva em Nova Iorque, a policia intercepta o barco, ao investigar o mesmo acaba por sair de lá o nosso primeiro zombie. Mais tarde vimos a descobrir que o barco pertencia ao pai de Anne Bowles[Tisa Farrow] que ao tentar descobrir mais sobre o paradeiro do seu pai, acaba por ir ao encontro de Peter West [Ian McCullough] que também está a investigar o caso. Juntam então esforços para irem procurar o pai de Anne, assim sendo precisam de um barco para chegar a ilha aqui acabam por fazer amizade com Brian e Susan um casal que está de férias por aquelas partes, aqui a “equipa” fica completa podemos então zarpar para a ilha.

No caminho da ilha temos então a parte que provavelmente toda a gente conhece, a luta entre o Zombie e o tubarão branco, nos extras de este blu ray, um dos entrevistados finalmente dá-nos a conhecer a verdadeira razão por trás de este momento emblemático, Tucci tinha comprado 20minutos de vídeo com um tubarão no México, sendo assim “obrigou” Fulci a integrar o tubarão do filme, e em boa hora o fez pois sem dúvida que é uma cena mítica, acrescentado a excelente banda sonora de Fabio Tezzi ficamos com um marco do cinema de terror.

Chegando a ilha o festival gore que Fulci sabe nos oferecer chega finalmente, mas não é só sobre violência que este filme vive, o próprio argumento por muito que não seja digno de Óscar[se bem que actualmente qualquer coisa vale] consegue levar o filme a um bom porto e ser consistente até ao seu final.

O filme está cheio de parte míticas como a cena do tubarão, gostaria só de realçar a parte em que a belíssima Olga Karlatos [Mrs. Menard] é morta por Zombies, ou mesmo a parte do cemitério espanhol que para mim será um dos melhores momentos de zombies que vi até hoje. Óbvio que isto não era possível sem a mestria de Gianneto de Rossi que novamente apresenta uns efeitos especiais simplesmente geniais. São partes como estas que fazem a diferença entre o filme do Romero e o de Fulci, ambos são bons a sua maneira mas a minha escolha acaba por ser o filme de Fulci,

Zombi 2 além de toda a polémica que ficou envolvido acabou por ser um sucesso estrondoso acabando por ter diversas sequelas, Fulci começou a trabalhar no Zombi 3 mas acabou por deixar o filme a meio.

Devido a forte carga de violência que o filme apresenta obviamente que foi censurado,cortado e colocado nos video nasties no Reino Unido,entre outros países aconteceu o mesmo, penso eu que talvez estas sejam as principais razões para que Fulci nunca tenha tidoo reconhecimento mundial que merecia, hoje ainda existe censura em alguns filmes, e ainda fazem alguns cortes, a minha questão é para que? Tudo acaba por ser acessível mais tarde ou mais cedo.

Hoje termino com Fulci e por enquanto deixo aqui por curiosidade o meu top 5 por enquanto serão estes pois espero brevemente adquirir um box que a Shameless lançou onde inclui os filmes que ele lançou após a trilogia do “Gates of Hell” e pode ser que o mesmo acabe por mudar.

TOP 5:

  1. The Beyond

  2. Zombie Flesh Eaters

  3. The House of the Cemitery

  4. Don’t Torture a Duckling

  5. City of the Living Death

 

The Purge: Anarchy [2014]

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Existem alguns filmes que quando acabamos de ver a sequela pensamos sempre “porque é que não ficaram só pelo primeiro?”, ou mesmo aqueles que são no inicio uma trilogia e que acabam por se tornar um franchise sem fim. Quantas pessoas desejaram que o Saw tivesse terminado no primeiro ? Ou mesmo no terceiro. Quantas vezes dei por mim a perguntar porque saiu o Scream IV. Ou porque é que não deixaram descansar o Jason, ou mesmo o Leatherface.  Mas no mundo cinematográfico quem se preocupa com os espectadores? Ninguém, o filme faz sucesso das bilheteiras vamos então fazer mais e mais até rebentar com a ideia.

The Purge já rebentou, se ainda o ano passado eu falava do primeiro que estava a ir por um bom caminho mas se perdeu no final, a sua sequela infelizmente perde-se logo no inicio e a pouca originalidade do argumento é gritante.

James DeMonaco provavelmente foi pressionado a fazer a sequela, os fãs pediram, os estúdios pediram e o dinheiro acaba sempre por falar mais alto.

Então o que sobra no meio de tanta critica negativa sobre este filme? Primeiro a história se no primeiro filme a acção passava-se quase basicamente dentro de uma casa a fazer lembrar um pouco os “home invasions” clássicos com um toque de violência, aqui temos menos violência mas uma cidade inteira a matar tudo o que se mexe. Óbvio que também temos o herói que vai salvar o dia [neste caso a noite], e claro a mensagem clássica dos “ricos são maus, os pobres são uns desgraçados”.

DeMonaco critica novamente de forma explicita o abuso de armas, e o amor das mesmas pelos americanos, desta vez pisca o olho aos oprimidos pelas lutas de classes com os ricos a serem sempre mostrados como o bicho papão do mundo actual algo que já está saturado e já nada de novo acrescenta.

The Purge: Anarchy não é um mau filme, cumpre aquilo que promete, mas também não acrescenta nada de novo, se o primeiro ainda se lhe dava o beneficio da dúvida por ter ido buscar uma ideia quase original, este infelizmente junta-se facilmente aqueles filmes que vemos e no dia a seguir já nem nos lembramos do que aconteceu, tirando claro o “corpse paint” versão black metal.