Stage Fright [2014]

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Sinpose: “A adolescente Camilla Swanson quer seguir as pisadas da mãe e tornar-se uma diva da Broadway, mas está presa a um emprego na cozinha de um parque temático para as artes performativas. Sem nunca desistir, consegue o papel principal no musical de Verão do parque, mas assim que começam os ensaios começa também a jorrar sangue pelas mãos de um assassino mascarado.

Um slasher musical é algo inédito no MOTELx (mais ainda com Meat Loaf no elenco), mas é o seguimento natural de «The Legend
of Beaver Dam», a curta-metragem musical que apresentou o canadiano Jerôme Sable ao mundo e que foi oportunamente exibida
no Festival, em 2011.”

Sinopse gentilmente roubada do programa do Motel x 2014

Antes de voltar aos filmes de Fulci [Zombi 2 está no forno brevemente espero ter novidades], saíram as primeiras noticias para o MotelX 2014, escusado será dizer novamente que este ano não me vou poder deslocar novamente ao festival e tal como fiz o ano passado vou tentar falar sobre os filmes que irão passar no festival.

Stage Fright não é um filme de terror convencional, nem sei se lhe podemos chamar-lhe terror, pois tirando algumas mortes e uma pequena violência gratuita o filme tem mais tiques de um musical com mortes.

Jerôme Sable estreia finalmente a sua primeira longa metragem , depois de uma sucessão de curtas com algum sucesso onde se destaca a The Legend of Beaver Dam.

Os números musicais são suficientemente satisfatórios e não acabam por ser chatos nem longos demais, mesmo para quem não seja fã de musicais tenho a certeza que consegue ver o filme sem precisar de se esforçar muito.  Destaco sem dúvida as partes do nosso “assassino” nem que seja por ser um pouco mais virado para o metal.

Jerôme Sable merece todo o crédito pois realiza, escreve o argumento e ainda as músicas, além de todo esse trabalho ainda consegue inserir pequenas homenagens aos filmes de terror clássicos como “Hellraiser” e outros que para não estragar nenhuma surpresa deixo-vos a vossa imaginação.

Brevemente vamos poder ver mais material de Sable na sequela muito esperada aqui pelo Alucard’s Corner “ABC’s of Death”.

Ainda não sei em que horários vai estar Stage Fright no Motelx 14 mas para mim não me importava nada de rever se estivesse por Lisboa em Setembro.

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Motel X 2014 [ 10 – 14 Setembro]

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Em Setembro, o MOTELx contagia Lisboa com o melhor cinema de terror

 

A 8.ª edição do MOTELx Festival Internacional de Terror de Lisboa promete contagiar a capital portuguesa com o mais puro terror.

 

Além de contar com mais um espaço, o Teatro Tivoli BBVA, que se junta ao Cinema São Jorge e ao Palácio Foz (Cinemateca Júnior), o festival vai também ter, logo no início de Setembro, uma Warm Up, que irá incluir uma noite de Poesia Tumular no bar POVO, no dia 1, uma sessão cinema ao ar livre no Largo de S. Carlos, no dia 6, zombie parades MINI/MOTELx e uma festa de antecipação, a 5 de Setembro, no Musicbox.

 

Seguem-se cinco dias intensos de festival com o Serviço de Quarto, a secção principal, com os regressos de Fabrice du Welz, depois de «Vynian» (MOTELx 2009), com «Allelluia» (2014), e a dupla Julien Maury/Alexandre Bustillo com «Among the Living» (2014), que se segue a «Inside» e «Livide», ambos exibidos no MOTELx.

 

Este ano, o Serviço de Quarto conta com a estreia de autores já reputados pelos circuitos mundiais de festivais, como Nacho Vigalondo («Open Windows») e Adrian García Bogliano («Late Phases») e guarda lugar para as comédias de terror, como «Life After Beth», de Jeff Baena, e «Stage Fright», de Jerôme Sable.

 

À semelhança da edição anterior, as mulheres continuam presentes no MOTELx: dos EUA, chega-nos «Honeymoon», de Leigh Janiak e, da Austrália, «The Babadook», de Jennifer Kent. Ambos são primeiras obras e apostam no medo puro e duro, em detrimento de estratagemas narrativos ou efeitos.

 

A única secção competitiva do festival, o Prémio MOTELx – Melhor Curta de Terror Portuguesa, terá, em 2014, 13 curtas-metragens em competição: «Bodas de Papel», de Francisco Antunez, «Contactos 2.0», de Bernardo Gomes de Almeida e Rodrigues Duvens Pinto, «Demência», de Rafael Almeida, «Dentes e Garras», de Francisco Lacerda, «Epoh», de Pedro Pinto, «Forbidden Room», de Emanuel Nevado e Ricardo Almeida, «Gata Má», de Eva Mendes, Joana de Rosa e Sara Augusto, «Maria», de Joana Viegas, «A Morte é o Único Perdão», de Rui Pilão, «Offline», de Pedro Rodrigues, «Pela Boca Morre o Peixe», de João P. Nunes, «Schadenfreude – De Morrer a Rir», de Leonardo Dias e «Se o Dia Chegar», de Pedro Santasmarinas.

 

O júri do Prémio é composto por Gonçalo Waddington, actor, Luísa Sequeira, jornalista e actual directora artística do Shortcutz Porto, e Julien Maury, o realizador de «Inside» e «Livid».

 

O vencedor do Prémio MOTELx 2014, a anunciar na sessão de encerramento do festival, será contemplado com um prémio monetário de 3000 euros e um fim-de-semana de inspiração num hotel da cadeia Hotéis Belver, um dos patrocinadores do festival.

 

A secção Quarto Perdido, dedicada aos filmes de género portugueses, olha este ano para a “literatura negra” e recupera duas longas-metragens: «O Cerro dos Enforcados» , de Fernando Garcia, a partir de «O Defunto» de Eça de Queirós, e «Os Canibais» , de Manoel de Oliveira, a partir da obra homónima de Álvaro do Carvalhal.

 

Para os mais novos, a secção Lobo Mau apresenta, na Cinemateca Júnior, o ciclo “Espelhos, Dragões, Magia Negra e Esqueletos – Os Clássicos da Disney”, com três filmes de animação: «Branca de Neve e os Sete Anões» , «Pinóquio» e «Fantasia». Para toda a família, está também de regresso A Tarde de Jogos (pouco) Assustadores, dedicada aos jogos de tabuleiro, sempre com o terror como pano de fundo.

 

Os eventos paralelos continuam a fazer parte da programação do MOTELx: Julien Maury e Alexandre Bustillo vão estar à conversa com o público sobre a sua carreira e metodologia de trabalho, as dificuldades de filmar terror em França e aquilo que os fascina no género.

 

Destaque, ainda, para uma formação em efeitos especiais, para uma masterclass com Dan Frye, conhecido pelo seu trabalho em filmes como «Shaun of the Dead» ou «Prometheus», complementada por um workshop de lifecastings por Helena Batista e João Rapaz, e para a primeira masterclass de duplos no MOTELx, conduzida pela MAD Stunts de David Chan. De realçar também que os seguidores de “True Blood” vão poder assistir à antestreia do primeiro episódio da sétima e última temporada da série.

Quella villa accanto al cimitero [1981]

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“No one will ever know whether children are monsters or monsters are children.”

by Henry James

Sentimentos mistos quando finalmente chego ao último filme da saga não oficial “Gates of Hell”. Por um lado contente por chegar ao fim de mais uma “maratona” não oficial, porque quando vi o ” …E tu vivrai nel terrore! L’aldilà” já faz hoje quase um ano não fazia a mínima ideia pertencia a saga “Gates of Hell”. Por outro fico triste pois daqui para a frente sei que a qualidade de Fulci vai diminuir.

Antes de começar a divagar quero falar sobre o Quella villa accanto al cimitero o filme que fecha a trilogia. O ambiente de este filme é totalmente diferente dos filmes anteriormente mencionados aqui no “tasco”, além da abertura que transpira por todo o lado ao “City of the Living Death”, o primeiros minutos onde a câmara vai passado pelo cemitério que está a frente da casa onde vai passar a maior parte da acção, faz lembrar a cena de abertura do filme anterior.

Mais uma vez o argumento é escrito por Fulci em conjunto Dardano Sacchetti e mais um ou outro nome conhecido do circuito italiano. A história novamente não será o melhor convite para o filme, mas como nos filmes anteriores é eficaz e chega para fazer um filme interessante .

Em Nova York, o Dr. Norman Boyle assume a investigação sobre o Dr. Freudstein do seu colega Dr. Petersen, que cometeu suicídio depois de matar sua amante. Norman vai para Boston com sua esposa Lucy Boyle e seu filho Bob para viver em uma casa isolada na floresta que pertenciam ao Dr. PetersenBob faz amizade com a garota Mae que só ele pode ver e ela avisa-o para sair daquela casa.

Este foi até agora o filme com mais ambiente de terror que vi de Fulci, toda a atmosfera durante o filme é pesada e por momentos faz-me lembrar o “Pet Sematary” provavelmente Mary Lambert foi “beber” influências a esta obra, mas aqui sou eu novamente a divagar.

Interessante também ver a versatilidade de Catriona MacColl que aqui apresenta-se como uma dona de casa desesperada que por vezes chega a ser um pouco irritante, por falar em personagens irritantes o que dizer de Bob o nosso protagonista? Como uma cara inocente ficamos a torcer para que morra o mais depressa possível, eu vi a versão italiana mas li que a dobragem para inglês foi tão mal feita que muitas pessoas desejavam também lhe desejavam o mesmo destino.

Ao contrário dos seus antecessores Quella villa accanto al cimitero demora na construção da sua história, claro que o “gore” característico de Fulci não fica esquecido e temos imagens chocantes que cheguem para envergonhar muitos filmes actuais.

Quella villa accanto al cimitero também tem os seus defeitos, ao contrário dos outros filmes que mesmo com os defeitos se tornam virtudes, este infelizmente não posso deixar passar ao lado. A mítica cena do morcego é um pouco ridícula, numa das entrevistas que acompanha o blur-ray Catriona MacColl admite que tem mesmo pavor a morcegos na vida real logo não lhe foi difícil “interpretar” essa cena em particular, mas se essa ainda podemos ver sangue aos litros, a parte em que Ann a belíssima Ania Pieroni está a limpar uma poça de sangue enorme do chão e é interrompida por Lucy é de bradar ao céus.

Nos extras do Blu-ray novamente é destacada a personalidade difícil de Fulci, e após desejar a morte a Bob [Giovanni Frezza] durante o filme todo fiquei maravilhado com a simplicidade do actor actualmente, deixou de fazer cinema aos 14 anos pois não via qualquer futuro no mesmo, saiu cedo talvez porque estivesse a prever que o descalabro estive-se a chegar.

Fulci vai continuar vivo por este lado, pois no mesmo pacote de este filme veio o “Zombi 2”, e brevemente espero ter tempo para o ver.