The Sacrament [2013]

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Quando o canal português TVI abriu finalmente ao público todas as sexta-feiras a noite passava um filme baseado em factos reais, é incrível a quantidade de histórias que se podem contar num filme baseada em factos reais, logo quando me deparei com The Sacrament lembrei-me logo de esses tempos.

As novas coqueluches de terror de Hollywood juntam-se mais uma vez para lançar mais um filme, se por um lado temos Eli Roth que desde que foi “apadrinhado” por Tarantino nem precisa de realizar filmes para ser conhecido no lugar de produtor, na cadeira de realizador temos Ti West que continua a não me surpreender e continuo sem percebe todo o burburinho a volta do seu nome.

Mas tirando gostos pessoais vamos ao que importa mais neste artigo, o filme em si. The Sacrament é mais um found footage género que eu desprezo com todas as minhas forças por razões que já falei aqui por diversas vezes, mas havia de haver a excepção a regra como existe sempre e The Sacrament é essa excepção finalmente.

The Sacrament conta-nos a história de Patrick que recebe uma carta da sua irmã, ex-toxicodependente que agora vive num retiro religioso chamado “Eden Parish” e convida-o a visita-la.

Patrick decide levar consigo dois amigos Sam e Jake dois jornalista de um programa de noticias chamado “Vice” que não perdem a oportunidade de encontrar uma boa história, tudo envolto em grande secretismo com direito a viagens de helicóptero para o meio do nada, finalmente os nossos protagonistas chegam ao seu destino.

Se ao principio tudo parece um paraíso na terra, ao fim de algum tempo as coisas começam a mudar e acabam por ter um final trágico.

Ti West consegue criar um ambiente pesado durante o filme, e aqui finalmente um found footage que resulta, mesmo que acabe sempre por ter aqueles momentos irritantes de câmara a apontar para o chão, a tremer e etc.

Li criticas que isto não passava de um cópia descarada de um caso real chamado “The Jonestown Massacre” como não tenho conhecimento de tal caso, e nem vi o afamado documentário acabei por gostar do filme, mas casos de suicido religiosos em massa é algo demasiado anos 90.

Uma última nota para o actor Gene Jones que consegue convencer no papel de “Father”.