Top 2013 – Alucard’s Corner

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Este ano o blogue esteve mais morto que vivo devido a diversas situações. . Mudança de casa, mudança de país, mudança de vida. Demasiadas mudanças que me deixaram pouquíssimo tempo para ver filmes, mesmo assim fui mantendo aos poucos o blogue vivo, e o que me facilitou a elaboração do top 2013, pois assim não tive muito por onde escolher.

Como já fiz no ano passado o meu top baseia-se nos filmes que vi e falei no blogue,pois para rescaldo de 2013 vão existir milhões de blogues que vão dar destaque a esse tema. Provavelmente podem aparecer filmes melhor posicionados, depois de terem uma nota mais baixa, mas isso deve-se ao facto de ao me relembrar de alguns filmes que vi, conseguir agora ver com outros olhos, mas mais abaixo faço questão de explicar-me melhor,

Ora sei mais conversa segue o Alucards Corner Top 2013:

1 – Parada [2011]

Fazer um top de filmes nunca é fácil, principalmente para mim que muitas vezes tenho a mania de vir mandar bitates sobre um filme mal acabo de o ver. Existem filmes que devem ser vistos/digeridos e depois criticados. São estas as razoes que me fazem colocar Parada com o melhor filme que vi este ano. Primeiro porque tem coragem suficiente para falar de um tema que ainda hoje parece ser tabu em alguns países mesmo os mais “democratizados”. A homossexualidade será sempre um tema difícil de discutir, mas não pode ser escondido ou ignorado. Tem de ser falado para o bem e para o mal pode ser que assim seja mais facilmente aceite pelas mentes mais obtusas.

Parada fala sobre um tema controverso, mas consegue fazê-lo de modo que por vezes parece que estamos a viver uma realidade alternativa. O humor negro usado no filme é algo que o faz simplesmente único, mas também tem momentos que nos toca e certamente que no final vai deixar-nos a pensar.

Srdjan Dragojevic foi a melhor descoberta de este ano para mim.Os filmes que vi dele estariam todos no meu top, mas não quero ser assim tão óbvio.

2 – Antiviral [2012]

Sou fã de Cronenberg Sr. mais da sua fase antiga que da sua fase actual, logo quando soube que o seu filho tinha lançado um filme fiquei curioso por saber o lado que ele ia levar, o lado mais antigo do seu pai ou o mais actual? Optou pelo melhor na minha modesta opinião, pelo lado da ficção cientifica com um toque de sangue novo.

Antiviral não é uma obra prima, não é um filme que revolucionou o mundo do cinema, mas posso garantir que foi uma das melhores coisas que vi este ano, a história envolvente, o abuso do culto a personalidade o cenário minimalista e claro para o bem e para o mal, a influencia de Cronenberg Pai está bem vincada. Um dos melhores de 2013 sem dúvida.

3 – …E tu vivrai nel terrore! L’aldilà [1981]

Quando estava a fazer o meu top Fulci ia-me quase fugindo, por pura coincidência lembrei de ir verificar se por acaso tinha visto este filme este ano ou no ano passado, quando me apercebi que tinha sido este ano tive que reformular todo o meu top.

Mas deixar …E tu vivrai nel terrore! L’aldilà fora do top era um crime punido com pena de morte para este lado. Resumo curto e prático para estar em 3º lugar. Fulci, terror de qualidade e um final simplesmente estonteante. Não é necessário mais justificações.

4 – La casa dalle finestre che ridono [1976]

O cinema italiano teve em tempos momentos dourados, desde os seus spaghetti westerns, passado pelos seus fantásticos filmes de terror,do país da bota saíram directores para o topo do mundo de terror, Argento,Fulci ou Bava entre outros. Mas para mim Pupi Avati vem logo atrás de esses nomes incontornáveis do cinema italiano, ou talvez chegue mesmo a estar taco a taco com eles se me fosse só basear neste filme.

La casa dalle finestre che ridono não é um filme de terror convencional onde estamos a saltar da cama de 5 em 5 segundos, onde existem espíritos que nos mantém presos no “limbo”, ou temos pessoas possuídas pelo diabo ou outra força qualquer sobrenatural. É sim um filme muito bem construído, desde as suas personagens, ao ambiente criado até ao climax final. Consegue prender a nossa atenção do inicio ao fim, só para no final largar uma bomba que nos deixa completamente boquiabertos. De todos os filmes que vi na minha mini maratona de filmes de terror italianos sem dúvida que La casa dalle finestre che ridono foi uma das melhores descobertas, claro que os filmes de Argento foram geniais mas isso são conversas para outros tempos.

5 –Yeong-hwa-neun yeong-hwa-da aka Rough Cut [2008]

O cinema asiático também se repete, o cinema asiático não é o salvador do mundo e dos bons filmes como muitas vezes parece que se quer passar cá para fora, eles também cometem erros e fazem maus filmes. Felizmente para mim este ano tive extremos vindo de esse lado do mundo desde filmes muitos maus como alguns demasiado bons.

Rough Cut entrou directamente para o meu top pessoal quando o acabei de ver, a história de um gangster que quer ser actor, e um actor que quer ser gangster, com uma história assim não se espera um filme dramático mas sim de comédia com piada fácil. Mas Rough Cut não quer ser uma comédia, quer passar uma imagem real de dois seres humanos que ambicionam trocar de papeis para viverem a suas vida de uma forma diferente e intensa, acabando num culminar de total beleza artística onde por vezes, por muito que o desejemos não podemos fugir as nossas verdadeiras origens e para o qual fomos “talhados”.

6 – Danza Macabra [1964]

Sergio Corbucci foi um realizador versátil que se consegui-o adaptar as mudanças no cinema italiano, deixou este excelente filme de terror, como nos deixou o Django entre outras boas coisas que hoje ainda não tive oportunidade de ver mas certamente que não me irei desiludir.

Danza Macabra para ser um excelente filme de terror gótico tinha que ter a rainha Barbara Steele se por esse factor já fazia um filme que merece ser visto e revisto, ainda tem uma excelente fotografia, sustos acima da média e claro um twist final obrigatório nos filmes de terror. Sem dúvida um dos melhores filmes de terror que vi este ano.

7 – Rane [1998]

Prometi que não irei encher o top de filmes realizados por Dragojevic, mas era impossível deixar de fora Rane. Um país a viver um estado de anarquia total, onde dois jovens se destacam e sobem no submundo da droga,roubo e extorsão, um Scarface jugoslavo como vi escrito numa das várias criticas que vi antes de ver este filme, mas para mim será um filme mais cru e violento que o próprio Scarface, mas ao mesmo tempo rejeito comparações entre os dois pois ambos os filmes são excelentes.

8 – ABCs of DEATH [2012]

Sou um dos maiores críticos do cinema de terror actual, são casos raros que fazem me acreditar que o terror ainda vai ter futuro, parece que tudo já foi feito e agora simplesmente é reciclado, casos como Mama, Insidious ou Conjuring ou os imensos found footages não me enchem as medidas, já o caso do Sinister foi de agradecer aos céus e acreditar que o terror não está morto no verdadeiro sentido da palavra.

Mas não este top não é para falar sobre o terror actual, pois para isso iriam haver testamentos e contra argumentos até o próximo ano, o que interessa é que esse género não morra e que existam filmes com ABCs of Death para o manter vivo.

Convida-se 26 realizadores de todos os géneros, e países, oferece-se uma letra e da-se liberdade criativa para fazer o que se quiser, daqui saem curtas assustadoras, engraçadas, mind fuck e também claro coisas más. Mas era bom demais se tudo fosse excelente. Agora venha de lá essa sequência para conhecer mais nomes que estão a emergir para o género de terror, pois provavelmente muitos deles vão ser o futuro.

9 – Hellraiser [1987]

Nunca ter visto o Hellraiser era uma das minhas maiores falhas para quem se assume fã incondicional dos filmes de terror. Este ano essa lacuna foi finalmente preenchida com uma maratona que durou quase 2 meses e ajudou-me a manter o blogue vivo.

Mas não existe nada como o primeiro amor, HellRaiser 1 será durante muito tempo falado, discutido, visualizado e adorado pois merece o ser.

Pinhead facilmente se juntou aos ícones dos anos 80, de onde sairam Krueger ou Jason, mas Pinhead não é um assassino normal basta ir buscar uma das minhas frases favoritas do filme que como referi na altura é usada numa música dos Desire.

“It is not hands that summon us. It is desire.”

Pena que a saga foi arrastada pela lama, pela podridão e por tudo o que é mau, e pouco se safou mas o primeiro ficou com seu lugar garantido na história.

10 – Deadly Friend [1986]

No começo de 2013 fiz imensas promessas, quando o blogue fez 1 ano de existência mais promessas foram feitas. Uma delas era que ia fazer uma maratona pela filmo grafia do Wes Craven, com o Deadly Friend a ocupar a 10º posição posso dizer com orgulho. Missão Cumprida!

Admito que quando elaborava este top alguns filmes pouco ou não me diziam, mas Deadly Friend ficou-me na retina, não por ser um filme de terror maravilhoso, nem por ter uma cena a moda de “Evil Dead”, mas sim por trazer todo aquele sentimento que os anos 80’s tiveram no mundo do cinema. Um robô assassino ou depende de como quiserem ver as coisas é sempre divertido de se ver. Filme justo para fechar o top de este ano.

Se tudo correr bem, vemo-nos em 2014!

Shield of Straw [2013]

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Acompanhar os filmes do Takashi Miike e um caso perdido, se por cada filme que ele lança-se o meu clube do coração ganha-se campeonatos já estava num patamar intocável, e para mim como e impossível ver todos os filmes que ele decide realizar vou simplesmente vendo os mais recentes para manter o sonho de um dia ter visto pelo menos metade da sua filmografia.

Mas por vezes o que existe em fartura também pode provocar dissabores, não estou a dizer que o novo filme do Sr. Miike seja um caso perdido ou um mau filme, mas parece que optou por um caminho fácil.

Talvez  com um dos maiores orçamentos que teve acesso ate hoje, Shield of Straw bem podia passar por um filme de Hollywood, com expulsões, perseguições de automóvel e figurantes que nunca mais acaba.

A historia faz lembrar um filme americano chamado “Swat” em que um milionário oferece uma certa quantidade de dinheiro para o ajudarem a fugir, aqui o papel e um pouco diferente, um bilionário oferecer 1 bilião  de ienes para matarem o assassino da sua neta. Ciente que a sua vida corre perigo, Kunihide Kiyomaru [Tatsuya Fujiwara] acaba por se entregar a policia. A partir daqui uma equipa de policias e formada para trazer Kiyomaru ate Tóquio para ser julgado.

A partir daqui caímos no clássico policia bom, e policia mau. O que  a consciência nos diz, vale a pena proteger um assassino quando a nossa vida esta em perigo? Ser fiel a causa ou simplesmente matar Kiyomaru e ganhar uma extravagante quantia de dinheiro.

Totalmente diferente do que tinha visto ate agora de Miike, Shield of Straw acaba por se tornar um filme demasiado plástico, que tenta a força toda impingir sentimentos e drama mas que para mim nunca chegaram aparecer, talvez muito por culpa de Kiyomaru que nunca me consegui-o vender a imagem de um psicopata sem escrúpulos.

Não deixa de ser um obra interessante, mas Miike é capaz de melhor, e certamente que nos próximos anos vai lançar mais uns 15 filmes e mais ninguém se vai lembrar de Shield of Straw.

Nota:6.5/10

Black Christmas [2006]

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Natal.. essa época do ano tão bonita que somos bombardeados com filmes para toda a família, desde o Sozinho em Casa ou o Shrek.

Mas para cumprir a tradição do ano passado decidi ver mais um filme de terror relacionado com a temática de natal. Este ano a “fava” saiu ao Black Christmas mais um remake de um filme de 71.

Black Christmas é um slasher, apresenta-se logo nos primeiros minutos com duas mortes e depois é que tenta elaborar a história. Com todos os clichés possíveis e imaginários Black Christmas provoca uma dor aos olhos e as ouvidos, por ser tão mau.

A ideia do realizador em colocar um assassino numa fraternidade cheio de raparigas jovens e bonitas para elimina-las uma a uma é uma ideia já mais que batida. Os slashers são filmes que tem uma formula simples é verdade, mas após ver mais de 40 começa a ficar um pouco monótono, mas o nosso vilão tem uma característica que me vai marcar para toda a vida, tem uma doença rara que lhe faz a pele ficar amarela, logo o nosso Billy parece um Hulk amarelo.

Glen Morgan realiza e escreve este filme, sendo o seu último filme realizado até ao momento, e ainda bem o cinema de terror agradece. Uma má proposta para este natal, tenciono ver o remake brevemente espero que esteja muitos pontos acima.

Nota: 5/10

Top 2013 – Música

Enquanto não elaborou o top para os filmes, porque ainda tenho esperança de ver mais qualquer coisa, deixo aqui os álbuns de metal que me mais agradaram este ano:

1 – Peste Noire – Peste Noire

Sou fanboy assumido de PN, para mim não existem albuns maus na sua discografia, se o anterior tinha supreendido pela sua mistura de estilos a fugir muitas vezes ao metal convencional, o album de 2013 tem como ponto alto os convidados, que aliada a genilidade do La Famine fica aqui uma obra prima que já esta na minha estante na edição Ultra Mega Especial. Impossivel ficar indiferente a isto :


2- Skagos – Anarchic

Quando ouvi pela primeira vez este álbum fiquei simplesmente viciado no mesmo, durante semanas não ouvi mais nada, mas a Internet é um lugar estranho e quando por acaso andava a procura do CD para comprar apercebi-me que a versão que tinha ouvido estava incompleta! Logo se já era genial “meio” álbum, a versão completa iria trazer mais magia? Correcto. Moral da história? Um mês a ouvir o mesmo, só não ficou como disco do ano porque Peste Noire decidiu dar o ar da sua graça este ano.

http://skagos.bandcamp.com/
3 – Cult of Luna – Vertikal

Cult of Luna lançaram esta obra prima no inicio do ano, muitas pessoas disseram logo que estavam perante o disco do ano, eu como estou sempre um passo atrás de tudo só lhe meti os “ouvidos” em cima a um mês atrás, saltou logo para o meu top. Não existe forma de descrever tanta genialidade, obrigatório para qualquer pessoa mesmo que o metal não seja a vossa “onda”.

4 – Caladan Brood – Echoes Of Battle
5 – Fyrnask – Eldir Nótt
6 – Eibon – II
7 – Enforcer – Death by Fire
8 – Altar of Plagues – Teethed Glory And Injury
9 – Inter Arma – Sky Burial
10 – Nails – Abandon all life

Óbvio que existe vida além do metal, o álbum surpreendente de Purson, os Atoms for Peace ou mesmo os veteranos Alice in Chains. Existe muita coisa boa por esse mundo fora..

Jjakpae [2006]

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Não me vou alongar sobre a minha ausência, mas como qualquer ser humano normal, por vezes desejava que o dia tivesse 48 horas, e assim tínhamos tempo para tudo.

Óbvio que não ando afastado do cinema, e tenho conseguido ver alguns filmes mas são sempre daqueles filmes que não vale a pena tecer um comentário pois para isso existem milhões de site da especialidade.

Finalmente na última semana tive tempo para me sentar, escolher um dos 100 filmes que tenho para ver e escolher um totalmente aleatório.

Quis o destino que o filme que havia de sair na “rifa” fosse o Jjakpae um filme que já tinha andado a enamorar a muito tempo mas até ser o escolhido para ver nem lembrava dele.

Jjakpae(City of Violence) é um daqueles filmes que dá gosto ver, um filme de acção e porrada sem fim. Tem tudo o que se procura num filme de esse género.

Ora a história será algo como Tae-Su [Doo-hong Jung] volta a sua cidade natal para o funeral do seu melhor amigo do secundário, ao investigar a morte do mesmo descobre que algo está errado. Sendo assim junta-se a Seok-hwan para ir até ao fundo da questão, aqui começa a porrada e os tributos, vai desde o mítico filme do Walter Hill “Warriors” até a banda sonora de westerns, sempre num estilo de videojogo em que os nossos “heróis” tem que lutar por vários níveis até chegar ao boss final.

Em modo geral Jjakpae não tenta ser complexo, dramático ou cheio de truques de karaté cheios de técnica, tenta sim ser um filme que diverte e nesse aspecto só tenho a dizer: Missão Cumprida!

Nota: 7/10