Gabal [2005]

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Volta-se aos filmes de terror asiáticos, voltam os fantasmas e os espíritos vingadores, nada de novo por aqueles lados do mundo que já tanto deu ao género em questão.

Quem gosta de filmes de terror já viu todo o tipo de assassinos, desde aqueles que entram nos sonhos, os que saltam das televisões ou mesmo aqueles que se apoderam de bonecos, mas ninguém certamente está a espera de uma peruca que mata.

A história até consegue sem problemas infiltrar a peruca no filme, uma rapariga com leucemia sai do hospital, a sua irmã da-lhe de presente uma peruca.

A peruca começa alternar a personalidade de Su-Hyeon que começa a ficar melhor de saúde recuperando miraculosamente, mas ao mesmo tempo começa a torna-se mais cínica,hipócrita e má com a sua irmã.

Como se calcula no final existe sempre o twist coreano que ajuda sempre a elevar a qualidade do filme mesmo que a hora que passou anteriormente seja facilmente esquecida.

Gabal(The Wig) não tem infelizmente mortes com a peruca pois isso seria o expoente máximo, mas mais uma vez também não tem terror, tem sim suspense e um ou dois sustos.

Nota: 5.5/10

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Ravenous [1995]

Ravenous (Antonia Bird, EEUU, 1999)---poster015

Antes de mergulhar novamente nos filmes de terror asiáticos ou mesmo nos filmes de artes marciais decidi ver um filme sobre canibalismo

Um tema que ficou sempre imortalizado na minha cabeça pelo controverso Cannibal Holocaust. Mas só para deixar toda a gente sobre aviso, Ravenous não é, nem quem ser um Cannibal Holocaust.

Ravenous conta-nos a história do capitão John Boyd(Guy Pearce) que após uma “promoção” pelos seus actos corajosos(que passado 20 minutos de filme descobrimos que não foram) na guerra Mexicana-Americana é destacado para o Forte Spencer onde nada acontece.

Depois de uma penosa apresentação das personagens que estão no Forte Spencer que algumas delas só servem para tentar dar um ar de humor ao filme, aparece F.W. Colqhoun(Robert Carlyle) que confessa que pertencia a um grupo onde estava o coronel Ives que após acabar a comida começou a comer as pessoas que morriam, com medo fugiu para procurar ajuda, e assim obriga os soldados estacionados no forte a irem até a caverna procurar os prováveis sobreviventes.

O tema canibalismo sempre será algo controverso. A coragem de se comer outro ser humano nunca pode ser discutida de animo leve. Este filme para não levar a discussão muito longe simplesmente cria o mito que se alguém comer carne humana ganha a força que essa pessoa tinha.

Ravenous entra num duelo interessante ente o capitão Boyd e mais tarde o coronel Ives mas sem nunca entrar em argumentos complexos sobre o canibalismo, simplesmente mantém-se no limiar do ser correcto ou não e o que o ser humano é capaz de fazer para sobreviver.

Nota: 6/10

[Motelx13 Final Round] Toolbox Murders [2004]

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Atraídos pela renda baixa, um casal, uma professora e um estudante de medicina, muda-se para um velho prédio de Hollywood, enquanto o mesmo está a ser renovado. Mas mal se instalam, os arrendatários são barbaramente assassinados, um a um, através das mais diversas ferramentas.

Com pouco em comum em relação ao original «The Toolboox Murders», de 1978 – um dos títulos banidos no Reino Unido durante a histeria dos “video nasties” nos anos 1980 -, o filme de Hooper é um reboot feito anos antes do termo estar na moda. Com muita ironia e autoconsciência, foi considerado por Jamie Russell (BBC) “um apreciado regresso à forma do realizador Tobe Hooper”. Angela Bettis é a protagonista, dois anos depois de «May».

Sinopse em http://www.motelx.org

Finalmente termino o Motelx 13 por estes lados, muito dos filmes que estiveram na edição de este ano já tinha tido oportunidade de ver, como o Lords of Salem ou mesmo o surpreendente Maniac. Então decidi terminar com um filme realizado por um dos convidados de esta edição,

Um realizador que enverga pelo mundo de terror nunca tem tarefa fácil, principalmente quando começa com algum titulo acima da média.De seguida as expectativas para os próximos filmes são maiores.

Tobe Hooper ficará sempre ligado ao The Texas Chain Saw Massacre e também ao Poltergeist, logo vê-lo a fazer remakes de filmes de 78 dá um pouco de pena.

Toolbox Murders é um filme de terror sem novidade, sem chama, sem um serial killer que agrada, diria que é um filme sem nada. Não fosse a originalidade do assassino matar as suas vitimas com pistolas de pregos e martelos era um filme facilmente esquecido.

A lembrar os clássicos slashers dos anos 70’s que não resultam nos anos 00’s. Toolbox Murders cai em todos os clichés possíveis e imaginários vistos num filme de terror. É um filme aborrecido começado na sua história terminado nas suas personagens em que desejamos que todos tenham uma morte lenta e penosa.

The Texas Chain Saw Massacre é um clássico no cinema de terror, agora vê-lo no mesmo poster que este filme é sem dúvida uma pena, não vão ser os dois facilmente confundidos devido a mediocridade de este.

Nota: 5/10

[Motelx13] Chained [2012]

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“Numa tarde de sábado, Tim, de oito anos, e a sua mãe apanham um táxi conduzido por Bob, um assassino em série em busca de novas vítimas. Tim é obrigado a assistir ao assassinato da mãe, e Bob poupa-o, tornando-o seu escravo. Acorrentado em casa, as tarefas do miúdo são limpar e enterrar os corpos das vítimas do seu captor. Os anos passam e Tim apercebe-se que só conquistará a liberdade se se tornar também ele próprio num assassino.

Tendo vencido o Festival de Sitges com «Surveillance», em 2008, Jennifer Lynch regressa com este «Chained», o qual viria a vencer o Prémio Especial do Júri do mesmo festival, em 2012, meses depois da estreia mundial no Fantasia de Montréal.”

Sinopse retirada em http://www.motelx.org

Hoje é o último dia de Motelx13 espero que a próxima edição já esteja marcada no calendário dos organizadores. Mas enquanto não existem novidades sobre esse assunto, por aqui vão-se queimando os últimos cartuchos sobre os filmes que passaram na edição de este ano.

Chained tem na cadeira de realizador(a) Jennifer Lynch que é filha de David Lynch. Em regra geral um apelido tão importante no nome acaba por vezes a prejudicar mais que a oferecer vantagens, basta ver o filme Antiviral de Brandon Cronenberg que foi logo acusado de estar a tentar imitar o seu pai.

Mas Chained não tem nada que caracterize os filmes de Lynch(Pai), consegue ter a sua própria identidade mesmo que a sua história não seja nenhuma novidade.

Vincent D’Onofrio[Bob] mostra-se em excelente forma e acaba por esta a altura de um assassino traumatizado na sua infância que tenta criar laços afectivos com Eamon Farren [Rabbit], a violência física é pouca durante o filme todo ficando mais um terror psicológico em cima da mesa.

O desenvolvimentos das personagens está acima da média, mas nunca se chega a criar um empatia com Rabbit e desejar que o seu martírio chegue ao fim. O final do filme está um pouco acima da média, pois nem tudo é o que parece ser.

Nota: 6.8/10

[Motelx13] Wither [2012]

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Ida e Albin são um casal feliz. Partem com um grupo de amigos em direcção a uma cabana situada na vasta região florestal da Suécia, para desfrutar de umas férias divertidas. Mas, sob o chão da cabana, um mal proveniente do passado negro deste país aguarda uma oportunidade para se libertar.

A segunda longa-metragem de Sonny Laguna, que se estreou com o slasher «Blood Runs Cold» (2011), tornou-se conhecida como o «Evil Dead» sueco. Laguna e os colaboradores Tommy Wiklund (co-realizador e co-argumentista) e David Liljeblad (co-argumentista e produtor) misturam a estética grand guignol do clássico de Sam Raimi com o folclore local, vincando bem a presença da Suécia no mapa do melhor terror europeu.

Sinopse como sempre roubada em http://www.motelx.org

Por motivos de trabalho e pessoais tive que colocar em pausa as analises aos filmes que estão no Motel X de este ano, o festival termina amanhã e espero que tenha sido um sucesso como os anos anteriores. Vou alongar o festival aqui pelo blog com mais alguns filmes e depois aproveito a onda do convidado de esta edição ter sido Tobe Hooper e ver também mais uns filmes de esse realizador com tanta história no mundo do terror.

Mas voltando ao filme em questão. Wither como diz a sinopse coloca a Suécia no mapa do terror europeu, mas muito longe de ser do melhor que se tem visto.

Wither tencionava ser o Evil Dead sueco, se era essa a ideia da sua dupla de realizadores foi uma aposta ganha,mas somente no plano do gore e sangue em litros que dava para acabar com a crise mundial nos bancos de sangue. Porque em termos de originalidade e história fica muito atrás da obra de Sam Raimi.

Basicamente coloca-se um grupo de jovens numa cabana, e começa-se uma carnificina sem fim até chegarmos ao final de uma forma penosa e lenta.

Tenho a certeza que a Suécia tem bons filmes de terror, mas Wither não é um bom exemplo disso.

Nota: 5/10

[Motelx13] Insensibles [2012]

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Dom 15 · 19h15
Sala 3

“No início da Guerra civil espanhola, um grupo de crianças insensíveis à dor é encerrado num sanatório no coração dos Pirenéus. No presente, o brilhante neurocirurgião David Martel, descobre que padece de um tumor e só um transplante de medula óssea proveniente dos seus pais biológicos, que nunca conheceu, o poderá salvar. Em busca pelas suas origens, David irá desvendar inesperadas ligações com um passado traumático.

Vencedor do Prémio de Melhor Filme do último Festival de Estrasburgo, esta primeira longa de Juan Carlos Medina é uma co-produção da Fado Filmes de Luis Galvão Telles.”

Sinopse como sempre roubada em http://www.motelx.org

Fazer um filme só com uma história e manter a mesma interessante por vezes torna-se quase missão impossível, arriscar na sua primeira longa metragem e fazer um filme com duas histórias que se ligam entre si é sem dúvida um passo arriscado que Juan Carlos Medina tentou dar.

A guerra civil espanhola marcou durante anos gerações de espanhóis que ainda hoje utilizam como pano de fundo esse cenário para construir os seus filmes. Del Toro já o fez, Álex de la Iglesia entre outros realizadores espanhóis. Logo não é de estranhar que Juan Carlos tenha usado o mesmo cenário.

Insensibles acaba por conseguir aguentar bem a pressão de ter que lidar com dois tempos distintos,sendo que a história acaba por se complementar sem grandes problemas até ao climax final, mas a lentidão no desenvolvimento do filme e a falta de personalidade dos actores principais faz com que nos desliguemos do filme muito facilmente.

Mesmo com os seus defeitos o cinema espanhol continua a mostrar vitalidade no cinema de terror, mesmo que na minha opinião  este filme se enquadre mais no thriller que em terror mas isso fica a escolha de cada um.

Nota: 5.5/10

[Motelx 2013] The Battery [2012]

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Sex 13 · 16h30
Sala 3

Dom 15 · 16h30
Sala Manuel de Oliveira

“Dois ex-jogadores de basebol, Ben e Mickey, atravessam estradas secundárias e florestas de uma New England desolada após um apocalipse zombie. Para sobreviverem, terão de ultrapassar as vincadas diferenças de personalidade de ambos: Ben abraça um estilo de vida cada vez mais nómada, selvagem e sem lei, enquanto Mickey se recusa a aceitar as duras realidades do novo mundo e se lamenta pela ausência dos confortos de outrora.

Com um orçamento de 6000 dólares, uma equipa de seis pessoas e duas semanas de filmagens, «The Battery» tem-se revelado um grande sucesso do terror indie recebeu rasgados elogios da crítica e tem amealhado prémios em festivais de género como o Imagine e o Dead by Dawn.”

Sinopse roubada como sempre em http://www.motelx.org

Fazer um filme com orçamento de 6000 dólares é sem duvida um marco que não está ao alcance de toda a gente, agora ter poucos recursos e ao mesmo tempo fazer algo interessante já é um problema diferente.

The Battery é um filme “on road” mas com zombies, diria talvez que a sua maior influencia tenha sido “The Road” de Cormac McCarthy, mas em vez de termos um pai e um filho, temos dois amigos que tentam sobreviver nesse mundo pós apocalíptico.

Cada personagem tem a sua diferente personalidade, por um lado temos Ben que só tem como instinto sobreviver, no lado oposto da moeda Mickey que só quer voltar a ter um vida normal. Interessante saber com que personagem nos poderíamos identificar se estivemos numa situação igual

Devido ao seu baixo orçamento o filme passa diverso tempo em planos sobre a paisagem, a usar e abusar da banda sonora em que mais parece um podcast com diversas bandas indies e com cenas completamente inúteis só para encher tempo.

Talvez tivesse sido melhor ideia adaptar a história a uma curta metragem e não tentar fazer um filme de 1h40. Mas pela originalidade e pelo seu esforço The Battery merece uma oportunidade, mas preparem-se para uma viagem que por vezes parece não ter rumo definido.

Nota: 6/10