Tang shan da xiong [1971]

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Evitei falar de Chuck Norris no meu ciclo/maratona ou qualquer coisa parecida de artes marciais. Mas não consigo deixar de lado Bruce Lee.

Bruce Lee foi o meu primeiro herói de artes marciais favorito, antes de as televisões passarem as noites inteiras a passar telenovelas e programas que só fazem as pessoas mais ignorantes, existiam sessões de cinema a noite. Ora tive a sorte de um dia ter apanhado o mítico Dragão Ataca e gravar em VHS a partir dai foram vezes sem conta que vi esse filme quando era miúdo, hoje lembro-me pouco do filme, mas de Bruce Lee nunca me esqueci.

Mas voltando ao filme que tive oportunidade de ver foi algo completamente diferente que estava a espera, um filme bastante violento com cenas de artes marciais de encher o olho e até raparigas nuas!

Tang Shan da Xiong(ou The Big Boss) é realizado e escrito por Wei Lo um director com mais de 60 filmes no seu currículo, para além de ter trabalhado com Bruce Lee também chegou a fazer filmes com Jackie Chan.

The Big Boss conta-nos a história de Cheng Chao-an[Bruce Lee] que chega a Tailândia para ir trabalhar numa fábrica onde o seu primo também trabalha, após o desaparecimento de vários trabalhadores incluído o seu primo, Cheng Chao-an tenta perceber porque desapareceram os trabalhadores.

Durante os primeiros 40 minutos temos pouca acção e mais desenvolvimento de história, pois Cheng Chao-an tinha feito uma promessa a sua mãe antes de partir para a Tailândia que não iria lutar, até se ver obrigado a isso e ainda bem que essa altura chega, pois ai podemos ver Bruce Lee em todo o seu esplendor. Foi aqui que fiquei mais surpreendido com filme, tinha a imagem de Lee a lutar com matracas e pouco mais, mas aqui ele mostra-se mais versátil e chega a usar facas para derrotas os seus inimigos.

Os últimos 30 minutos de filme são de porrada sem parar e coreografias acima da média, para qualquer fã de Bruce ou de um bom filme de porrada a antiga The Big Boss é obrigatório.

Nota: 7.5/10

Bulshinjiok [2009]

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Será que o cinema asiático também se torna repetitivo? Será que também tem crises de ideias? Será que os espíritos pelo continente Asiático andam sempre atormentar a malta? Parece que a resposta é “Sim” e este filme vem só acrescentar mais um espírito ao já saturado mercado de terror asiático.

Bem a história é do mais cliché já visto, uma rapariga desaparece e a irmã volta a casa onde vive a sua mãe ultra religiosa para tentar perceber porque ela desapareceu, começam acontecer uns suicidos estranhos.. e pronto o resto já se sabe onde vai dar.

Bulshinjiok ou também conhecido por Possessed até tenta acrescentar uns elementos novos que se fossem melhor explorados podia ter tornado o filme mais interessante, usando o tema da religião e da fé e até onde nos pode levar a crença.

Mas se não fossem os últimos 10 minutos que finalmente foram originais o filme tinha passado para a fantástica secção “Eu já vi isto em algum lado”,

Assim junta-se a mais um filme a mini maratona não oficial de filmes de terror asiáticos, e só acrescento mais um filme a lista de filmes que já vi e depois nunca mais me vou lembrar do mesmo.

Nota: 5/10

Death Warrant [1990]

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Fazer uma maratona não oficial de filmes de artes marciais e não falar do Van Damme era quase como o Benfica jogar sem o Cardozo.. Admito que até já tinha voltado a ver um filme de artes marciais recentemente que foi o grande “Lone Wolf McQuade” com o grande Chuck Norris mas fazer uma critica a qualquer filme de esse senhor equivale a colocar meia dúzia de piadas que circulam pela net e está feito..

Deixando de lados coisas tristes, voltemos a concentra-nos no Death Warrant  que é um filme que transpira por todos os lados um espírito dos anos 80’s mas acaba por ser realizado já no inicio de 90.

Ora vejamos.. Tem o Van Damme numa forma física invejável “confere, tem o nerd dos computadores “confere”, tem a femme fatale que é feia como tudo e parece a minha avo a vestir-se “confere” , tem o Al Leong que faz sempre de asiático mau que nunca dura mais que 5 minutos em cada filme que participa “confere Aqui estão pelo menos metade das características de como fazer um bom filme.

Death Warrant conta-nos a história de Louis Burke um policia canadiano que acaba por se infiltrar numa prisão para descobrir quem anda assassinar os prisioneiros dentro da mesma.

O filme de porrada tem pouco, até acabei por estranhar ter mais história que porrada mesmo, talvez já não me lembre tão bem dos filmes do Van Damme e afinal ele tinha filmes cheio de histórias complexas e eu pensava que era só partir pau do inicio ao fim.

Temos aqui como vilão o actor Patrick Kilpatrick que faz um excelente papel como Sandman. As lutas deixam um pouco a desejar parece que estamos sempre em slow motion.. Mas os pontapés míticos e o quase não uso dos punhos do JCVD durante o filme está sempre presente. Além que por vezes parece meio perdido no filme JCVD mas isso são pormenores que não conseguem estragar o filme.

Só em jeito de curiosidade o argumento foi escrito por David S. Goyer o homem que tem no currículo filmes como Blade,Dark Knight e mais recentemente o Man of Steel, eles tem que começar de algo lado não é?

Nota: 6/10

Cheuuat gaawn chim [2009]

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Volta-se a mini maratona não oficial de filmes de terror asiáticos e regressa-se da pior forma. O cinema de terror tailandês deve ter os piores filmes de terror de sempre. Ou é isso, ou é a minha falta de sorte em apanhar bons filmes vindos de esse país.

Cheuuat gaawn chim ou Meat Grinder para quem lhe é mais próximo conta a história de uma mulher perturbada por uma infância/adolescência de maus tratos. Um dia vê-se as portas do despejo devido a um mau negócio que o seu ex-marido fez, então na tentativa de salvar a casa onde vive começa a matar pessoas e a servi-las como comida de restaurante.

Por aqui já se percebe o caminho que o filme vai levar, um tratamento de gore sem precedentes e uma tentativa de colocar sentimentos num filme que tem mais flashbacks por minuto que a série toda do Prison Break e Lost.

Meat Grinder não me consegui-o tocar, não senti pena das vitimas que faleceram as mãos da nossa protagonista e muito menos senti pena da vida que Buss teve. Pois com tantos flashbacks e história completamente incoerente é impossível sentir qualquer sentimento.

Fica mais uma oferta de gore gratuito, com sentimentos e personagens que procuram vingança, porque ainda não existiram filmes suficientes a tratar esse assunto.

Nota: 5.5/10

The Purge [2013]

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Os filmes de terror parece que ganharam um novo fôlego e estão aparecer novamente em força nos cinemas. Depois dos sucessos de Paranormal Activity, Sinister [que diga-se de passagem foi um excelente filme] e o mais recente Mama é normal que toda a gente queira aproveitar esse sucesso e lançar cá para fora o seu filme.

James DeMonaco que na sua carreira esteve quase sempre ligado a escrita de argumentos, decidiu desta vez escrever e realizar “The Purge”.

The Purge conta-nos a história de uma América futurista e distópica onde a criminalidade quase não existe. Estamos perante um mundo quase perfeito. Mas para se manter a taxa de criminalidade nos níveis baixos e para satisfazer os instintos primários do ser humano, existe um dia que durante 12 horas todos os crimes são permitidos sem qualquer punição posteriormente.

A partir de esta ideia seguimos uma família que se prepara dentro de sua casa para esse dia, com Ethan Hawke como nome principal que aqui é o chefe de família. Após o começo do “Purge” o filho mais novo acaba por abrir as portas e salvar um sem abrigo que estava a ser perseguido por “criminosos” colocando a segurança de toda a família numa situação complicada. Os seus perseguidores dão uma alternativa a família Sandin, libertam o sem abrigo e eles vivem, ou morrem com ele.

The Purge como muitos filmes anteriores acaba por se atropelar nas suas próprias ideias e perde mais tempo em momentos de violência que a usar a ideia principal do seu filme que seria sem dúvida um excelente aditivo.

A critica a sociedade americana e ao seu descontrolo de armas é mais que evidente, mesmo que essa ideia também só sirva para passar novamente que todos os americanos são fanáticos religiosos e amantes das armas algo que já se viu várias vezes. Onde o filme acaba por falhar é do pouco desenvolvimento das suas personagens, a mudança de comportamento das mesmas é quase tão rápida como a morte do assassino principal.

Claro que um filme de terror por regra geral não é conhecido pelas suas ideias de vida, ou por argumentos complexos. Mas aqui havia uma ideia que podia ter sido aproveitada e mostrar para onde o ser humano pode seguir quando se abrem dois caminhos tão distintos.

Nota: 6/10