Motel X 2013 11-15 Setembro

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O melhor festival de cinema de terror está de volta, este ano além de Hideo Nakata como convidado ainda temos o Mestre Tobe Hooper. Infelizmente este ano devido a um factor de distancia extrema provavelmente não vou estar presente.. Mas não me vai impedir de fazer um especial Motel X como o ano passado. Estejam atentos!

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The Man From Hong Kong [1975]

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Filmes de artes marciais são um tipo de filme que raramente vejo, nos tempos de infância os meus actions heroes como Bruce Lee, Van Damme ou mesmo o mítico Chuck Norris faziam parte do meu cardápio normal numa tarde de cinema, fui perdendo esse gosto ao longo dos anos. Mas como ultimamente estou mais aberto a todo o tipo de cinema voltei a ver um filme de porrada pura e dura. E vão passar por aqui vários nos próximos tempos.

The Man from Hong Kong faz-me lembrar o Hora de Ponta em termos de argumento, mas em vez de termos um Jackie Chan totalmente trapalhão temos um Jimmy Wang Yu imbatível e pronto a partir para a porrada em todo o lado, seja dentro de uma cozinha de restaurante seja a porta de um quarto de hotel com o seu pijama de dormir.

Realizado por Brian Trenchard-Smith e pelo próprio Yu Wang conta-nos a história de um detective que viaja até a Austrália para ajudar os detectives a desvendar um caso de tráfico de droga, após a morte da personagem principal começa um festival de kung fu a moda antiga,os efeitos sonoros clássicos vistos nos filmes de artes marciais de “antigamente” e as lutas acima da média fazem este filme um must see para todos os fã de filmes de artes marciais. Por todos os momentos e razões o nosso herói está sempre a lutar, e a usar frases simplesmente geniais, guardando ainda tempo para ser galã. Destaque também para o vilão aqui representado por George Lazenby

Um filme de porrada a antiga é sempre a melhor forma de começar mais uma “maratona” não oficial, mesmo que ainda vá a meio de outra não oficial sobre filmes de terror asiáticos.

Nota: 6.5/10

I quattro dell’apocalisse [1975]

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I quattro dell’apocalisse é realizado por um dos mestres do terror Lucio Fulci, foi com grande surpresa que descobri essa informação e foi com grande expectativa que fui ver o filme.

Se os westerns dos anos 60/70’s tinham todos a mesma ideia, I qualltro dell’ apocalisse tenta não seguir essa ideia já predefinida talvez para evitar ser repetitivo. Mas talvez  essa seja a razão que faz com que o filme não seja tão conhecido do público em geral. O filme conta-nos a história de quatro personagens todas diferentes que se acabam por juntar numa prisão e após serem soltos continuam a sua viagem juntos.

Cada personagem representa uma maldade do mundo, temos um jogador de poquer batoteiro[Stubby], uma prostituta[Bunny] um bêbado[Clem] e ainda uma personagem que a sua única “maldade” é ser atrasado mental [Bud]. No caminho encontram-se com o Chaco um bandido que se junta a eles nos primeiros tempos para os ajudar, até que um dia mais tarde acaba por violar Bunny, e deixar as restantes personagens em estado pouco saudável.

Vemos neste filme toques de Fulci pela forma violenta como as nossas personagens sofrem os ataques,mas vemos pouco de western não existem tiroteios ou qualquer outro toque de imagem de marca que marcou  esse genéro.

I qualltro dell’apocalisse acaba por um lado ser um filme dramático e apaixonante mas por outro também acaba por cair na linha do mediano e previsível.

Se tiverem saudades de ver cowboys e forem fãs de Fulci vale sempre a pena ver este filme.

Nota: 6/10

 

The Gingerdead Man [2005]

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Quando chegamos a uma certa fase da nossa vida e decidimos explorar todo o tipo de cinema que existe por esse mundo fora por vezes podemos encontrar algo simplesmente fantástico.

The Gingerdead Man é um biscoito de gengibre assassino, assim numa onda de “Chucky” mas com um doce que todos nos gostávamos de comer um dia.

Quando eu digo que é na onda do “Chucky” quero mesmo dizer que é um cópia exacta do filme do boneco assassino. Ora vejamos um assaltante é condenado a cadeira eléctrica depois de morrer é cremado e as suas cinzas são enviadas a sua mãe. Para vingança ela faz magia negra e por acidente as cinzas acabam-se por misturar com a massa de bolos, e puff.. temos o nosso boneco de gengibre assassino!

Infelizmente TGM é um filme com dois extremos, por um lado a magnifica história e as fantásticas frases e movimentos do nosso “herói”, por outro lado a falta de mortes e as interpretações serem todas más demais sendo o boneco o que melhor se safa no filme.

Existem duas continuações que espero meter-lhe as mãos em cima brevemente e depois talvez passe por aqui e deixe também a minha opinião sobre essas maravilhas.

Nota: 5/10

No One Lives [2012]

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Quis a ironia do destino que o filme que escolhi para ver de modo a fazer uma pausa nos filmes de terror asiáticos fosse um filme realizado  por um realizador japonês mas virado directamente para o público americano.

No One Lives é um filme realizado então por Ryûhei Kitamura[tem no currículo filmes como Azumi,Versus] e é financiado pelos estúdios da WWE.

Mais uma vez vemos um realizador a optar pelo seguro e a fazer um slasher a moda antiga. Um casal é interceptado por um grupo de assaltantes que depois de matarem a sua namorada, soltam o “louco” que vive dentro de actor Luke Evans que como em todos os filmes de serial killers/slashers é um assassino cheio de técnicas e toques de invencível.

Não deixa de ser um filme interessante mesmo que não acrescente nada de novo ao género mas também não chega para inventar a roda.

Se procuram um filme com aquele sentimento de terror slasher anos 80 este é o filme ideal.

Nota: 6/10

Gurotesuku [2009]

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Nos dias de hoje qualquer pessoa com uma câmara e um orçamento minúsculo pode fazer um filme. Acredito que toda a gente que gosta de ver cinema tem esse sonho, ou pelo menos fazer algo parecido.

Kôji Shiraishi realizou esse sonho e consegui-o transformar num pesadelo. Grotesque é um filme de tortura e gore sem fim. A história do filme não existe, mas se existisse ou se fosse preciso explicar seria algo como: “Dois jovens são raptados por uma maníaco[que parece um Takeshi Kitano mais novo] que se diverte a torturar as suas vitimas da pior forma possível e imaginaria, usando um argumento que se eles o satisfazerem sexualmente ele os solta.”

Grotesque é mau em todos os sentidos, não é por ter gore em demasia pois isso aguento sem problemas, não é por ter um das piores torturas que vi até hoje pois isso também consigo aguentar, é simplesmente mau porque não tem qualquer história é mesmo só sangue, tortura e um sádico com um chapéu de médico que parece mais um cozinheiro. Mas consegue acompanhar todos os clichés de este tipo de filmes não faltando a música clássica enquanto o nosso maníaco tortura a suas vitimas.

A única parte que salva o filme é o final épico,e não é porque finalmente acaba a tortura de ter perdido 1h10 a vê-lo, é porque é mesmo simplesmente fantástico.

Provavelmente daqui a uns anos é considerado um filme de culto pois foi censurado em vários países.

Nota: 4/10

Gin gwai [2002]

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Admito que estive para fazer uma maratona de cinema de terror asiático mas a falta de tempo que tenho tido para ver filmes ultimamente é tão grande que vou simplesmente colocando aqui aqueles que consegui ver nos últimos tempos.

Gin gwai[The Eye] está dentro do mesmo estilo de terror que atacou forte os cinemas/computadores de toda a gente na altura que o The Ring[remake] fez tanto sucesso. Após esse sucesso toda a gente queria conhecer mais filmes de terror asiáticos pois esses é que prometiam medo e sustos sem fim.

Mas na altura que essa “onda” atacou eu não estava tão virado para os filmes de terror como estou hoje, por isso provavelmente o filme não tem tanto impacto hoje porque a história que este filme segue já esta mais que batida.

A história provavelmente já é conhecida, mas fica aqui o resumo mínimo. Uma rapariga cega recebe um transplante de córnea e consegue voltar a ver. Após os primeiros dias começa a ver fantasmas.

Como já disse por aqui anteriormente existem filmes que não conseguem sobreviver ao tempo, eu quando estava a meio do “The Eye” só pensava que estava a ver o Sexto Sentido  mas com potenciais sustos, algo que nunca chegou acontecer tornado-se por vezes mesmo um filme penoso.

Não deixa de ser um bom esforço para um filme de terror que provavelmente teve imenso sucesso quando saiu mas passado quase 11 anos do seu lançamento deixo o desafio de quem o viu, que o reveja para ver se hoje não “olham” para o filme de forma diferente.

Curioso é saber que o filme ainda consegui-o ter duas continuações que se tiver tempo vão passar por aqui certamente.

Nota: 6/10