HellRaiser IV: Bloodline [1996]

POSTER - HELLRAISER ‡4‡ BLOODLINE (alternate)

História: No século 22, um cientista tenta criar uma solução para destruir a caixa de quebra-cabeças que abre as portas do Inferno e liberta Pinhead e suas legiões Cenobitas.

Pseudo-Review: Mais um hiato de 4 anos para o nosso Pinhead, e tal como Jason Voorhees também ele chega ao espaço. Pior filme que o capitulo anterior seria impossível. A realização foi entregue a Kevin Yagher e Alan Smithee que ao contrário do realizador anterior não faz close ups a cara do Pinhead de 5 em 5 segundos do filme, já o argumento ficou nas mãos de Peter Atkins. Este capitulo foca a origem da caixa que é utilizada para abrir as portas do inferno. Mais um filme que não chega a ser de terror, e o gore começa a ser uma miragem, um filme que tenta apostar mais na história que acaba por ser um pouco maçadora e previsível. Acaba por ser um capitulo interessante onde ficamos a conhecer um pouco mais sobre o mundo Hellraiser mas muito longe do Hellraiser 1.

Nota: 5.5/10

Hellraiser III: Hell on Earth [1992]

POSTER - HELLRAISER ‡3‡ HELL ON EARTH (alternate)

História: Uma repórter investiga um caso relacionado com Pinhead, aos poucos vai descobrindo mais sobre o mesmo, e vai tentar envia-lo de volta para o seu inferno.

Pseudo-Review: Conforme tinha dito no filme anterior o Hellraiser II dava a entender que a saga HellRaiser tinha sido fechada para sempre.

Infelizmente não foi o que aconteceu, quarto anos depois Pinhead está de volta para mais um capitulo. E que capitulo mais frustrante, tudo o que não se quer ver num filme de terror aparece em HellRaiser 3. Más interpretações, vilão adulterado de tal forma que fica irreconhecível, explosões a fazer lembrar mais um filme de acção que terror e para não faltar mesmo nada, novos Cenobitas que devem ser os piores de sempre.

HellRaiser 3 é daqueles filmes que não consegue dar satisfação em momento nenhum, depois de dois filmes dentro do bom para um filme de terror, este simplesmente é uma nódoa.

Veremos o que Hellraiser 4 me vai reservar, mas pior que este penso que seja impossível.

Nota: 4.5/10

Maratona: HellRaiser

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Começo aqui a nova saga de filmes de terror conforme falei no dia que terminei o Childs Play. Hellraiser foi o escolhido, grande falha na minha carreira de cinéfilo que adora filmes de terror, mas ao contrário do Childs Play não vou ver todos os filmes de seguida. Sei que já disse várias vezes por aqui que não tenciono falar de filmes mais conhecidos, mas não tinha grande lógica falar de Hellraiser e saltar os dois primeiros filmes, sendo assim dou o meu pontapé de saída com esses dois..

Hellraiser 1 [1987]

História: Uma esposa infiel encontra o “zombie” de seu amante morto, que está  e ajudo-o a rejuvenescer antes que os demônios descubram que ele escapou do seu inferno sadomasoquista.

Pseudo-review: Hellraiser 1 faz parte do “boom” do cinema de terror dos anos 80. Os grandes slashers apareçam nesses anos gloriosos para o cinema de terror. Clive Barker deixou também a sua marca, não com um slasher clássico mas sim com um filme de gore e terror mais psicológico, mas sem dúvida deixou uma marca.
Hellraiser começa logo num ritmo alucinante, ainda não tinham passado os 10 primeiros minutos de filme e já tinha levado com um espectáculo de gore totalmente convincente, com uma maquilhagem que ao longo do filme será o seu maior trunfo, que excelente trabalho que fizeram para este filme.
Interessante ver que ao contrário dos slasher de esses gloriosos anos, Pinhead aqui não tem um papel principal, fazendo a sua grande aparição já o filme ia a meio. Brutal, sanguinário e com Pinhead e o seus cenobitas a deixarem logo a sua marca de inicio, Hellraiser 1 é sem dúvida uma exclente forma de começar esta saga.

Nota: 8/10

HellRaiser 2: Hell Bound [1988]

História: Kirsty é trazido para uma instituição após a morte de sua família, onde um médico obcecado pelo mundo do oculto ressuscita Julia e liberta os Cenobitas mais uma vez.

Pseudo-review: Como todos os grandes sucessos óbvio que tinha que haver um sequela para o Hellraiser. Os primeiros minutos de filmes são simplesmente flashbacks do filme anterior, se não tivesse visto o primeiro, não ia fazer grande diferença pois o essencial é contado logo no inicio do segundo filme.
Passou-se pouco tempo desde que Kristy assistiu a morte da sua família, agora está internada num hospício, onde encontra um médico interessado no caso dela. O Dr.Philip Channard estudava já a muito tempo o mundo dos Cenobitas e as suas formas de abrir portas para o  inferno dos mesmos, ao saber do caso da sua paciente ressuscita Julia e temos 40 minutos de filme que são quase tirados a papel químico do primeiro filme. Posteriormente Kristy e Tiffany a rapariga que consegue resolver o enigma da caixa para entrar no inferno dos cenobitas e vão explorando os recantos, a fazer lembrar um pouco os ambientes do Pesadelo em Elm Street. Este filme mostra-nos o nascimento de Pinhead e os seus cenobitas que acaba por ser uma desilusão pelo menos para mim.. O filme o termina de forma a encerrar a saga Hellraiser mas todos sabemos que os filmes de terror não acabam assim e  os imensos filmes que apareceram posteriormente vieram provar o contrário.

“No,It is not hands that call us. It is Desire” *

*Curiosidade: A banda portuguesa Desire inicia o seu albúm Locus Horrendus – The Night Cries of a Sullen Soul com a frase do Pinhead.

Nota: 6/10

Dupla Sessão – Balada triste de trompeta & Someone’s Knocking at the Door

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Balada Triste de Trompeta [2010]

História: Uma jovem trapezista precisa decidir se entre Sérgio, o palhaço feliz mas como uma personalidade caótica , ou por Javier, o palhaço triste, que também esta profundamente perturbado.

Pseudo-Review: Numa altura que o meu livro de cabeceira é “Homenagem a Catalunha” de George Orwell, nada melhor que pegar num filme que tem como pano de fundo a guerra civil espanhola e os anos seguintes já sobre a ditadura do General Franco.

Realizado por Álex de la Iglesia realizador já com um currículo extenso e com alguns filmes de culto na sua carreira, este foi o meu primeiro contacto com o mesmo. Balada Triste de trompeta sofre de um mal que infelizmente começa a ser mais comum nos últimos filmes que tenho visto é demasiado longo para uma história tão simples.

O filme tem uma começo fulgurante, Javier está assistir a mais um espectáculo do pai como palhaço, quando é interrompido pelas tropas revolucionárias que obrigam todos os circenses a participarem no lado rebelde para combater os fascistas franquistas. São vinte minutos de excelente realização, fotografia e montagem um hino ao bom cinema. Posteriormente vamos acompanhado as aventuras e tristezas de Javier (muito bem interpretado por Carlos Areces) até ao ponto que entra para um circo e tenta fazer carreira como o seu pai, como palhaço. Nesse mesmo circo conhece a trapezista Natalia(a belíssima actriz Carolina Bang) que está casada com o palhaço feliz Sérgio( Antonio de la Torre) que também tem aqui uma excelente interpretação. A partir daqui acompanhamos a história de este trio amoroso, que acaba em extremo máximo, mas como referi anteriormente a história prolonga-se demasiado dando mesmo a impressão que muitas fases do filmes são desnecessárias.

Mesmo com esse pequeno problema Balada triste de trompeta merece uma oportunidade pelas excelentes representações dos seus protagonistas e pela sua excelente realização e fotografia. Mais um bom filme vindo de Espanha um cinema que sem dúvida nos últimos anos mostrou um crescimento abismal.

Nota: 6.5/10

http://www.imdb.com/title/tt1572491/

Someone’s Knocking at the Door [2009]

História: É uma comédia de terror, realizada por Chad Ferrin, que nos traz a história de um grupo de jovens viciados em drogas, estudantes de medicina, que são sistematicamente aterrorizados por Wilma e John Hopper, um casal misteriosamente regressado dos anos 70.

Pseudo-Review:  Acho que já referi em vários posts que adoro filmes de terror comédia, desde que esteja a um nível aceitável. Ora Someone’s Knocking at the Door não está nem ao nível de filme de terror, nem de comédia, é simplesmente uma mistura de ideias que durante 80 minutos acaba por não ir a lado nenhum. Acho que foi o pior filme que vi nos últimos tempos, não tem história nenhuma. O que acontece durante 80 minutos são violações de John Hopper com o seu pénis gigante, temos raparigas a mostrar os seios, temos uso de drogas, temos tentativa de piadas. É um filme que nem consegue chegar aquele nível do “É tão mau que acaba por ser bom..”.  Evitem a todo o custo este filme, se tiverem curiosidade em ver o mesmo aconselho paciência, muita paciência.

Nota: 3/10

http://www.imdb.com/title/tt1303902/

My Little Eye [2002]

mylittleeye

História: Cinco jovens sujeitam-se a viver  numa casa isolada durante seis meses, enquanto todos os seus movimentos são filmados por câmaras. Cada um tem seu motivo para querer estar lá – fama, dinheiro, aventura. O prémio 1 milhão de dólares. As regras são simples se uma pessoa sai, todos perdem.

Pseudo-Review: Faz hoje quase um ano que vi o Dead Set, mini série de terror com Zombies. Ontem vi mais um filme que pega na ideia do Big Brother, coloca 5 jovens lá dentro e lança suspeitas para o que vai acontecer aos poucos. Filme de terror sem dúvida, para ser visto com as luzes apagadas e com phones nos ouvidos, história original? Nenhuma. Personagens totalmente ocas durante todo o filme e sem desenvolvimento nenhum. Ponto positivo: Filme de terror que usa música trance(?) nos momentos de maior medo.

Nota: 6/10

Maratona Child’s Play

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Dedico este post a um grande amigo do “terror”, Mr. Keppler este senhor viu todos os filmes de terror na idade certa, desde o Nightmare in Elm Street ao The Exorcist até a saga que vou falar a seguir “Childs Play”.

Ele que me emprestou a box de todos os Nightmares in Elm Street, ele que indirectamente me levou a este género tantas vezes desprezado como é o género de terror, ele que se dispôs a acompanhar me nesta saga que é ver os 5 filmes do “Childs Play”. Este post é para ti Mr. Keppler.

Childs Play 1

Enquanto pessoas festejavam a passagem de 2012 para 2013, eu encontrava-me a ver pela primeira vez o Childs Play, um filme que transforma um boneco de brincar, em um assassino diabólico. Durante anos imagens vão se formando na nossa cabeça sobre filmes que nunca vimos, Childs Play para mim é provavelmente o filme que mais isso aconteceu, o que me influenciou a desgostar por completo do primeiro Childs Play. Chucky é um assassino sem qualquer dó nem piedade, dentro dos normais serial killers que existiam nos anos 80’s, mas o filme em si nunca chega ao banho de sangue ou aos imensos corpos que os outros serial killers deixavam. Childs Play nem chega a ser um filme de terror, não chega a meter medo, não chega a ter sangue suficiente.. não chega a lado nenhum. Tirando as poucas frases de comédia que o Chucky faz durante todo o filme, ou a má representação de Andy, Childs play deixou-me com um longo bocejo e muito desiludido.

Nota: 5.5/10

Childs Play 2

Ainda não refeito do primeiro filme, e como uma maratona por regra geral significa ver todos os filmes de seguida, meti na loucura de ver Childs Play 2. Ora bem passaram-se alguns anos desde que o Chucky foi morto, agora ele volta a atacar. Este filme para mim talvez por ter as expectativas mais baixas ,vai contra a regra da “a sequela é sempre pior que o primeiro filme”, acabou por ser mais interessante o segundo filme, onde pelo menos já temos um pouco de suspense, um pouco de mortes originais.. e mais Chucky que para mim é o mais importante em todo o filme. Não é nem nunca será nenhuma obra prima, mas pelo menos deixa-nos com um resultado mais satisfatório que o primeiro filme.

Nota: 6/10

Childs Play 3

O Childs Play 3 fecha finalmente a saga da personagem “Andy” agora ele já é um rapaz já crescido e vai parar a uma academia militar. Chucky volta a renascer das cinzas e incrivelmente consegue descobrir onde está o Andy, a procura de vingança e a tentativa de mudança de corpo continuam. Neste filme começa-se finalmente a desenvolver o lado mais cómico de Chucky que se vai realçar mais nos próximos 2 filmes. Childs Play 3 continua naquela onda do filme de terror com um pouco de drama, mas porque mais estranho que pareça resulta.

Nota: 6/10

Childs Play 4 [aka The Bride of Chucky]

Chucky esteve enterrado demasiado tempo, desde 1991 a franquia ficou adormecida. Volta ao cinema em 1998 pela mão do realizador Ronny Yu que este envolvido no pior projecto de terror de sempre(?) Freddy vs Jason, mas aqui consegue fazer um trabalho satisfatório, muito graças também as novas “tecnologias” que deixam o filme mais violento e de uma forma mais convivente.Aqui temos Jennifer Tilly como uma ex-namorada de Charles Lee Ray que recupera os bocados perdidos de Chucky e usa o ritual voodoo para ressuscitar o mesmo, depois de algumas confusões acaba por passar também para um boneco, e ficam assim 2 bonecos assassinos. Childs Play 4 já não tenta ser um filme de terror, caminha sem problemas para um comédia com umas mortes a mistura. E para mim faz com que fosse o melhor filme da saga, pela simples razão que um boneco não se pode transformar num assassino, a ideia não pega. Mas se tentarem fazer um boneco assassino que ainda larga umas piadas durante o filme todo tem pelo menos a vantagem de nos entreter. Como qualquer filme de “terror” acaba por pecar no final, por tentar fazer algo mais feliz do que um filme como o Childs Play merece.

Nota: 6.5/10

Childs Play 5 [aka Seed of Chucky]

Mais uns anos adormecido, e em 2004 volta o nosso boneco favorito para aterrorizar os cinemas. Neste filme Don Mancini pega finalmente na parte da realização, ele que este envolvido em todos os argumentos do Chucky. Childs Play 5 pega numa ideia já vista em Scream 3, e  leva o nosso assassino de plástico para Hollywood, onde está a ser realizado um filme sobre a história do Childs Play 4. Desta vez Chucky é ressuscitado pelo próprio filho, que acredita que os pais seriam mestres Zen, e se no filme anterior o terror era pouco e a comédia era muita, este é a afirmação de Chucky como um filme cómico e nada mais, infelizmente ao contrário do filme anterior, este não me consegui-o cativar de uma forma tão grande como o anterior. Fica novamente o final completamente ridículo o que parece ser uma imagem de marca para esta saga.

Nota: 5.5/10

Em jeito de conclusão esta maratona acabou por se tornar satisfatória, não estamos perante nenhuma saga de terror como o Nightmare in Elm Street ou mesmo o Friday 13th mas certamente que Chucky merece o seu lugar na história dos serial killers de Hollywood.

Brevemente tenho outra saga em vista para maratona, mas por enquanto vou guardar surpresa.

Fuk sau che chi sei [aka Revenge: A Love Story] [2010]

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História: Kit um jovem que trabalha numa loja, assiste a sua namorada a ser violada pela policia, depois de sair da prisão começa o seu plano de vingança.

Pseudo-review: Enquanto não existem datas para o meu festival de eleição “MotelX 2013”, vou aproveitando e vendo filmes que não pude visualuzar em 2012. Revenge: A Love Story faz parte de esse rol.

Os realizadores asiáticos sabem fazer os filmes de uma forma que mais ninguém sabe. Começam logo com cenas de choque ao mostrar-nos assassinatos de mulheres grávidas e posteriormente  fetos retirados do ventre de um forma completamente macabra. Ao inicio ficamos logo com aquele sentimento de ódio pelo assassino e desejamos a morte do mesmo de todas a formas possíveis e imaginárias. Mas ao desenrolar do filme volta aquela questão que tantas vezes vemos nos filmes de vingança quem será o verdadeiro assassino? Devemos identificar-nos na personagem principal ou com os que estão a ser perseguidos para a vingança? Revenge: A Love Story só tem no meu ver um pequeno defeito que acontece mais no final do filme, quando se deixar cair nos “espectáculos piro-técnicos” de Hollywood que infelizmente acaba por estragar tudo o que vinha para trás.

Esquecido facilmente pelo grande público em 2010, devido ao fantástico I Saw the devil onde o tema vingança foi usado de forma bruta e sanguinária. Revenge: A Love Story é um forma de começar bem 2013. Nem que seja porque os  filmes de vingança para mim são uns dos meus genéros favoritos

Nota: 7.0/10