Diário de Bordo – Motelx 2012

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Bem finalmente tive algum tempo para escrever algum sobre o último Motelx, só me foi possível ir lá no último dia onde tive uma injecção de quatro filmes, não irei escrever quase nada sobre os mesmos pois já passou alguns dias, a minha memória não é a melhor e ia ser injusto com os filmes para o bem e para o mal.

Antes de mais um funny fact pessoal, o Motelx é quase a realização de um sonho de quando era adolescente. Quando começaram a sair os primeiros dvd’s e a net ainda era a 56k por telefone logo o acesso a filmes era bem limitado, eu e mais 2/3 colegas de escola fãs do cinema de terror tivemos a ideia de fazer o FantasLx(que basicamente era trazer o mítico Fantasporto para nossa casa). Como iríamos fazer? Na altura a ideia era  alugar todos os Pesadelos em Elm Street e os Sexta Feira 13’s para uma retrospectiva em casa. Infelizmente essa ideia nunca saiu do papel nem das nossas cabeças, logo foi com prazer que tive contacto com o Motelx ainda em 2009 quando trouxeram o John Landis. Nesse ano não pude me dirigir ao festival já nem me recordo bem porque, mas desde 2010 sou “hospede” habitual.

Bem sobre o dia 16 de Setembro, os filmes que escolhi para ver foi o Inbred, The Pact,Babycall e American Mary.

Sobre [1391]Inbred foi a melhor maneira de começar a tarde, um filme de comédia com momentos de gore completamente hilariantes e com história, não é aquele filmes que infelizmente se vê por ai agora com o clássico “vamos meter aqui litros de sangue para chocar as pessoas”, nao vou dizer que o filme não grandes quantidades, também tem sim mas na parte certa, e para o tornar ainda melhor tem humor britânico uma história daquelas que podia ser real com um toque de exagero da minha parte claro. No final da sessão enquanto fazia tempo para a próxima sessão deu para ainda falar com o realizador que ficou contente por tantos elogios da parte dos espectadores. 8/10

As 17h começou o [1392]The Pact, este ano ao contrário dos anos anteriores que me desloquei a festival, escolhi os filmes sem ler nada, sem ver trailers, sem ver notas no imdb.com fui totalmente as escuras. O representante do festival disse que seria o filme que talvez mais assustador em todo o dia, infelizmente enganou-me a mim e a mais alguns. Não considero um filme de terror mas sim um thriller sobrenatural bem construído, a história de uma rapariga que volta a casa da mãe para procurar a irmã que desaparece misteriosamente, passado algum tempo descobre que dentro da casa existe um espírito que lhe quer passar uma mensagem, o filme avança a um ritmo muito lento começando acelerar só na parte final o que o acaba também por o prejudicar, fez-me lembrar o Stir of Echoes em certas partes. 6/10

O último filme antes da hora de jantar foi o [1393]Babycall talvez o pior dos quatro que tive a oportunidade de ver. Uma tentativa de Sexto Sentido alemão/norueguês/sueco. Começa com um ritmo bom uma mulher que era vitima de violência doméstica muda de casa com o filho. Naomi Rapace representa uma verdadeira “mãe galinha” , que protege o filho até as ultimas consequências. Chegando ao extremo de comprar um babycall para ouvir o que se passa no quarto onde ele dorme, um dia começa a receber interferências no seu babycall e consegue ouvir o que se passa noutra casa, por momentos deu-me a ideia que ia estar perante outro “Corridor”(que esteve em exibição em 2010), mas infelizmente no fim o filme perde-se um pouco e até acaba por ficar completamente sem nexo. 5/10

Para sessão de encerramento a organização decidiu escolher American Mary, antes anunciaram a curta vencedora “A bruxa de arroios” que sinceramente achei banal, e ainda deu para bater os palmas ao Maestro Dario Argento que recebeu o prémio do “Culto dos mestres vivos”.

Sobre [1394]American Mary é um filme que me deixou com um sabor agridoce, por um lado um potencial de história muito bom, Mary é uma aluna de cirurgia que fica sem dinheiro para pagar os estudos, um dia quando estava a ir para uma entrevista de emprego num bar de strip tem a oportunidade de ganhar 5 mil dólares se fizer uma cirurgia.

Depois de um pequeno problema com o professor da universidade Mary decide envergar pela cirurgia de modificação no “mercado negro” e aqui é que entra o ponto que me deixou mais desiludido. Nas partes em que o se podia ter usado e abusado das vantagens de Mary ser uma cirurgia a câmara desvia sempre na altura das operações nas partes que podiam tornar o filme mais violento,e sentir-mos mais as modificações do corpo humano, talvez as realizadoras Jen Soska & Sylvia Soska decidiram envergar por esse caminho para o filme estar aberto a um publico mais sensível, e tentar dar mais ênfase a história. Uma das coisas que mais me agradou foi a música que usaram. Já não existem músicas assustadoras agora escolhe-se música clássica.

American Mary vai fazer a delicia ao publico masculino e talvez feminino pois a actriz Katharine Isabelle  passa mais tempo em trajes menores que vestida, e também ao restante público que gosta de filmes de terror mas não suporta o muito “sangue” que se usa e abusa em certos filmes. 7/10

E assim para mim terminou mais um Motelx, parece-me que este ano os filmes de verdadeiro terror ficaram a porta, ou simplesmente já não existem filmes que metam medo. Espero para o ano um cartaz mais forte, mas mesmo que seja mais fraco eu estarei com todo o prazer novamente como hospede residente.

Uma pequena palavra para a organização do Motelx, Wes Craven para o ano? Pode ser? Obrigado.

P.S. Os clones fizeram 3 curtas de qualidade acima da média em que eu sou fã acérrimo, o aviso para não ligar o telemóvel feito por eles também estava genial.A pergunta que fica no ar é, quanto tempo irá o publico aguentar com esse tipo de terror/humor?

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