1399 – Manic [2011]

Filme de 2001 realizado por Jordan Melamed conta-nos a história de um grupo de delinquentes que estão numa instituição para pessoas com problemas mentais.

Utilizando uma câmara de mão e com uma forma de realizar quase documental se não fosse os actores mais conhecidos por momentos podia facilmente induzir-nos em erro e pensarmos que estamos perante um documentário. Este filme acabou por ser uma supresa boa mas tenho a certeza que não agradar a todos os públicos pois não se pode dizer que este filme tem uma história. Simplesmente vamos seguindo a histórias/desavenças do grupo descobrindo aos poucos as razões porque os levaram a serem internados.

Uma excelente interpretação por parte de Joseph Gordon-Levit como normalmente faz sempre, e mais uma interpretação penosa e sem chama de Zoey Deschanel que provavelmente todas as  boas criticas que rodeiam esta mesma actriz só pode ser devido a sua cara bonita..

Nota: 7/10

P.S. Mais rápido que eu pensava cheguei ao filme 1399, como escrevi a muitos posts atrás esperava chegar ao 1400 filmes vistos até ao final do ano. Tenho imensas escolhas no meu disco, mas aceito qualquer sugestão.

E já tenho muitas ideias novas para o futuro do blog, agora que cheguei aos 1400 filmes

1395 – Lord of the Flies [1963]

Decidi fazer uma pausa nos filmes de terror/horror/suspense etc etc..

Bem um erro comum que acredito que já aconteceu a toda a gente é ler um livro e posteriormente ver a adaptação cinematográfica do mesmo,estamos a maior parte do tempo a dizer “isto não era assim no livro” e “como é possivel não foi assim que aconteceu” e etc..

Felizmente Lord of the Flies é totalmente fiel ao livro, já o li acerca de 1 ano talvez, mas não me recordo de haver alguma parte flagrante que não tivesse no filme, mas mesmo assim não me chegou para convencer.

E passo a explicar porque, o casting de miúdos é mau, óbvio que eles são todos novos e não podem ter grandes talentos artísticos, mas logo por ai condiciona o filme. Ralph uma das personagens principais fica dentro dos limites da represetanção já o Piggy e o Jack falham redondamente. Ao contrário do livro o filme não nos consegue passar o ambiente de tensão que começa a surgir quando os grupos de rapazes começam a dividir-se entre eles,e a parte final que no livro tem uma intensidade máxima no filme simplesmente é mais uma cena.
Este é daqueles filmes que não inventa a história logo só por ai merece ser visto, mas não tem a chama que o Sr.Golding consegui-o meter na sua obra.

Nota 6/10

Diário de Bordo – Motelx 2012

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Bem finalmente tive algum tempo para escrever algum sobre o último Motelx, só me foi possível ir lá no último dia onde tive uma injecção de quatro filmes, não irei escrever quase nada sobre os mesmos pois já passou alguns dias, a minha memória não é a melhor e ia ser injusto com os filmes para o bem e para o mal.

Antes de mais um funny fact pessoal, o Motelx é quase a realização de um sonho de quando era adolescente. Quando começaram a sair os primeiros dvd’s e a net ainda era a 56k por telefone logo o acesso a filmes era bem limitado, eu e mais 2/3 colegas de escola fãs do cinema de terror tivemos a ideia de fazer o FantasLx(que basicamente era trazer o mítico Fantasporto para nossa casa). Como iríamos fazer? Na altura a ideia era  alugar todos os Pesadelos em Elm Street e os Sexta Feira 13’s para uma retrospectiva em casa. Infelizmente essa ideia nunca saiu do papel nem das nossas cabeças, logo foi com prazer que tive contacto com o Motelx ainda em 2009 quando trouxeram o John Landis. Nesse ano não pude me dirigir ao festival já nem me recordo bem porque, mas desde 2010 sou “hospede” habitual.

Bem sobre o dia 16 de Setembro, os filmes que escolhi para ver foi o Inbred, The Pact,Babycall e American Mary.

Sobre [1391]Inbred foi a melhor maneira de começar a tarde, um filme de comédia com momentos de gore completamente hilariantes e com história, não é aquele filmes que infelizmente se vê por ai agora com o clássico “vamos meter aqui litros de sangue para chocar as pessoas”, nao vou dizer que o filme não grandes quantidades, também tem sim mas na parte certa, e para o tornar ainda melhor tem humor britânico uma história daquelas que podia ser real com um toque de exagero da minha parte claro. No final da sessão enquanto fazia tempo para a próxima sessão deu para ainda falar com o realizador que ficou contente por tantos elogios da parte dos espectadores. 8/10

As 17h começou o [1392]The Pact, este ano ao contrário dos anos anteriores que me desloquei a festival, escolhi os filmes sem ler nada, sem ver trailers, sem ver notas no imdb.com fui totalmente as escuras. O representante do festival disse que seria o filme que talvez mais assustador em todo o dia, infelizmente enganou-me a mim e a mais alguns. Não considero um filme de terror mas sim um thriller sobrenatural bem construído, a história de uma rapariga que volta a casa da mãe para procurar a irmã que desaparece misteriosamente, passado algum tempo descobre que dentro da casa existe um espírito que lhe quer passar uma mensagem, o filme avança a um ritmo muito lento começando acelerar só na parte final o que o acaba também por o prejudicar, fez-me lembrar o Stir of Echoes em certas partes. 6/10

O último filme antes da hora de jantar foi o [1393]Babycall talvez o pior dos quatro que tive a oportunidade de ver. Uma tentativa de Sexto Sentido alemão/norueguês/sueco. Começa com um ritmo bom uma mulher que era vitima de violência doméstica muda de casa com o filho. Naomi Rapace representa uma verdadeira “mãe galinha” , que protege o filho até as ultimas consequências. Chegando ao extremo de comprar um babycall para ouvir o que se passa no quarto onde ele dorme, um dia começa a receber interferências no seu babycall e consegue ouvir o que se passa noutra casa, por momentos deu-me a ideia que ia estar perante outro “Corridor”(que esteve em exibição em 2010), mas infelizmente no fim o filme perde-se um pouco e até acaba por ficar completamente sem nexo. 5/10

Para sessão de encerramento a organização decidiu escolher American Mary, antes anunciaram a curta vencedora “A bruxa de arroios” que sinceramente achei banal, e ainda deu para bater os palmas ao Maestro Dario Argento que recebeu o prémio do “Culto dos mestres vivos”.

Sobre [1394]American Mary é um filme que me deixou com um sabor agridoce, por um lado um potencial de história muito bom, Mary é uma aluna de cirurgia que fica sem dinheiro para pagar os estudos, um dia quando estava a ir para uma entrevista de emprego num bar de strip tem a oportunidade de ganhar 5 mil dólares se fizer uma cirurgia.

Depois de um pequeno problema com o professor da universidade Mary decide envergar pela cirurgia de modificação no “mercado negro” e aqui é que entra o ponto que me deixou mais desiludido. Nas partes em que o se podia ter usado e abusado das vantagens de Mary ser uma cirurgia a câmara desvia sempre na altura das operações nas partes que podiam tornar o filme mais violento,e sentir-mos mais as modificações do corpo humano, talvez as realizadoras Jen Soska & Sylvia Soska decidiram envergar por esse caminho para o filme estar aberto a um publico mais sensível, e tentar dar mais ênfase a história. Uma das coisas que mais me agradou foi a música que usaram. Já não existem músicas assustadoras agora escolhe-se música clássica.

American Mary vai fazer a delicia ao publico masculino e talvez feminino pois a actriz Katharine Isabelle  passa mais tempo em trajes menores que vestida, e também ao restante público que gosta de filmes de terror mas não suporta o muito “sangue” que se usa e abusa em certos filmes. 7/10

E assim para mim terminou mais um Motelx, parece-me que este ano os filmes de verdadeiro terror ficaram a porta, ou simplesmente já não existem filmes que metam medo. Espero para o ano um cartaz mais forte, mas mesmo que seja mais fraco eu estarei com todo o prazer novamente como hospede residente.

Uma pequena palavra para a organização do Motelx, Wes Craven para o ano? Pode ser? Obrigado.

P.S. Os clones fizeram 3 curtas de qualidade acima da média em que eu sou fã acérrimo, o aviso para não ligar o telemóvel feito por eles também estava genial.A pergunta que fica no ar é, quanto tempo irá o publico aguentar com esse tipo de terror/humor?

1389 – Eillieon bikini(aka Invasion of the Alien Bikini) [2011] – Especial MOTELX

Sinopse: Quando cai a noite Young-gun coloca o seu bigode estilo porno anos 70 e patrulha as ruas da cidade, um dia salva a bela Mónica das mãos de um grupo de rufias, e leva-a para casa. Monica diz que quer ter sexo com ele, mas o nosso herói prometeu-se manter-se “casto” (excertos retirados do site do Motelx 2012)

Pseudo-Critica: Quando um filme de baixo orçamento consegue ter mais piada que essas comédias da moda algo só pode estar errado. Infelizmente está errado para o Ocidente, pois Young-doo Oh(realizador) fez um trabalho de fazer corar muita gente. Com uma mistura enorme de estilos num só filme desde o fantástico, ao drama passando claro pela comédia e até chega a ter momentos de soft-porn, Invasion of the Alien Bikini é um filme para rir e divertir, não para ser levado a sério. Este e daqueles filmes que não precisa que ninguém diga se é bom ou mau, simplesmente é vê-lo!

Nota – 7/10

1388 – Livide[2011] – Especial MOTELX

Sinopse: No primeiro dia como estagiaria em apoio domiciliário Lucy visita a Sra. Jessel, uma idosa em coma, sozinha no seu enorme casarão. Depois de ouvir falar de um tesouro que a antiga professora de ballet teria escondido decide procurar o mesmo com os amigos.

Pseudo-Critica: Nas duas edições anteriores do Motelx sempre escolhi 5 filmes para ir ver e aconteceu sempre o mesmo, dois filmes desiludiam-me 3 agradaram-me, bem este Motelx casa 2012 está acontecer exactamente o mesmo, depois de 2 filmes que me desiludiram bastante aparece a primeira grande surpresa.

Livide tem uma história que é simples,mas que funciona. Quando acabei de ver o filme parecia que tinha estado a ler um livro com contornos góticos. Para o ajudar tem uma realização e uma fotografia com toques de “Burton Antigo” só por ai já tinha um ponto a favor, mas também tem sustos como os bons filmes de terror costumam ter, tem gore quanto baste não em formas exageradas como ultimamente parece que todos querem ter.

Foi uma surpresa agradável e recomendo este filme a toda a gente, mesmo que o final tenha deixado um pouco a desejar mas também nos deixa a pensar. Por vezes é bom acabarmos de ver algo e não esquecermos logo por ser tão básico, gosto quando podemos imaginar as várias vertentes da história e nós próprios podermos dar o nosso “final”.

Uma obra a rever um dia, algo que não costumo fazer já a muito tempo. Rever algo só mesmo aqueles filmes que nos entram directamente para a memória. E Livide consegui-o esse feito.

Nota – 7.5/10

1387 – Emergo (aka Apartment 143) [2011] – Especial MOTELX

Continua a minha saga de ver filmes que estão em exibição no Motelx, e para arranjar o Emergo foi uma tal saga mesmo..

Realizado por Carles Torrens e com argumento de Rodrigo Cortés (Que realizou um dos  bons filmes em 2011 Buried) as minhas expectativas estavam em nivel médio.

Em 1999 saiu um filme com o nome The Blair Witch Project, nessa altura não se ouvia falar(ou se não eu com a minha inocência pensei que era algo inovador e já não era..) que esse tipo de realização tinha o nome de “Found Footage”. Bem depois de isso parece que o Paranormal Activity  voltou forte com esse estilo e os clones do mesmo multiplicaram-se como acontece em regra geral. E depois parece que toda a gente quer ter a sua tentativa dentro de este estilo.

Pensei para mim para este tipo de filmes nada melhor que ficar totalmente as escuras, colocar os phones e esperar por sustos que me vão fazer saltar da cadeira..

Não me podia enganar mais, a história que uma familia muda-se de casa pois pensava que andava a ser perseguida por espiritios e que posteriormente nessa mesma casa os espiritos continuam contactam uma equipa de parapsicólogos para resolver o mistério.

E pronto esta feito a partir daqui o filme torna-se cansativo, previsivel e sem qualquer momento de susto. Talvez numa sala de cinema resulte melhor existem sempre aquelas pessoas que gritam e nos assustamos-nos porque eles gritaram porque de resto dúvido que alguem apanhe algum susto..

Nota – 5.9/10

Sexta Feira – 14 de Setembro 17h00 – Sala 3

Sábado – 15 de Setembro 18h45 – Sala Manuel de Oliveira